Você Duvida dos meus Sentimentos

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Se a dúvida bater à porta, não deixaremos ela nos separar,
Pois nem todo céu nublado
significa que o sol deixará de brilhar

As estrelas, o sol e a verdade
lida William Shakespeare,
A dúvida e a liberdade
de vestir a cada instante,
Só não vale desistir da certeza
que ainda vamos viver
além do poema o romance,
Ainda que a gente não se veja,
e o amor nos pareça distante.


Não vamos deixar de crer,
aconteça o que aconteça,
que o nosso amor irá florescer.

Supernovas termonucleares,
quando houver a aproximação,
Não tenho dúvida que está
escrita a previsão que haverá
além da total fusão a efusão
de tudo o que é de sedução.


[Transbordaremos a deleitação.]

⁠Sem dúvida, a tua visita é aguardada, alegra, é benquista à semelhança da primavera que com sua chegada, as flores florescem graciosamente, comparo também a um luar apaixonante que deixa a noite mais bela ou a um lindo amanhecer que permiti que o dia comece simplesmente exultante ou ainda a um incrível pôr do sol ao entardecer anunciando a vinda da noite.

Sendo assim, fica evidente que a tua presença é grandiosa, enriquece vivamente todos a tua volta com teu sorriso resplandecente como ricos raios solares que adentram e iluminam árvores frondosas, isto é apenas uma parte da tua beleza que começa de dentro pra fora, uma existência abençoada e bastante calorosa.

Não é à toa que a tua importância só aumenta, és uma pessoa encantadora, uma linda mulher intensa que traz serenidade na alma, uma postura coesa com sua notória simplicidade, ter-te por perto é uma benção, é receber vitalidade, então, com certeza, graças a Deus, és uma riqueza de detalhes.

Lindo vestido preto, elegante, sem dúvida, feito a partir da escuridão da noite, vestindo um corpo quente, curvas sedutoras de uma arte incrível, reflexo de instintos e de sentimentos, abrigo de um desejo ardente no seu íntimo, coração intenso, sincero, indo da simples elegância ao forte atrevimento,

Companhia aprazível de várias maneiras, torna cada momento inesquecível por mais breve que seja, pois facilmente faz ignorar o passar do tempo entre palavras, afetos, até mesmo no silêncio de uma troca de olhares, saboreando o privilégio de uma imersão prazerosa de muita reciprocidade,

Depois que anoitece, a sua beleza parece que se renova, fica ainda mais atraente, a paixão ganha as suas formas, suas vontades mais ousadas florescem, sua essência fervorosa
se destaca como uma chama imponente, que se propaga nas suas emoções e na sua desenvoltura, que provoca as sensações intensas de uma doce loucura.

O Som da Tua Essência

Se tu fosses música, sem dúvida, serias a mais ouvida por mim; a trilha sonora perfeita, adequada para os melhores momentos. Estarias exatamente no ritmo do meu coração: do batimento calmo ao mais intenso. Às vezes, estarias em forma de canção e, outras, na emoção de uma simples melodia, sempre conquistando a minha atenção.

Nos meus sonhos mais calorosos, passarias por uma transformação prazerosa e ganharias uma aparência física: uma arte sedutora e profunda, de muita veemência e lindas curvas, cuja alma seria amorosa e verdadeira. Teríamos uma forte sonoridade à nossa volta, que intensificaria ainda mais o nosso desejo. Em cada sonho, uma ocasião maravilhosa.

Para a minha sorte, tenho uma imaginação poderosa e, só de imaginar, consigo ouvir o som da tua essência. Sonho de olhos abertos com as notas dos nossos sentimentos sincronizadas, os nossos corpos afinados em um único propósito, numa loucura sensata e uma rica desenvoltura, que não poderia ser comparada se tu fosses música.

“O princípio da sabedoria é a dúvida, porém a dúvida pensada, não a dúvida deixada de lado.”

“A dúvida duvida de tudo; a consciência duvida até da dúvida.”

Vamos repensar?

Descartes — “Duvido, logo penso.”

“A dúvida é o primeiro movimento da consciência. Quem nunca duvida das próprias certezas não possui convicções; possui apenas condicionamentos.”

Carlos Eduardo Balcarse

A mente interpreta. A dúvida questiona. O discernimento separa. A consciência compreende. A escolha determina. A ação materializa. O protagonismo assume.

FILOSOFIA BALCARSE (PARTE) — A DÚVIDA COMO DESPERTAR

Minha filosofia não pretende ensinar você a pensar como eu.

Pretende provocar algo mais incômodo:

Fazer você duvidar daquilo que pensa quando acredita que já pensou o suficiente.

Porque pensar não é repetir pensamentos. Pensar é investigar quem está pensando dentro de nós.

Quantas das nossas certezas são realmente nossas?

Quantas são heranças, hábitos, medos, convenções e repetições que, de tão repetidas, passaram a receber o nome de verdade?

O senso comum comumente mente.
A mente mente.
E aquilo que não questionamos pode terminar nos governando.

Talvez liberdade não seja fazer tudo aquilo que queremos.

Talvez seja descobrir por que queremos aquilo que queremos.

Passamos a vida procurando respostas, quando algumas respostas são justamente aquilo que nos impede de continuar perguntando.

