Voce a Luz do meu Viver

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"Minha maior alegria e prazer é estar na presença de Deus. Isso reflete a ideia de que o meu prazer e a alegria profunda em Deus não são para mim apenas permitidos, mas são a forma mais elevada que me leva a adoração."


─By Coelhinha

"Senhor meu Deus, agradeço pela coragem que colocaste em meu coração para reconhecer o que já não me serve. Ajuda-me a compreender que evoluir não é me perder, mas sim me reencontrar na minha versão mais verdadeira. Dá-me discernimento para deixar para trás os pesos, as dores e os ciclos que já cumpriram seu propósito. Que a cada despedida do que não me agrega, eu renove o meu propósito e fortaleça a minha essência. Que o medo do desconhecido não me paralise, mas que a Tua luz guie os meus passos rumo a um caminho de paz, luz e crescimento. Amém."


—By Coelhinha

“Meu foco hoje é converter o que está na minha mente em ação, e meus rascunhos em realizações.”


—By Coelhinha

"Enquanto meu coração descansa em Seu amor, Deus; a preocupação perde força enquanto Sua paz protege minha mente."


—By Coelhinha

“O meu ventre foi a sua primeira casa e o meu colo sempre será o seu lar."


—By Coelhinha

“Livrai-me de gente que testa o meu limite e abusa da minha boa vontade como se fosse rede aberta."


—By Coelhinha

“Aprendi que amar não é desaparecer. Não é entregar a minha paz, nem esquecer o meu valor."


—By Coelhinha

O Cervo Esmero Do Poente


Meu coração palpitou rápido
No poente laranja.
Do cervo estonteante,
Era eu ali:
Pura e inocente,
Corajosa e temente.
Eu iria te embelezar, eu iria te enfrentar
Como a flor de lótus,
Como um botão de ágata roxa no punho de uma espada de prata.


- Ramile Godon

Essência Primordial

Natureza, entranhas do meu Ser.
Parte de mim é a Natureza.
Quando meu folêgo de vida se esvair, livre.
Quero que meu corpo volte para dentro de ti, ó Natureza!
Pertencemos ao todo e somos o todo e o nada, jamais individual.
Resista Mãe Natureza de toda destruição,
Estamos aqui os que te amamos e das tuas entranhas saimos.
Eu cuido e te admiro como minha maior paixão e pertencimento.
Eu te amo Natureza, em sua perfeição imperfeita.
Mesmo nas partes da cadeia alimentar, e das suas vulnerabilidades,
Isso tudo, em toda sua pureza,
Em sua essência, és minha essência!

- Ramile Godon

Sou estrela antiga, ecoando luzes que já se foram, meu coração queimando em silêncio. Cada fagulha é memória de mundos que jamais verei, cada brilho, um suspiro perdido. No vazio do cosmos, aguardo o instante em que tudo se desfaz, me transformando em poeira estelar, um murmúrio esquecido no infinito.

Em silêncio, imploro. Almejo o que nunca será meu. Talvez o que mais rejeito seja o que tenho de sobra, esse excesso de pensamentos, vagando como sombras num silêncio gritante, me prendendo às noites que não sabem dormir.

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.

Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.

Nunca me coube a sorte de vivências extraordinárias ou feitos que impressionem; se meu diário fosse medido por tais episódios, grande parte de suas páginas repousaria em branco, silenciosa testemunha do ordinário.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.

Quando as lembranças da infância se entranham no meu peito, rasgam-me as entranhas e arrancam minha carne ao ritmo de memórias que não perdoam, tudo o que superei , daquele passado terrível com tanto esforço vira pó, e eu fico a arrastar o cadáver de quem fui.

Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.

O medo ergue grilhões invisíveis, mas meu grito os despedaça, asas que rasgam o céu da dúvida.

Corvos voam sobre mim, refletindo em suas penas os labirintos da minha própria mente. Observam meu cansaço, aguardando o momento em que me dissolverei em minhas próprias sombras.