Voce esta Mudando minha Vida
Adoraria despir da minha vergonha.. esquecer minha timidez e fazer com vc... tudo.. mais tudo que tenho vontade... ser boazinha cansa... vc merece de mim muitas maldades...bem temperadas.. a pimenta extra forte..
Vai tirando a minha roupa.. vou me despindo do meu juízo.. e vou vestindo a sacanagem... pra nossa pegada ficar bem mais divertida..
Eu não quero nem saber se dá ou pode ser...
eu quero essa sua lingua... na minha lingua.. essa sua boca... beijando a minha... foda-se tudo... eu quero vc !!!!
Vem ser o motivo do meu sorriso bobo.. vem ser o motivo da minha falta de sono.. vem ser o motivo dos meus suspiros .. e das minhas palavras bobas..
Silencio..
minha alma chora.. grita.. implora..
vc ainda me faz falta..
vc ainda me provoca.. me toca..
e mesmo que tudo a sua volta te faça esquecer..
eu estou disposta.. a fazer vc lembrar..
que sou especial... importante..
que sou a unica, a tal.. a tua..
que sou a mulher de tua vida.. tua amada..
tua metade...
Vai pensando que eu sou boba.. bobinha. . Vai achando.. mas meu olho de águia e minha intuição feminina é afiada.. ninguém me passa pra trás .. ninguém me engana.. Vc vem com o fubá .. eu já fiz o angu.. mulher é sacana.. mexe com ela pra ver.. Vc se Estrepa..
Eu mereço alguém que sorria meu sorriso, que segure a minha mão quando eu mais precise .. eu mereço alguém que me olhe nos olhos e seja verdadeiro ..sem máscaras, sem rodeios , sem mentiras...eu mereço alguém que eleve a minha alto estima que me faça sentir bonita por dentro e por fora ..eu mereço alguém que ande comigo de mãos dadas , me assuma pro mundo .. pra sua vida.. não aceito menos que isso ...Deus me fez princesa , me fez vencedora e eu não mereço migalhas...
Silêncio profundo
Depois de tudo, sigo firme na estrada...
Apesar de tudo, minha alma não é segue calada.
Vou tentando rimar meu canto no vento, na brisa, no vai e vem de uma aragem sutil...
Nesse voo rasante, sem medo, sem lamento... sigo passo a passo na minha estrada.
Aqui não há distâncias, só olhares que brilham no lusco fusco do amanhecer...
Novos horizontes onde os sonhos cintilam... e se esforçam para nascer e firmes e fortes vivos permanecer...
Corpo abandonado, leve a flutuar,
deixo-me planar, além do pesar.
Liberta e solta, entre nuvens a flutuar,
minha voz encontra o mar para nele totalmente se espelhar e se espalhar.
Em cada verso, uma força reluzente...
Na tempestade, sou eu a chama ardente.
Depois de tudo, renasço em poesia,
Apesar de tudo, floresço em melodia.
No silêncio profundo, minha essência canta,
E a vida, enfim, reinventa-se forte e solene, e tudo ao seu redor encanta.
Senti falta até do que nunca existiu. Da mão que nunca segurou a minha, do abraço que só aconteceu na imaginação, da conchinha que o travesseiro tentou imitar e nunca conseguiu.
Descobri que a ausência também nasce dos sonhos. E, às vezes, dói mais o amor que nunca aconteceu do que aquele que um dia foi embora.
Se vier pra somar, subtraindo a minha tristeza e multiplicando os meus sonhos, divida a sua história comigo.
ANJO SEM ASAS DORMIU EM MINHA CASA.
Um anjo sem asas dormiu em minha casa.
Não trouxe claridade. Trouxe consciência.
Entrou como entra a ideia amarga que não pede licença.
Sentou-se no chão frio da sala antiga e ali permaneceu, como se o próprio existir fosse um fardo demasiado grave para qualquer criatura alada.
Não possuía asas porque compreendera o peso da Vontade que governa os seres.
Essa força obscura que impele ao desejo incessante.
Que promete satisfação e entrega apenas breves suspensões do sofrer.
Ele sabia.
E por saber, tornara-se grave.
Dormiu encostado à parede onde a tinta descasca como a esperança quando se descobre ilusória.
Seu rosto tinha a palidez das madrugadas em que o pensamento não encontra repouso.
Era belo como um lamento.
A casa inteira silenciou-se.
O relógio pareceu envergonhar-se de contar o tempo.
As sombras alongaram-se como espectros convocados por uma consciência demasiado lúcida.
Aproximei-me dele.
Seu sono não era descanso. Era desistência temporária do combate interior.
Respirava como quem tolera a própria existência.
Compreendi então que toda alegria é negativa.
Não é presença de algo. É apenas ausência momentânea da dor.
Um intervalo microscópico entre duas inquietações.
O anjo, ainda que adormecido, ensinava-me sem palavras.
Mostrava que o querer é a raiz da inquietude.
Que desejar é cavar abismos sob os próprios pés.
E que o mundo não foi feito para satisfazer, mas para reiterar a falta.
No entanto havia ternura em sua decadência.
Uma ternura trágica e quase litúrgica.
Como se dissesse que, apesar do absurdo, resta a compaixão.
Não a compaixão sentimental.
Mas a que nasce do reconhecimento de que todos somos arrastados pela mesma força cega.
Sofremos não por exceção, mas por estrutura.
Na madrugada mais densa, toquei-lhe os cabelos.
E senti que o verdadeiro voo não é subir aos céus.
É calar o querer.
É diminuir a tirania dos impulsos.
Quando o dia insinuou-se pelas frestas da janela, ele já não estava.
Não deixou perfume nem luz.
Deixou lucidez.
Desde então minha casa tornou-se uma espécie de cripta interior.
E toda vez que a solidão pesa como chumbo na alma, recordo que um anjo sem asas dormiu aqui.
Ele não veio salvar-me.
Veio ensinar-me que a consciência é o mais lúgubre dos dons.
E que amar, neste mundo, é aceitar o outro como companheiro de um sofrimento que não escolhemos, mas que nos constitui.
Se desejares, posso aprofundar ainda mais a atmosfera fúnebre ou conduzi-la a um desfecho metafísico de resignação.
Não entro em luta armada com estúpido, minha luta é no campo das idéias, mas neste século não há luta de idéias, os homens já foram todos derrotados pela vaidade do falso conhecimento.
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