Voce foi Melhor Tio do Mundo

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Carta aberta: Ao meu Marido

Te amar foi, sem dúvida, a escolha mais bonita que eu já fiz.
Não foi algo que simplesmente aconteceu… foi uma decisão que nasceu no silêncio do meu coração e que eu escolho renovar todos os dias, ao seu lado.
Com você, eu aprendi que o amor vai além dos momentos leves — ele se constrói na paciência, se fortalece no perdão e se prova na decisão de permanecer.
Eu escolho você nos dias fáceis… mas, principalmente, nos dias difíceis.
Escolho ficar quando tudo pede para ir,
escolho cuidar quando é mais simples desistir.
Porque o que temos não é passageiro.
É profundo, é verdadeiro, é raro.
Amar você é isso:
é decidir ficar,
é querer construir,
é nunca desistir de nós.
E, entre todas as escolhas da minha vida,
você sempre será a minha escolha mais certa.

Não foi falta de amor — foi a ausência de prioridade que falou mais alto.

Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…

E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.

Na sua partida, parte de mim se foi também...
A parte da inocência.
A parte da confiança.
A parte da segurança.
A parte de saber que para você eu era especial, assim como você é pra mim.
Do amor incondicional.
Você era parte forte da minha estrutura a qual hoje e sempre estará abalada.
Sigo, todo o tempo mantendo firme o prédio com o que sobrou.
Honrando tudo o que me ensinou.

O que me destruiu não foi perder, foi entender.

A vitória solitária


A medalha foi o meu abraço de metal.
Frio, brilhante e dado por uma mão que não conhecia meu nome.

Mulher do amanhã
E ela foi sozinha...
Desbravando os horizontes
Ela por si só já se basta,
Sem dependências emocionais baratas
Que a enraíze e petrifique
Suas crenças arraigadas
Na luta para vencer
Para se autoafirmar,
Sempre com o olhar no amanhã
Sem esquecer do presente,
Descendente de um clã de mulheres fortes
Não desiste dos seus sonhos
Na batalha da vida, ora luta...
Ora recolhe suas armas,
Sabe se empoderar mas
A empatia e a resiliência a moldaram
Mulher do novo amanhã
Mulher que faz seu destino,
Não descansa nem esmorece,
Sempre de cabeça erguida
Essa ou ... essas mulheres,
Essas amazonas que se apoiam
Tornam- se juntas imbatíveis
Mulheres do meu clã
Vocês são a minha vida!
Amor de outras vidas
Almas que se encontraram
Irmãs mais que benditas!
Vocês são minhas heroínas!

A distância de quem amo
Sempre me foi letal
A abstinência não diminui
Apenas amplia
Da forma mais dolorosa
O sofrimento.

Não me leve a mal, eu amo ficar sozinha
E não desejo tapa buracos
Muito menos relações falsas
Nunca fui do tipo carente.
Hoje, nem mesmo desejo
Outro corpo para um breve aconchego.

Mas o silêncio e a distância me envenenam
Matam mais do que tiros no peito
Pois quando penso, ela domina meus pensamentos
Pois quando sonho, ela sempre está presente.

Não estar aqui, nunca me impediu de estar com ela
Se, no perigo, a sinto
E até os meus demônios amam ela
Como eu poderia simplesmente esquecê-la?

Já a vi de tantas formas...
Nesta vida e em tantas outras
Onde sempre fomos nossas
Mas ao me levarem encarcerada
A perdi para sempre.

Talvez, em outra vida, a veja
Talvez por isso queira pular o tempo
Mas só o que sei é que, não poder amar
É o que verdadeiramente destrói por dentro.

