Voce foi Melhor Tio do Mundo
Não foi por falta de vontade.
Muito menos porque eu deixei de tentar.
Eu queria… e queria muito.
Mas simplesmente porque o tempo passou.
Hoje sou uma mulher, não mais uma criança.
E escrevo estas linhas para que você reflita comigo.
Querido(a),
Talvez você também tenha tido um sonho de infância que nunca se realizou. Algo que, naquela época, parecia impossível para a sua realidade — e que hoje já não pode mais acontecer.
Não falo de grandes sonhos que ainda podem ser conquistados. Esses ainda podem se realizar se você quiser e lutar por eles.
Falo de sonhos simples de criança.
Ter uma bicicleta.
Sentar no colo do pai ou da mãe.
Ter um pai.
Ter uma mãe.
Ter fotos de quando era bebê.
Viver uma infância que toda criança gostaria de ter.
Não sei qual é a sua história. Cada um de nós carrega a sua.
Mas aprendi uma coisa com o tempo: algumas coisas não voltam. Alguns sonhos pertencem apenas àquele tempo em que éramos pequenos.
Quando eu era criança, imaginava que os sonhos que não vivi poderiam, de alguma forma, continuar nos filhos que um dia eu teria, filhos que ainda nem existiam.
Talvez fosse apenas uma maneira de o coração encontrar esperança.
Porque, no fundo, a vida também é feita de ausências, de silêncios e de coisas que gostaríamos que tivessem sido diferentes.
Mas isso não é o fim.
Com o tempo, a dor muda de lugar dentro de nós.
Ela deixa de ser ferida e passa a ser memória.
E a vida continua.
Outros sonhos aparecem.
Sonhos de adulto.
Sonhos que ainda podem florescer.
Aprendi também que não devemos comparar nossa vida com a dos outros. Cada realidade é única.
Viver não é deixar que as dores do dia a dia sejam as autoras da nossa história.
Viver é escolher como vamos olhar para o mundo, mesmo depois de tudo.
E, se existe algo que a vida me ensinou, é isto:
Para seguir em frente, às vezes precisamos aprender a olhar para o lado bom das coisas , mesmo quando ele parece pequeno.
Porque, no final, viver também é isso: continuar sonhando, de uma forma diferente
FREUD
Freud foi um gênio tal
Estudou a nossa mente
Foi pai da psicanálise
Trabalhou o inconsciente
Os sonhos interpretou
E com isso revelou
Não haver só consciente
Freud falou que o Id
É o desejo escondido
Já o superego impõe
O que é certo ou proibido
Mas o ego é o ator
Com papel mediador
Que decide o ocorrido
Freud disse que as fases
Já começam ao nascer
Fase oral é no início
A anal vem ao crescer
Fase fálica, latência
Genital na adolescência
Até o amadurecer
Do complexo de Édipo
Freud foi formulador
Explicou que o menino
Busca o exclusivo amor
Quer da mãe a atenção
E vê como oposição
O seu pai, seu genitor
Dos limites à criança
Freud também comentou
Mecanismos de defesa
Com detalhe explicou
Resistência, transferência
Foi enorme a influência
O que ele nos deixou
Eu encerro esse verso
De homenagem e gratidão
Ao saudoso doutor Freud
À sua grande lição
Nossa mente é um mundo
É um mar muito profundo
De mistérios e emoção
"Era a última noite daquele carnaval,
nosso encontro foi especial.
Meu Pierrô tomou - me pela mão,
dançamos a noite inteira, acima de nós
um chão de estrelas.
Eu sua Colombina,
o admirava pela desenvoltura.
Encantada estava,
diante de tamanha formosura.
Com ternura me abraçou,
com doçura me beijou...
Desde aquela noite mágica,
juntos estamos.
A idade avançou,
o amor somente aumentou...
Multiplicou!
Para sempre serei sua Colombina,
e ele sempre será o meu amado Pierrô.
A cada dia vivenciamos,o
Nosso Eterno Carnaval de Amor... "
Tudo o que foi feito para os mais pobres é, sem dúvidas, manipulado e questionável em todas as escalas. Simplesmente porque é ruim quando comparado ao que é caro e sofisticado. As urnas eletrônicas no Brasil comprovam essa afirmação no momento em que se faz a mesma comparação entre os que recebem os votos e são eleitos e aquela massa de eleitores que carrega o peso da liberdade de alguns.
Carlos Alberto Blanc
Se o autoconhecimento foi uma grande conquista da humanidade, o heteroconhecimento pode ser o próximo passo da nossa evolução relacional!
lixão
Sempre é assim,
Jogam lixo na rua,
A consciencîa nunca foi grande,
Eles acham que o mundo é lixão,
Não é não.
Quando dormir eu vou fazer um pedido:
Que esse mundo mude,
Façam uma limpeza,
porque se o mundo é seu você deve cuidá-lo muito bem...
Não foi o homem, mas Deus, quem removeu a barreira que separava o judeu do gentio. Deus abre as portas do céu aos gentios.
