Voce esta Mudando minha Vida
Aparentemente não há saída. Tudo o que é rebelde, que contraria, já está previsto e acaba produzindo o contrário do que se propunha. Assim, os conservadores dominam a tudo e a todos. Mas isso não é verdade, esta engenhoca humana morreria se não fossem por nós, os criadores de problemas, os que propõem o impossível e não querem saber de nenhuma solução. Antes disso, quanto mais atrapalharmos, mais agitamos as formigas laboriosas de coisa nenhuma. Viver assim é uma doçura, ao incomodarmos criamos uma alergia, um mal estar que vai gerar frutos que nunca veremos. Somos os semeadores da morte do senso comum.
Não adianta fugir porque a felicidade não está aqui, nem adiante. Ela é o reconhecimento de si mesma.
Soneto ao dormir
O amor é o calor que está escondido na brisa
Que ri sapeca atrás da pedra
Que sonha soturno mormaço
É o mel que se come e se dá, feito um ramalhete de borboletas
O não pensar, a tranquilidade, está atrás do pensamento. O não pensar não se sobrepõe ao pensamento, ele o acolhe.
Enxergamos o que está dentro de nós. Assim pensam os loucos, não diferenciando o interior do exterior. Eu sou um deles.
Tudo está em processo, as ideias estão retroagindo ao início, os fundamentos estão se consolidando. Eu estou nascendo!
Não é possível forçar. As coisas acontecem conforme o nosso desejo quando a mente está pronta. Tudo acontece conforme acreditamos e acreditamos na verdade ao estarmos cientes da nossa capacidade de compreender.
Não existe o espaço, dentro ou fora, antes ou depois, porque cada coisa está sobreposta a cada coisa. Tudo coexiste com tudo. Tudo é uma coisa só. Isto não é exato porque a forma não é exata.
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
Quem aprende a enxergar a grandeza nas pequenas coisas descobre que a felicidade está presente, a alegria é vivida no instante, e o amor é a força que governa a essência da vida.
[Discurso de Posse da Espécie Dominante]
Dedico esta Obra
A Raça humana.
E aos descendentes,
Que serão inocentes,
Até deixarem de ser.
(Michel F.M. - O Último Registro da Raça Humana)
Logo em seu nascer ele a contempla,
Esperando paciente seu desabrochar,
Está fumegante, sua visão é ampla,
O mais breve instante quer ornamentar.
Carta para o amor
Me diga que está com saudade,
No meu peito não cabe mais essa
Vontade de te encontrar nessa
Cidade. Todas as tardes são
Iguais sem os seus olhos me
Fitando por instantes que valem
Por milhão, hoje eu acordei ao
Meio dia torcendo para receber
Uma ligação sua, ja são quase
Duas, e ainda estou sentado
Olhando para nossas fotos na
Minha galeria, ontem lembrei da
Sua alergia, pequenos detalhes
Sobre você que eu nunca vou
Esquecer, suas manias, seu toque
Suave, sua rebeldia, seu eterno
Apreço pela vida, a forma como
Tudo te conquista, o coração
Bondoso, e cheio de alegrias, se
Alguém dia tudo dentro de mim
Mudar, ainda estarei aqui, início,
Meio, e fim, não digo que esse texto
Tenha sido escrito para aquele que
Esta sofrendo, mas para os que
Tem alguém para chamar de amor
Valorizarem esse sentimento tão
Nobre chamado amor.
Estou naquela fase do quer está ótimo, não quer está melhor ainda. Não corro mais atrás, não fico bajulando ou muito menos forçando a barra para que alguém se mantenha na minha vida. Hoje meu rritmo é outro e minha prioridade é preservar o pouco de paz que eu já conquistei. As pessoas que me amam continuarão ao meu lado, compreendendo minhas imperfeições, mas para aquelas que não compreendem, meu tempo se tornou muito precioso para eu ficar dando justificativas.
Poesia Universal
Tudo existe
Tudo sempre existiu
Está tudo ali
Está tudo aqui
Nada é feito por ninguém
Tudo é descoberto
A poesia
A paixão, o que ainda não se sabe o que é
O amor, a paz, tudo sempre existiu
Um dia iremos encontrar, só não se sabe quando
E não importa quem descobriu
Porque na verdade ele sempre soube
Só havia esquecido.
Bernardes Silvério
O mundo está repleto de bons corações aguardando conexão com outros bons corações. Que os bons se reconheçam no primeiro instante.
"O topo do mundo está cheio de analfabetos funcionais vestidos de alta costura, mendigando por um pingo de respeito que o dinheiro deles não pode comprar."
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