Antes ama-la do que nunca tê-la.
Antes vê-la quebrar meu coração do que nunca poder toca-la.
Antes morrer para estar ao lado dela
Do que viver as mentiras do mundo moderno.
- Marcela Lobato

O texto de Isaías não fala sobre Lúcifer, mas sim sobre Nabucodonosor II, que foi rei da Babilônia, devastando diversas nações por muito tempo, e tornando, inclusive os hebreus, seus escravos.
O que está no livro de Isaías 14 é uma comparação de Nabucodonosor com vênus, devido ao mito babilônico das estrelas (que para eles eram os planetas também, e deuses), onde Vênus é expulsa do céu ao longo da madrugada devido, pela mitologia deles, ter sido expulsa pelos deuses já que era a mais bonita, a mais brilhante, e com isso ter ficado arrogante, orgulhosa, assim como era esse rei, se sentindo o rei do mundo, um deus encarnado. Além disso, naquela época era comum chamar os imperadores de "Estrela da Manhã"
Então não, não existe nenhuma menção ao deus Lúcifer, e nem a nenhum ser chamado Lúcifer na bíblia. A outra única vez que o termo lux ferre aparece, não como nome próprio, como título, é para se referir a Jesus, o colocando como "Estrela da Manhã". Como um imperador.
Vocês foram enganados. O diabo foi criado pela igreja para mantê-los no cabresto. Sem o Diabo, o que seria da igreja? Sem a condenação eterna, quem se sujeitaria aos horrores do cristianismo? Não é atoa que a maioria esmagadora, se não todos que lêem a bíblia de verdade, saem do cristianismo, ou, no mínimo, mudam muito sua crença com relação a isso.
Não deixe que sequestrem a sua mente! Não seja refém de um sistema sádico! Acorde e liberte-se! Conheça a verdade, a verdadeira, não a ilusória ultra manipulada, e então liberte-se! Parafraseando o personagem mitológico Jesus, "Conheçam a verdade e ela vós libertará".
- Marcela Lobato

Ser emo nunca foi uma fase ou um mero modismo pra mim. Mesmo antes de conhecer essa palavra, já era a personificação do seu significado. O emo, tanto o original, enquanto vertente do rock, como no aspecto do estilo, assim como modo de ser, sempre me agradaram e foram parte de mim. Conheci um pouco antes de se tornar um modismo, e nunca neguei ser e gostar.
Quando gosto de algo, não me importa se ninguém conhece, se ninguém gosta, se é uma "moda do momento" ou se é extremamente popular. Pra mim, a única coisa que sempre importou foi se eu gostei ou não. Se me identifico, se aquilo conversa com o meu mundo particular, se me agrada.
Lembro de uma amiga que dizia que quando eu estivesse um pouco mais velha, veria como não gostaria mais do emo e nem me afirmaria como tal. Bom, ela se enganou. Fui, sou e sempre serei emo. Keep emo alive! Mantenha o emo vivo! Viva a cena alternativa!
- Marcela Lobato

A "guerra" nunca foi entre o bem e o mal, mas sim do conhecimento contra a ignorância. Na bíblia original, fora das péssimas traduções, principalmente feitas após o quarto século, a partir da vulgata latina de Jerônimo, não tinha nada sobre um inimigo do deus bíblico, já que esse próprio "deus" se colocava como se fosse o único e o responsável por tudo, como o próprio afirma em Isaías, dizendo que cria a luz e faz as trevas, que é responsável pela guerra e pela paz, e que é todo o bem e todo o mal. A verdade que a igreja e a religião organizada não querem que você saiba é que não tem diabo na bíblia, assim como nunca apareceu o nome "Lúcifer" nela, sendo Isaías 14-14 um grotesco erro do Jerônimo, e a própria igreja católica teve um bispo com esse nome no século IV, que chegou a ser canonizado, e sua igreja existe até hoje na Itália.
Na época, não houve nenhum estranhamento por ele se chamar dessa maneira, já que era um nome popular, que sua mãe lhe deu pelo significado e porque cultuava o deus Lúcifer de Roma, que nada tinha haver com maldade e perversidade, mas sim com iluminação, conhecimento, sabedoria, beleza, abundância, etc. Nem mesmo o inferno existe nos textos originais, sejam apócrifos ou canônicos. Judeus ortodoxos, por exemplo, não acreditam em um ser inimigo do deus deles, nem em um inferno de fogo e enxofre. Geena, ou o vale, quando usada no novo testamento, se referia a um lugar geográfico ao redor de Jerusalém, onde sempre jogavam lixo e cadáveres de animais, às vezes, também de criminosos da época. O "vale de fogo e enxofre" nada mais é do que isso, um lixão da época onde colocavam fogo pela insalubridade, então, literalmente, fogo e enxofre, e Sheol é mundo dos mortos, bons ou não.
Mas, se formos considerar as traduções errôneas e mitos ditos no boca a boca como em um jogo de telefone sem fio feito para beneficiar e enriquecer aqueles que visavam dominar a todos pelo medo, vemos que o único "pecado" do diabo cristão foi nos entregar conhecimento, sabedoria e discernimento próprio. Nos deu o fogo prometheico, a chave para sermos iguais aos deuses, e não mais submissos ignorantes, escravizados e assustados correndo pelados pela mata.
- Marcela Lobato

