Voce diz eu te Amo eu Digo Idem
Eu me lembro de meu pai consertando coisas velhas
Ele ficava por horas a fio arrumando cadeiras, pequenos objetos
Quando ia tratar de seus passarinhos, fazia isso como num ritual:
Assoprava o alpiste, trocava a água, limpava o fundo da gaiola
Cuidava das coisas com um desvelo que não existe mais
Quando eu era criança era ele que desembaraçava os meus cabelos
Eu devia ter uns cinco anos e o meu cabelo chegava na cintura
Mecha por mecha, ele ia enrolando os cachos
Nem sei se gostava de fazer isso
Mas era ele quem fazia
Era ele quem cuidava de seus filhos...
Meu pai falava pouco
Mas era sempre um bom exemplo
Era justo, correto e honesto
E tratava a minha mãe com um respeito que eu nunca mais vi
Usava calças sisudas e camisas engomadas
Seu cabelo estava sempre impecável
E seu rosto lisinho
Caminhava com as mãos para trás
E eu às vezes faço isso
Mesmo sem me dar conta
Na quadra J o corpo do meu pai foi enterrado quando ele morreu
Mas o meu pai, meu pai mesmo ainda está vivo
Toda vez que eu olho para aquela sanfona que ele tocava
Toda vez que eu ouço "Saudades de Matão"...
Eu estava só
E vi o seu rosto
Achei bonito aquele rosto
Perdido numa multidão
de outros rostos...
De repente
O seu rosto falou
E eu prestei atenção
E o seu rosto
Fez a multidão sumir...
Em celebração ao Dia do Índio e Dia do Descobrimento do Brasil eu vou meter o pé na porta da casa de alguém e expulsá-lo dizendo que a casa agora é minha!
Não me conte tudo.
Eu não quero saber do seu tudo.
Nem onde, nem com quem estava.
Me conte do seu silêncio.
Me fale das suas ausências de si mesmo.
Das vezes que fugiu e ainda não voltou.
Se eu quisesse sanidade, casava comigo.
Mas eu quero o laço invisível, o imperfeito, o distorcido.
Quero olhar e não ver ninguém.
Quero descobrir quem pode estar aí.
Seus pecados, seus defeitos, não me interessam.
Muito menos ainda suas qualidades.
Quero uma argila nova, que produza um ser novo
Que traga todas as promessas impossíveis que possa haver
Que seja tudo aquilo em que não se possa acreditar.
Meire Moreira
Eu agradeço imensamente à todos os azedos que já tive que conviver e ainda convivo na minha vida. São eles que me ensinam definitivamente o que não quero ser.
Eu viajo para encontrar pessoas diferentes, lugares diferentes, emoções diferentes. Às vezes, encontro comigo. E estou diferente.
Não sei me arrastar. Desculpa mas eu não sei. Não consigo passar por cima do que sou para satisfazer seu desejo de grandeza...Quer se afastar, se afaste. Quer ficar, fique. Ninguém deve se sentir atado á alguém. Somos amaldiçoadamente livres. E é essa liberdade que vai nos servir de consolo quando nada mais restar. Você terá ido. Eu terei virado fumaça. E de nós vai restar a risada, abafada pelo som da chuva no pára- brisas.
Eu quero leveza
Nos gestos
Nas palavras
E nas atitudes.
Leveza na voz
No olhar
No jeito de ser.
Quero suavidade
Mansidão
Tranquilidade.
Quero paz
Quero amor
Quero sonhos
Feitos de nuvens.
Obrigada por tudo
Pelo incerto
Pelo absurdo
Em uma curva qualquer
eu devolvo dobrado
Seus sonhos sombrios
Infinitos
vazios
calados.
Não pise em mim como se eu fosse uma barata.
Pise como se eu fosse uma pedra.
É, uma pedra está bom.
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