Voar como um Passaro Ate seu Coracao
E ela ficou em silêncio
Ao som do vento...
Que se revelava um menino serelepe
Despenteando tudo a sua volta
Sapateando descalço
Entre delicado e arredio
Deixava nesgas de esperança nos passos
Ela podia sentir sua gargalhada
Espalhando no ar um cheiro de flor quando sorri
E em redemoinho coloria todo o quintal do mundo
Movimentando nuvens mágicas pelo céu
Com as cores que eram sós dela...
Um estampado céu de borboletas.
É nesse instante que ela agradece
E abre os braços para uma prece.
Numa serena felicidade distraída
Deixou-se embalar na ternura do momento
Pois esses dias não são frequentes,
Acontecem muito raramente!
Dias assim tem sabor
E deixam na alma um suave gosto de mel.
E então, o vento tocou de leve sua face
Num suave beijo de despedida.
Beijo assim... É feito de algodão doce!
Ela tocou a face com as mãos
E deixou-se ir...
Estava na hora de voltar para seu refúgio
E o vento prosseguiu em seu giro pelo mundo.
Entretanto,
Já não tinha mais jeito de menino serelepe!
Deixou atrás de si os devaneios,
Ganhou outros aromas, outros movimentos,
Deslocando-se agitado.
(Nada é pequeno quando se prova a ternura do vento)
Aprendi
(embora tarde)
não insistir
onde não caibo.
É que endureci
(um pouco),
desacreditei das ilusões,
acreditando que a felicidade
repousa sobre a realidade.
Quem me vê com esse sorriso abraçando todo um mundo
Às vezes se engana…
Só aqueles que já despiram meus sentimentos
Tiveram a oportunidade
Quase sem querer
De enxergarem um tão explícito inverno
Desembrulhando-se por trás da minha face
Para alguns é bem mais fácil suporem…
Poxa como ela é feliz!
Apenas para ficarem com a boa impressão
Pela conveniência de não lhes terem aos olhos
Uma alma vulnerável...
Exposta a seus olhares indiferentes
Por que se importarem?
A ferida não lhes doe...
O sangue a escorrer-me não lhes tinge de escarlate
O mais perfunctório dos seus corações
E supostamente me retribuem o sorriso
Sem fitarem-me o olhar
E eu da minha parte lhes poupo de tal embaraço
Ao usar esse sorriso quase clichê no rosto.
Por que será que nos permite a vida o despertar de um amor tão profundo e verdadeiro, Se a mesma vida que nos cede amor não nos permite vivê-lo?
Um homem sábio e melhor q um homem com dinheiro
Mais um homem sábio e com dinheiro pode modificar o mundo.
A saudade é uma presença,
A jornada a uma querença.
O manifesto, a existência.
Saudade é um sentimento,
Das coisas inatingíveis.
A comparência distante... a renascença.
Da sensibilidade a uma precedência.
A crença... Uma vivência.
Seria a saudades uma incoerência?
Depende da procedência...
Nau à memória.
Somos aterrados a nossa história.
Posso não estar nos meus melhores dias, mas nunca irei negar um sorriso verdadeiro para quem me faz bem. Posso não estar bem mas faço de tudo para ajudar as pessoas que precisam de mim. Eu gosto de ver as pessoas sorrindo
Nunca ache que já viu todas as cores de um jardim
A cada segundo haverá sempre um colorido diferente
Encantando os olhos da gente
Jamais pense que já viu todas as linhas do horizonte
Haverá sempre novas nuances
A surgirem num amanhecer... Num entardecer!
Preste atenção nos sinais...
Há sempre novos ventos a soprar
Há sempre novas chuvas a regar
Há sempre novos amores para amar
Sempre haverá novos sentimentos no fundo de um olhar!
A menina que há em mim
Tem um sorriso distante
Que já sorriu pra mim
A menina que há em mim
Um dia bordou asas nas nuvens
E pela imensidão voou
A menina que há em mim
Tinha quase nada...
...tinha quase tudo.
A menina que há em mim
Esta por ai...
Na lembrança de um poema.
Há em mim um poema sendo escrito
Escorre-me nas pontas dos dedos
As tintas das minhas rimas
São traços... São sonhos
São paginas... Minha memória
São momentos de dor e de amor
Os versos da minha história.
Na poesia dispo a pele... Entrego-me
Sou a mulher no ventre... A essência
Sou eu, despida de toda ausência.
Sou o antes e toda a esperança do depois
Onde as letras se fizeram em ternura
Cobrindo todo o meu corpo nu.
Sou os nós da amarra
Desato um nó
Não há sossego
Desato outro
Não há sossego também
Sou o desassossego...
Tenho
Retenho
Eu e as outras
Sou única em muitas
Ou
Muitas em uma?
Cada qual pensa por si
Ou
Pensa por todas?
Talvez todas pensem
Por uma!
Sou templo entalhado
Transmutado
Por todas
Num corpo que dá forma
Que se perde
Que se encontra
Um retiro de mim
Sou o eco do espelho
Entretanto,
Há várias no reflexo
Espelhada
Coletânea de mim.
Você me deixou vazio
Sozinho, me transbordou de um amor
do qual eu amei sozinho
Promessas eu fiz
com fé as fizera
morreram todas
em palavras duras
Vazias palavras tuas
Ah se eu pudesse
Voltar e mudar
Seria melhor talvez
Maior o meu Amor
Vazio que aperta
um solidão que acerca
um medo de nunca mais amar
como amei você
Resta só o porque?
mais amei-te tanto
tanto que só me cabe
a esperança!
Dura e solitária esperança!
Nos sonhos de terra molhada
Nas noites enluaradas
Um mundo de palavras embrulhadas
De todas as magias sonhadas
Com todas as cores usadas
Em meio às pétalas jogadas
É onde tudo acontece
São como flocos de neve
Quando o vapor do encanto congela
E a beleza da vida revela
Com ricas pinceladas no céu
A hora que o arco-íris tira o véu
E clareia a visão da beleza
Mostrando da alma a pureza
Da poesia o abandono
Na incerteza das folhas de outono
O oculto das palavras que rasga a boca
Na navalha afiada do silêncio
Assediando o sentimento na toca
Das mãos que sangram em suplício
Invadindo o coração do poeta
Talvez seja só um profeta
A dizer que a poesia não morreu
São tudo partes de mim, sou eu.
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