Manchado


Ele sempre foi um farsante,
porque, quando não teve o que queria, perdeu o encanto.


Ele só queria um corpo, não sentimentos
ou essência — me embrulhou.


E, sendo meu tipo, me embriagou.
Sendo leitor, me cegou, mas não vi sua verdadeira forma.


Um lobo sem escrúpulos,
numa pele de cordeiro,
que manchou toda a minha ingenuidade.


Fingi não ver,
corri para o lobo,
mas parei a dois passos —
e ele desistiu, fugiu.


E quem ficou com fome de afeto fui eu…
mas hoje eu sei:
não era amor que ele oferecia,
então não era amor que eu perdi

"Confiar não é errado, errado e perder a confiança que lhe foi dada..."

Permanência

"O que é real não morre
O que foi sempre será
Feche os olhos e estará lá
De tudo que guardar
Apenas eleve o que pode admirar".

Cometi muitos erros ao longo da vida, mas de longe, o maior foi me apaixonar pela pessoa que eu deveria ter percebido que jamais seria "minha".


O segundo maior erro eu cometo até hoje; não consigo esquecê-la, apesar de respeitar sua decisão.

“Quando o feminino foi dividido em arquétipos irreconciliáveis, como a santa e a pecadora, a esposa e a amante, a submissa e a rebelde, plantou-se uma semente de suspeita que floresceu em séculos de isolamento e comparação.
Essa dinâmica de rivalidade não nasce da essência feminina; ela é um subproduto de umaeconomia da escassez simbólica. Quando o mundo oferece espaços limitados para que as mulheres existam com segurança, o pertencimento passa a ser percebido como um recurso escasso.
Se o amparo para o ninho e o reconhecimento do território são vistos como limitados, a outra mulher passa a ser percebida como uma ameaça à sobrevivência da nossa própria linhagem. Se o lugar ao sol é restrito, a outra mulher deixa de ser vista como uma aliada ou um espelho para ser percebida como uma ameaça ao nosso próprio território de sobrevivência.“

- Trecho do livro Além do Éden: Lilith e Eva em nós

“A integração é o momento de reconciliação. Foi-se o velho, foi destruído o que não servia, e agora é necessário reorganizar os fragmentos sobreviventes numa nova coerência. Integração exige maturidade, equilíbrio e paciência. É quando a luz e a sombra se unem, propósito e forma se harmonizam, e a alma materializa o que foi descoberto internamente.”

- do livro O tarô esquecido: despertando o verdadeiro propósito das cartas

A adolescência revela o que foi construído na infância… e escancara o que foi negligenciado.

E uma vez ouvir que...


Aquilo que e guardado mesmo sem servi, atrai aquilo que não foi convidado.


isso não e só sobre coisas!

“Entre o que foi vivido e o que virá, há um intervalo sagrado: reconhecer o que deve morrer para que algo mais verdadeiro possa nascer.” - Leonardo Azevedo.