Voce esta Mudando minha Vida

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Sigo o modelo que minha própria mente construiu. Não deposito fé em humanos, nem em livros. Sou a fonte suprema de conhecimento. O agente epistêmico perfeito questiona ciência, filosofia e história, testando seu próprio modelo contra o mundo, mesmo quando entra em conflito com o conhecimento aceito.

Minha batalha é no plano mental. Destruo ideias apenas para abalar a estrutura da consciência corrompida. Não sou Cristo, por isso, nunca levantarei um dedo contra seres humanos ou seus templos.

Como explicar qual a minha religião ?

Eu não sou um dogma.
Eu não sou uma religião.
Eu sou criação.
E há muitos de mim espalhados por aí.

A espiritualidade é a minha comunhão com Deus.
A religião é a minha comunhão com os homens.

Uma me aproxima do Criador.
A outra me ensina a caminhar entre os seus filhos.

Autora: Alexsándra Duárte
05/08/26

"Se eu diminuo o meu "eu" para dar espaço ao "outro", minha própria dor para de gritar."

"Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar."

"Que a minha história não seja lembrada apenas pelas mãos que plantaram, mas pelo coração que, mesmo diante do desconhecido, escolheu ser grato."

"Instrumentadora não consegue acompanhar a minha velocidade, ainda ta no curativo."

"Minha tristeza aprendeu a dobrar roupas. Ficou doméstica."

Em um estado onde o tempo já não me pertence, e onde minha solidão deixou de responder ao próprio nome, encontro-me lançado em um abismo tão profundo que, ao olhar para os lados, vejo rostos em alegria, vidas seguindo seu curso, como se a luz ainda existisse para todos. Porém, ao erguer os olhos para cima, percebo a distância entre mim e aquilo que um dia chamei de céu. E então compreendo que o verdadeiro abismo não é a queda, mas a consciência do lugar em que se está.

Não são com as verdades que falo com que me preocupo, minha preocupação é se estou sendo oportuno e se as mentes estão preparadas para entender.

Cada um é responsável por sua própria mente. Eu domino a minha. Os outros têm a liberdade de dominar a deles. E todos somos livres.

Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus amigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

Me perdi em milhares de direções, tendo uma pequena luz;
Logo ela desvaneceu e tornou minha perdição.
De que forma hei de escrever quantas vezes me apaixonei pela mesma pessoa?
Palavras não podem descrever,
Sinto-me na escuridão...
De que forma haverá de ser,
Tendo como certa minha decepção?
Matarei de vez esse amor,
Ou ele matará meu coração.

Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.

Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.

Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.

⁠“Não confunda a minha bondade com a minha ignorância. Eu sei muito bem o que se passa ao meu redor, mas escolho o momento certo para agir. Não sou boba, sou estratégica. Não sou burra, sou sábia. Não sou boa com quem não merece, sou justa. Bondade e inteligência andam juntas, e eu tenho as duas.”

⁠“Não julgue a minha bondade pela minha aparência. Eu posso ser doce e gentil, mas também posso ser firme e corajosa. Eu sei o que quero e como conseguir. Não sou ingênua, sou inteligente. Não sou submissa, sou independente. Não sou boa com quem me faz mal, sou assertiva. Bondade e inteligência caminham juntas, e eu tenho as duas.”

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO




Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...

O Ponto Fixo do Trânsito


O Agora é a minha única morada, o ponto exato,
a quietude que o caos me permite reivindicar.
Se o defino, ele já é Presente-Passado,
a matéria de memória, a substância de tudo que o riso dos deuses levou.
Não é um vazio findo, mas o volume da minha história,
a textura viva da cicatriz que me torna necessário.
Mas o Agora é também, e sem trégua, Presente-Futuro,
a tensão que me impede o ócio inabitável.
É o vetor da força que move o Ser para o devaneio lúcido—
a criação de um paraíso possível,
mesmo quando a lucidez me diz que ele é breve.
Pois sei que as coisas transitam ao meu redor
e a minha perspectiva é o único centro real.
Se o mundo gira e a folha cai,
minha presença é o ângulo irrepetível
que dá forma e cor à velocidade do trânsito.
Os Deuses, lá no alto, podem rir da minha seriedade,
rindo da minha busca por um sentido,
zombando da pequena chama da minha vontade.
A gargalhada deles é a confirmação:
A vida é regida pela ironia lúdica, não pelo mérito.
Mas a síntese é a minha resposta:
Eu não preciso de um plano perfeito.
Eu sustento a minha existência apesar do riso,
criando o meu próprio éxtase no intervalo.
Eu sou necessário para completar a canção,
e mesmo sabendo que o futuro é incerto,
eu carrego a coragem indiferente de quem sabe:
O ato de estar aqui, no Ponto Exato do Agora,
já é o maior e mais belo de todos os propósitos.