Por isso digo:

“Para PENSAR não basta PENSAR, é necessário DUVIDAR do que PENSAMOS…”

Veja a própria vida.

Literalmente vendemos nosso tempo para ganhar dinheiro para sobreviver.

Trabalhamos para ganhar a vida enquanto entregamos, em horas, pedaços da própria vida.

Precisamos do dinheiro.

Mas existe um paradoxo que não deveria passar despercebido:

Vendemos tempo para ganhar dinheiro, embora nem todo dinheiro do mundo possa comprar de volta o tempo vendido.

Talvez por isso eu diga que tempo é vida.

Dinheiro perdido pode ser recuperado.

Tempo perdido só pode ser compreendido.

E quase sempre o compreendemos depois que passou.

Vivemos dizendo que estamos “ganhando”.

Ganhando dinheiro.
Ganhando experiência.
Ganhando espaço.
Ganhando reconhecimento.

Mas toda vez que ganhamos alguma coisa, deveríamos perguntar:

Quanto de mim custou aquilo que ganhei?

Há ganhos que nos acrescentam.

Há ganhos que nos subtraem.

E há pessoas que passam a vida inteira ganhando sem perceber o quanto estão perdendo.

É por isso que não acredito em pensamento sem discernimento.

Informação pode ocupar a mente sem ampliar a consciência.

Conhecer não significa compreender.

Olhar não significa enxergar.

Existir não significa necessariamente viver.

E ter certeza não significa estar certo.

Talvez o maior perigo não seja a ignorância.

É uma ignorância tão convencida de si mesma que já se apresenta como conhecimento.

Minha filosofia nasce desse desconforto.

Não quero destruir certezas por prazer.

Quero interrogá-las por necessidade.

Não quero oferecer pensamentos prontos.

Quero provocar pensamentos próprios.

Não quero que você concorde comigo.

Quero que minha pergunta continue dentro de você depois que minha resposta terminar.

Porque uma frase verdadeiramente reflexiva não termina no ponto-final.

Ela começa nele.

A Filosofia Balcarse, se precisar ser resumida, talvez caiba justamente nesta provocação:

Não pense como eu penso; pense no seu próprio pensamento.

Questione inclusive aquilo que acabou de ler.

Questione a mim.

Questione você.

Porque consciência não é possuir todas as respostas.

É não permitir que uma resposta se torne tão confortável a ponto de proibir novas perguntas.

No final, talvez pensar seja exatamente isso:

Desconfiar da mente para não passar a vida inteira acreditando em tudo aquilo que ela nos fez acreditar.

Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026

“A dúvida não é inimiga da consciência. Às vezes, é a consciência verificando se ainda pertence a si mesma.”

“A dúvida é uma dívida que o conhecimento paga contraindo novas dúvidas.”

A DÍVIDA IMPAGÁVEL

A dúvida é uma dívida impagável.

Não porque não existam respostas, mas porque nenhuma resposta suficientemente examinada encerra definitivamente a possibilidade de uma nova pergunta.

Duvidar é contrair uma dívida com a própria consciência.

A partir do instante em que questionamos aquilo que acreditávamos saber, já não podemos retornar honestamente ao conforto anterior. Podemos até continuar acreditando na mesma coisa, mas agora precisamos saber por que continuamos acreditando.

A dúvida divide a certeza.

E aquilo que parecia inteiro revela suas fissuras.

É justamente nessa divisão que nasce a possibilidade do discernimento.

Pensar procura respostas.

Discernir examina inclusive as respostas que o pensamento encontrou.

Essa diferença é fundamental.

Porque uma resposta pode acabar com uma pergunta sem resolver aquilo que produziu a pergunta.

Existem respostas que esclarecem.

Existem respostas que apenas anestesiam dúvidas.

Por isso, a dúvida não deve ser paga com certeza.

Deve ser paga com discernimento.

E talvez jamais seja completamente quitada.

Cada conhecimento adquirido reduz uma ignorância e, ao mesmo tempo, revela outras.

Quanto mais a consciência amplia aquilo que sabe, mais amplia também a fronteira daquilo que percebe não saber.

Eis o paradoxo:

Quanto mais pagamos a dívida da dúvida, mais conscientes ficamos daquilo que ainda devemos.

Talvez sabedoria não seja possuir respostas suficientes para deixar de duvidar.

Talvez seja possuir discernimento suficiente para não transformar respostas provisórias em certezas definitivas.

A ignorância desconhece sua dívida.

A certeza acredita que já a pagou.

A consciência descobre que continuará devendo.

Por isso:

A DÚVIDA É UMA DÍVIDA IMPAGÁVEL.

Não devemos quitá-la.

Devemos honrá-la.

Carlos Eduardo Balcarse
14 de setembro de 2026

“Quanto mais pagamos a dívida da dúvida, mais conscientes ficamos daquilo que ainda devemos.”

“A DÚVIDA DIVIDE A CERTEZA E CRIA UMA DÍVIDA COM A CONSCIÊNCIA.”

“Não devemos quitar a dúvida.
Devemos honrá-la.”

“A dúvida não deve ser paga com certeza. Deve ser paga com discernimento.”

“Toda dúvida contrai uma dívida: depois de questionar, já não temos o direito intelectual de acreditar sem examinar.”

“A dúvida é uma dívida com a consciência; o discernimento não a quita com certeza, mas a honra com exame.”