Voar como um Passaro Ate seu Coracao

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⁠Tem gente que
dá o seu jeito
próprio de usar,
Binga para mim
é para água levar.

A noite se expande
com o seu véu negro
da seda pelo céu
do Hemisfério Sul,
A Sucupira retribui
com a sua primícia
grata e fascinante,
Entre nós se escreve
o nosso romance
feito de Versos Intimistas
nas entrelinhas
da silenciosa narrativa
da troca sedutora de olhares,
Certo está que um leva
o outro por todos os lugares.


...




Madrugada poética
de Sucupira em flor,
Com Versos Intimistas
escrevo em ti um poema
irresistível de amor,
E assim somos o quê
existe de mais sedutor.

Se permitir que o seu país seja
chamado de qualquer coisa,
Não poderá se queixar quando
for tratado de qualquer jeito,
Serás lembrado como nada,
Porque o quê é tarde demais
sempre tem hora marcada.

Negro, esguio, barbudo,
aparentando ter uma idade avançada,
com o seu chapéu de palha trançada
de maneira incomum e delicada,
com suas roupas de algodão,
e com vários assuntos na ponta língua.


Janjão caminhava muito o dia todo,
com o seu cajado e com um saco
enorme nas costas repleto de soluções,
para todas as classes e estações:
Nunca o vi exaltado ou reclamando,
não havia quem não o saudasse,
e não adiantava nem mesmo
oferecer caronas, pois rejeitava todas.


Acreditava que ficaria mal acostumado,
e dizia que se parasse de caminhar
a morte o alcançaria muito mais rápido.


Até hoje não sei como levava
o mundo nas costas o dia inteiro,
dentro daquele saco nada murchava,
o quê era de horta e as ervas medicinais
até pareciam colhidas na hora;
Sem contar os objetos de madeira
pacientemente esculpidos
que mostrava todo orgulhoso.


Todos compravam com ele,
o povo e os doutores
que tinham os seus sítios,
e quem não pudesse pagar,
Ele dizia para pegar o quê
quisesse sem se preocupar.


A sabedoria dele era sem falha,
parecia que Deus através
dele quando conosco conversava.


Nós como crianças gostávamos
de ir até ele para conversar,
para viver a aventura do caminho
que levava para a casa dele,
e que parecia mais um
jardim botânico paralelo
ao rio completamente cristalino,
Tudo ali era plantado
por ele e sem nenhum equívoco.

A chave no meio do decote
com habilidade o seu paladar
maduro conseguiu encontrar,
Não nego que virei predadora
dos teus lábios de Umbu-cajá.


Com esta brincadeira sedutora,
vamos que vamos nos entregar,
Juntos somos o que queremos
do jeitinho perfeito de namorar.


A cada novo segredo conhecido
surgirá outro descoberto
por instinto, e o que é infinito.


Quanto mais iremos buscar
em nós, mais vamos achar.

Entrar sem pedir licença,
sem ser notada e incorporar
a sedução perigosa
para abrir o seu coração
dando espaço à insídia
contra todos os conhecidos
manuais de conquista
com o perfume da minha
pele dotada de malícia.


Levar à tona o desejo
que ainda não se declarou,
que paralisa, que te põe
absorto em total torpor,
que te refaça convicto
mais forte para cumprir
o total roteiro do amor
como o absoluto norte.


Não conter por muito tempo
o sortilégio e o veneno,
no afã do adormecer pleno
a castidade da tua alma,
pô-la presa em meu corpo
e nas correntes invisíveis,
para o acordar sereno
o profano ocultado em ti
com uma porção de Uxi.


Olhando no fundo dos teus
lindos olhos e desenhando
nas linhas das palmas
das mãos com os meus
dedos e oferecendo
a canção do meu silêncio,
para que faça de mim
a nossa habitação eleita
sem nenhuma distração;
durante o interstício,
para o desejável reinício,
para colocá-lo rendido
sob o Solstício carinhoso.


Para que fique confortado
e siga acordado a um passo
de se desfazer da realidade
de vez da miragem que é;
reagindo para se abrir
a eflorescência daquilo
que tenho para oferecer
- o mais alto desafio -
que é se envolver comigo.Entrar sem pedir licença,
sem ser notada e incorporar
a sedução perigosa
para abrir o seu coração
dando espaço à insídia
contra todos os conhecidos
manuais de conquista
com o perfume da minha
pele dotada de malícia.


Levar à tona o desejo
que ainda não se declarou,
que paralisa, que te põe
absorto em total torpor,
que te refaça convicto
mais forte para cumprir
o total roteiro do amor
como o absoluto norte.


Não conter por muito tempo
o sortilégio e o veneno,
no afã do adormecer pleno
a castidade da tua alma,
pô-la presa em meu corpo
e nas correntes invisíveis,
para o acordar sereno
o profano ocultado em ti
com uma porção de Uxi.


Olhando no fundo dos teus
lindos olhos e desenhando
nas linhas das palmas
das mãos com os meus
dedos e oferecendo
a canção do meu silêncio,
para que faça de mim
a nossa habitação eleita
sem nenhuma distração;
durante o interstício,
para o desejável reinício,
para colocá-lo rendido
sob o Solstício carinhoso.


Para que fique confortado
e siga acordado a um passo
de se desfazer da realidade
de vez da miragem que é;
reagindo para se abrir
a eflorescência daquilo
que tenho para oferecer
- o mais alto desafio -
que é se envolver comigo.

Quem dera ser no seu céu
a sua Lua Cheia de Ano Novo,
À iluminar sua a noite escura,
e que sei que lhe foi imposta;
Enquanto não chega a aurora,
beijo-te com poesia amorosa,
onde até não me for possível.


