Voce foi meu Pecado
Me sinto triste essa semana, é o luto de meu nascimento. Pra quê existir? comemorar? Quero terminar essa existência o mais breve possível, porque já sofri o suficiente para aprender que viver é uma grande mentira.
Não amo pela metade, não sou amiga meio termo. Meu carinho é constante, fico ao lado em todos os momentos. Sou a mesma sempre. Nos meus conceitos pessoas que te procuram apenas quando convém, não são suas amigas, muito menos te amam, apenas te usam.
EU SOU EU SEMPRE!!!
Quero saber quantas vezes vou escrever e apagar, parecendo criança buscando fazer o meu melhor desenho.
La femme de trente ans
Amarás
o meu nariz
brilhante
as minhas estrias
os meus pontos pretos
os meus textos
os meus achaques
e as minhas manias
e as minhas gatas
de solteirona
ou não me amarás
Tem gente que escreve por ego ou só pra fazer firula. O meu texto é simples, sincero, é tinta que sai da medula.
Pequeno e sozinho, é assim que me sinto. Dentre soluços e choros, tento disfarçar meu olhar triste atrás de um sorriso pulsado.
Namorico
Estou aqui assistindo à comédia da vida
Meu espírito se alimenta de risadas
Com humor e alegria infinita
Não é para te convencer
Tudo isso chacoalha meu ser
Liberando adrenalina de felicidade
A mais pura verdade!
Energia por todos os lugares
Troca mútua se estabelece
Arena que acolhe
Uma plateia que não é mole
Palavras, risos, lágrimas e aplausos
Busco somente teu sorriso verdadeiro
Para assim poder te namorar.
Horizonte do meu eu
Dentro de um olhar triste busquei minhas lágrimas cansadas Procurei resposta de um coração dorido Vem o vento soprar as lembranças de um sonho lindo Olhei a frente em direção do horizonte Não consegui ver a força do universo em mim Fechei meus olhos para não entristecer a alma, calei-me diante da dor e chorei junto com o amor Entre as nuvens do céu e o azul celeste, uni o vento frio que sopra na alma embriagada de saudade… Dentro do infinito eterno de solidão encontro parte da esperança Entre os desencontros ainda sinto a luz e vejo os reflexos de um passado em pensamento a purificar a alma dorida...
O que está escrito aqui, meu ou de Ângela, são restos de uma demolição de alma, são cortes laterais de uma realidade que se me foge continuamente. Esses fragmentos de livro querem dizer que eu trabalho em ruínas.
Eu sei que este livro não é fácil, mas é fácil apenas para aqueles que acreditam no mistério. Ao escrevê-lo não me conheço, eu me esqueço de mim. Eu que apareço neste livro não sou eu. Não é autobiográfico, vocês não sabem nada de mim. Nunca te disse e nunca te direi quem sou. Eu
sou vós mesmos. Tirei deste livro apenas o que me interessava – deixei de lado minha história e a história de Ângela. O que me importa são instantâneos fotográficos das sensações – pensadas, e não a pose imóvel dos que esperam que eu diga: olhe o passarinho! Pois não sou fotógrafo de rua.
Já li este livro até o fim e acrescento alguma notícia neste começo. Quer dizer que o fim, que não deve ser lido antes, se emenda num círculo ao começo, cobra que engole o próprio rabo. E, ao ter lido o livro, cortei muito mais que a metade, só deixei o que me provoca e inspira para a vida: estrela acesa ao entardecer.
Não ler o que escrevo como se fosse um leitor. A menos que esse leitor trabalhasse, ele também, nos solilóquios do escuro irracional.
Se este livro vier jamais a sair, que dele se afastem os profanos. Pois escrever é coisa sagrada onde os infiéis não têm entrada. Estar fazendo de propósito um livro bem ruim para afastar os profanos que querem “gostar”. Mas um pequeno grupo verá que esse “gostar” é superficial e entrarão adentro do que verdadeiramente escrevo, e que não é “ruim” nem é “bom”.
Em um lugar bem longe daqui eu encontro a minha paz, encontro meu sossego e, principalmente, meu bem-estar, queria eu ser capaz de acreditar que esse lugar é real, porém meu pensamento insiste em dizer que isso não passa de um mero sonho. Por mais que eu lute comigo mesmo, minha alma sempre me vence, e eu me entrego novamente ao irreal. Já era o tempo que conto de fadas era sina, o tempo passa, e com ele vem a dor, a sabedoria e a reconstituição. O amor, fonte de tudo acima do bem e do mal, exige da gente mais do que a nossa capacidade moral. E, sem notar, o amor toma conta de um jeito inexplicável. E você jamais ousou pensar que amaria novamente, mas o amor tá ali, bateu na tua porta de novo e você vai abrir ? Vai deixar o medo tomar conta de você? Perguntas provocam mais perguntas, respostas provocam mais perguntas ainda. Porém, pense, faça, aconteça.
Eu prometera a mim mesmo
Não mais expor meu coração à tortura de amar e Depois sofrer.
Então passei a andar por aí a esmo,
Procurando uma razão para viver.
Foram noites de insônia ou mal dormidas
À espera de ver cicatrizar as feridas
Abertas pelo último amor que não deu certo.
Cheguei a pensar ter superado,
Meu coração estava blindado:
Amar, nunca mais!
Mas minha vida tornou-se um deserto.
Estava certo o poeta:
“Ninguém vive sem amor”.
A vida fica insossa,
Os olhos perdem o brilho,
A pele perde o viço,
E se começa a sofrer,
Mesmo não sentindo dor...
Então, que venha depois a sofrência
E daí? Eu quero Viver!
Mesmo que não seja amado
Vou amar até morrer!
Cuidar das flores do Nosso Jardim passou a ser meu fascínio depois que transformei meu coração em um condomínio.
DECLARAÇÃO
Aqui estou,
triste e inconsolável.
Por causa dê ti meu amor,
estou sozinho.
Me diga, porque fizeste isso comigo?
Um homem que lhe ama tanto e não consigo esconder esse ciume, ciume que sinto toda vez que alguém lhe olha
com a mesma vontade que tenho de tê-la por perto, perto do meu coração.
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