Voar como um Passaro Ate seu Coracao
Como eu quisesse falar para disfarçar o meu estado, chamei algumas palavras cá de dentro, mas elas encheram minha boca sem poder sair nenhuma.
Não há dor maior do que ter de dizer adeus aos que amamos. Nem há saudade tão eterna como aquela que nasce com o luto. Por isso oro a Deus para que lhe conceda conforto e força nesta hora tão difícil. Receba as minhas sinceras condolências.
Minhas lembranças estão desmoronando como folhas de flores secas
Na ponta do meus dedos e debaixo dos meus pés e nas minhas costas
Assim como perseguir borboletas ou imaginar nos sonhos
"Você me completa como o sol completa o céu , como a lua completa a noite ou como Yin completa Yang."
Não sei quanto tempo este sonho vai durar, mas resolvo viver cada momento como se fosse o último.
Calvin: "Não se pode abrir a criatividade como uma torneira, você tem que estar no pique certo."
Haroldo: "E que pique é esse?"
Calvin: "Pânico do último minuto"
Isso era como se alguém tivesse morrido - como se eu tivesse morrido. Porque isso foi mais do que apenas perder o mais verdadeiro dos amores, como se isso não fosse suficiente pra matar alguém. Mas também isso era perder um futuro inteiro, uma família inteira - toda a vida que eu havia escolhido.
Você pensou que se divertia, sabia como me dominar. Mas era eu que sabia fingir. Era eu que te fazia sonhar.
Crepúsculo de Outono
O crepúsculo cai, manso como uma bênção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.
O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.
Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.
Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale... o horizonte purpúreo...
Consoladora como um divino perdão.
O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.
A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.
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