(Em ti sei que há tempos existo).

Beijo com zelo o seu olho esquerdo,
a sua testa e o seu olho direito,
E você retribui com seus lábios,
convidativos a beijá-lo com tudo
do nadir ao ao zênite, da cabeça aos pés,
com um erotismo efusivo e profundo,
fazendo vibrar em todos os seus hemisférios,
para a partir deles estabelecer perenes
a paixão e todo o amor sem mistérios.

Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.


Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.


Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.

Com a Seda de Sumaúma
acolchoar o seu conforto,
com o meu beijo de hortelã
colocar você nos braços
dos nossos íntimos sonhos
nem frios e nem mornos.


Até o momento do abandono
para zelar com amor o sono,
e fazer o mesmo para estar
de pé antes de despertar.


Para quando o acordar vir,
seja faceiro e risonho
e plenos nos encontrar
no café-da-manhã pronto.

Provocar imensamente


sem deixar explícito


Preencher com erotismo


no auge do seu silêncio






Deixar que chovam


os teus saborosos beijos






Deixar que aumentem


ainda mais o desejo


de nessa chuva se molhar


e da gente se amarrar






(Falta o seu sinal para amar).

Lembre-se do passado
sem carregar o peso,
Ninguém esteve ao seu
lado quando o fogo
atravessava a existência,
Manter a memória acesa
é questão de inteligência.


Quem não te apoiou ontem
mesmo que tu hoje conceda
o seu apoio heroico --
pouco garante ou mantém
a fidelidade do outro intocada,
O vício alheio por domínio
é algo que não permite-se
esquecer por causa deste
veneno quase o ter sucumbido.


Caso irá apoiá-lo não se esqueça
de quem trai uma única vez,
o trairá milhões de vezes -'
Apoie desde que ele retribua
de imediato os seus interesses,


O Deus Doador de Fé, Protetor,
Poderoso, Irresistível e Majestoso
que te sustentou e sustenta
agora na paz te sustentará;
na sua paz com direito aos oásis
e o seu celeste caravançará.


Por tua escolha ou onde quer
que fique ou pela vida passe,
será cercado por serenidade
tulipas vermelhas e pinheiros
em floração sempre na direção
do teu tranquilo e verdadeiro amor.

Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.


Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.


O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.


Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.

Poetisa dos astros


Com seu nome de musa,
paciência de santa
e os cantos valentes,
poetisa dos astros
e da gentileza com os povos.


Uma flor muito maior
que este mundo,
que com pluma perfumada
cheia de esperança,
latino-americana sempre nos encanta.


Traz sua alegria e sua atenção,
que mantêm animada
e com muita inspiração
a vida para viver com emoção.

Não me interessa o que
acontece ao meu redor,
quero ser todo o seu amor,
Você é a festa inteira
que desejo intensamente viver.


O meu coração latino
já a celebra o doce sentir
enquanto minh'alma
espera com a sua se fundir,
sob a Tinguaba a florir.


Pelo seu poder de diversão,
deixo-me entreter,
porque pelo meu
tu haverá de se de derreter,
e inteiro se render.


Um mora na mente
e no coração do outro
sem um minuto sequer
da gente se perder,
O amor é o prêmio
que a vida irá nos conceder.

Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.


Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.


Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.


Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.


É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.


Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.

Rostos bonitos perto do seu,
não provocam fascinação,
Murais de rostos femininos
não substituem o meu;
Porque tenho aura, coloridos
e segredos finos não compartilhados.


Do seu coração fiz o mural
favorito para que o meu rosto
nunca seja esquecido;
Sei que me ama e está cada dia
mais apaixonado pelo destino
que nos fez de vez encontrados.


Tudo o que trouxe leva
o aroma dos girassóis-silvestres
das nossas Américas;
a tranquilidade das aves
em voo absoluto em liberdade
e o amor franco de verdade.

Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.


O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.


Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.


Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:

“A pluma é língua da alma”.

Vim pelos seus beijos de romã,
abandonei a rota vazia
E decidi estar sob o domínio
do seu amor,
Só uma vez na vida
Senti algo que ia além da poesia.


Para guardar os lábios caso eu volte? Não.
Não há necessidade de guardá-los,
pois ainda não cheguei na realidade
— prevejo anossa proximidade.


Quando vier, não voltarei,
e se eu tentar sair, você não vai me deixar.
Porque juntos caminharemos
em todas as estradas:
Nelas ensolaradas ou enluaradas,
descansaremos, desejaremos,
intensamente nos amaremos:
avassaladoramente.

Tudo ao seu redor te ensinou
a ser forte, não nego,
O que vi me fez enamorada,
aprecio e presto reverência
à cada nuance moldada
que há de me fazer abrigada.


Cada demonstração sua,
há de ser recompensada
com a minha vulnerabilidade,
O meu nome há de ser
trocado facilmente pelo seu
- e nos reconheceremos
totalmente liberdade,
nos queremos de verdade.


A potente sedução retomou
a ordem natural das polaridades,
Não nos rendemos ao comum,
somos o que somos:
amor, corpos e sonhos.


Transmutar-se para a cena
de cristais derretidos na caverna
rendidos à êxtase e aos delíquios
têm sido repassados na cabeça
como um roteiro de cinema,
desde a primeira vez que te vi
não consegui mais ser a mesma.

O está escrito o descanso jubiloso
na fortaleza do seu forte peito,
ser a tua fome e forma reino,
não nego que tem sido o meu desejo,
é algo que toda hora prevejo.


Em nós existe o encontro
do nossos hemisférios
além do inverno que se aproxima,
Como lianas, cipós e trepadeiras
em agarramento nos dosséis
das florestas da América do Sul,
com apetite de feras não há mais
nada na vida que nos renda, e preencha.