Voar como um Passaro Ate seu Coracao
Que o pássaro que sobrevoava a área no momento seja símbolo de minha dor, meu sofrimento minha tristeza e que a chuva que começou a cair sejam minhas lágrimas que no meu rosto não queriam escorrer, definitivamente estou arrasado.
E do pássaro amado que tinha em meus dedos e voou, só me restou lembranças que nunca serão esquecidas e embora ele tenha voado, deixarei ao menos por um tempo a janela aberta no caso dele voltar. Se ele voltar, cuidarei dele ainda mais que antes e valorizarei cada instante a oportunidade de tê-lo novamente em meus dedos. Mas, se ele não voltar superarei sua ausência, para que só assim possa seguir em busca de um novo pássaro. E se este também voar, está preparado(a)e novamente dizer: "Se cuide" e "Conte sempre comigo", até o dia que enfim, apareça o pássaro faça o ninho em meu dedo e este fique para sempe e cante alegremente em meu ouvido todas as manhãs.
Só me resta cansar o corpo e descansar a mente, não consigo vencer o tempo.
O pássaro negro sobrevoa esperando a sua hora.
Não basta ser pássaro
a vida pede mais
se faz orquestra
saúda-nos num coral
diversos tons numa tela
que nos convida
a semear!
Eu me sinto seguro por estar inseguro. O pássaro seguro vive preso em sua gaiola, enquanto o inseguro vive completamente livre.
As vezes o caçador abre a gaiola pra contemplar a beleza do pássaro porem,acaba tornando se escravo de sua própria contemplação.
Sabe qual a diferença de uma fênix para qualquer outro pássaro? nenhum pega fogo antes para ver se vai voltar das cinzas.
O Pássaro de Hermes
Voando livre pela escuridão
Séculos passei
Esperando ser à realidade de volta trazido
Por olhos da cor da lua
O sonho de uma noite
A prece de uma alma
O pássaro das sombras
Que ao infinito abre suas asas
O ilimitado horizonte
Que a mim nega passagem
Pois aqueles com coração de neve
São os únicos que a ele podem atravessar
“Não chore, belo pássaro.”
Diz-me o horizonte
“Os olhos que procura eu irei lhe dar”
Então o mar a mim sorriu
Transformando suas águas em mãos
Que as minhas seguraram e a
Minha alma hipnotizou
Mas que tolo fui
Ao no horizonte acreditar!
O mar minhas asas cortou
E em suas águas me jogou
Pelas correntes de gelo aprisionado
Desesperado, gritei
O mar de mim riu:
“Pobre pássaro tolo! A mim agora pertences!”
Ao mar chorei
E pela liberdade implorei
O mar a mim não deu ouvidos
E ao meu coração com barras de ferro trancou
Anos se passaram
Preso eu estava
Até que a mim sorrindo e libertando
Um estranho ser apareceu
“Quem és tu?”
Ao estranho perguntei
“Sou Hermes”
Ele respondeu
Minhas correntes por Hermes
Foram quebradas
Minha liberdade devia
Ao ser que me encontrara
“Como a ti posso agradecer?”
Hermes riu à minha pergunta ouvir
“Sejas meu, belo pássaro. Terás tua liberdade, mas a mim pertencerá”
Ao pedido eu acatei
E hoje, milênios após a armadilha do horizonte,
Ainda sou o que me tornei
No momento em que o mar deixei
Sou o pássaro de Hermes
Com pretexto de se distrair o egoísta engaiola o pássaro para o canto ser ouvido só para ele, enquanto o altruísta ouvindo o canto de socorro, entende que não é o pássaro que tá preso e sim a consciência daquele que o prende.
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