"O que ontem não deu certo, não foi por falta de tentar... 'Bora' levantar e começar tudo de novo?!"
-Aline Lopes
Pessoas que se acham superiores
sendo apenas coadjuvantes em uma história que nem foi escrita por elas,
sendo apenas mais um personagem.
Não faz diferença nenhuma na história dos outros.
Pensei que seria diferente;
Indiferente foi na verdade meu pensamento;
Baseado em mentiras contadas por mim;
Minhas faces, verdadeiramente, obsoletas;
Através de diferentes expressões;
Descubro a mais pura verdade;
Nada, é realmente VERDADE...
Após muitos anos de doação a outrem
me descobri.
Foi chocante! De repente me dei conta da minha existência.
Me percebi como um ser humano com
desejos, necessidades e pela primeira vez com uma vontade imensa de fazer parte de tudo que podia e tinha direito .
Do meu peito exalava uma energia indescritível mal cabia.
Meu coração gritava você está viva, ame e seja amada.
Meus pensamentos dizia você pode tudo, " vá !"
Com toda essa alegria preparava planos : oque farei primeiro?
De repente alguém gritou e perguntou " vó " quantos anos você vai fazer mesmo?
Eu respondi :70 meu filho.
Tudo dando errado e ninguém sabe o que fazer, traçamos metas, fizemos planos e mais uma vez foi tudo um grande engano.
E eu me pergunto, até quando vamos continuar acreditando que tudo é novo depois das 00h do dia 31/12?
Não vou mais lutar comigo mesmo. Essa guerra íntima sempre foi injusta: eu de um lado, tentando caber; o mundo do outro, oferecendo moldes apertados demais. Passei tempo suficiente tentando negociar minha existência, arredondar arestas, suavizar excessos, traduzir quem sou para ver se assim eu era aceito. Não funcionou. Nunca funcionou.
Nunca coube nas expectativas porque elas nascem pequenas demais para o que pulsa em mim. Nunca me ajustei para pertencer porque pertença, quando exige mutilação, vira cárcere elegante. Aprendi isso do jeito mais cansativo: insistindo. E só agora entendo que insistir contra si é uma forma sofisticada de abandono.
Sou o que sou. Não por rebeldia, nem como defesa. Sou o que sou como quem finalmente pousa as armas no chão e senta. Há uma paz estranha nisso. Não a paz da acomodação, mas a paz de quem para de se ferir tentando ser outra coisa. Sustentar-se dá trabalho, mas lutar contra si cobra um preço alto demais.
Escolho, então, essa trégua radical comigo. Não para me tornar imutável, mas para mudar sem me violentar. Não para agradar, mas para existir com decência. Sou o que sou — e isso, hoje, não é sentença. É abrigo.
O difícil nunca foi me reconhecer, foi sustentar. Autenticidade cobra caro. Ela retira aplausos fáceis, desmonta personagens bem avaliados, afasta quem só se aproximava enquanto eu me moldava.
Ser eu exigiu cortes precisos. Abandonei negociações afetivas, rasguei expectativas alheias, aceitei que nem todo vínculo sobrevive quando a gente para de pedir permissão para existir.
Hoje sou mais direto, menos explicável. Não tento convencer, sustento. E isso, curiosamente, é o gesto mais delicado e mais ácido que já aprendi.
Porque nada desconcerta mais o mundo do que alguém que decidiu ficar inteiro.
Assumi comigo um compromisso que não foi bonito de fazer. Não veio em forma de promessa leve, nem de entusiasmo. Veio quase como um pacto silencioso depois de atravessar dias em que existir parecia excessivo demais.
Houve momentos em que desejei não estar. Não por falta de coragem, mas por cansaço. Um cansaço que não se explica, apenas se instala e vai apagando as bordas da vida. E, ainda assim, entre um intervalo e outro dessa vontade de desaparecer, havia algo mínimo que insistia.
Um resto de vida. Quase nada, mas suficiente. E foi nesse quase que eu me agarrei. Não por certeza, mas por decisão. Porque, se ainda havia algo em mim que pulsava, por menor que fosse, então talvez valesse a pena sustentar isso um pouco mais.
Foi ali que assumi esse compromisso. Não o de ser feliz o tempo todo, mas o de não abandonar a possibilidade de viver com verdade enquanto eu estiver aqui. De não desperdiçar completamente aquilo que, de alguma forma, ainda insiste em mim.
A felicidade, entendi, não viria como estado permanente. Mas poderia existir em fragmentos, em respiros, em pequenos instantes que, somados, sustentam a travessia.
Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.
Revisitei o passado
e foi uma das piores escolhas
Que eu já fiz.
O animo que eu estava
Para viver tudo de novo
Se desfez em nevoa
Que pairava sobre mim.
E na minha frente tudo destruído.
Tudo em pedaços,
E com cheiro de mofo.
A nevoa gritava feliz
E lá via eu.
Os sentimentos e tudo
Absolutamente tudo
Deixando de existir
No sopro do vento.
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