Voar como um Passaro Ate seu Coracao
"Minha boca é vermelha, minha pele é branca, meus olhos negros, meu coração amarelo, minha alma? - Não tem cor"
Eu ainda ouço a sua respiração, gela o meu coração, será que você pode ouvir a minha?
Você pode me ouvir? - Fechando os meus olhos e desaprecendo, chego próxima de você, sinto você e digo boa noite. Não se perca, não tenha medo. Apenas me diga boa noite.
Eu não esperava... Eu, coração, você!
Sei que não parece original, mas diante das singularidades... Aconteceu você!
Me apaixonei por sua alma, e o seu corpo completou partes do meu querer, gosto quando converso com você e descubro que em algum lugar desse mistério chamado: "Antes de nascer", eu já falei os mesmos assuntos com você e me pego em um quase inexplicável Déjà vu constante, que diante desse pensamento tão distante, senti seus braços dentro dos meus abraços.
Sei que parece estranho, qual mortal comum não acharia? - Porém, eu pedi você, eu senti você e bastou apenas dois segundos para o seu olhar descobrir o meu. Seus olhos, sinto que já os amei, sei que diante de tantas cobranças, tantos sentidos bagunçados, ainda assim, eu sinto, eu te sinto, é como se no meio de um milhão de pessoas eu reconhecesse o seu cheiro.
Diante de todas as minhas imperfeições, eu me encaixo no mundo dos sem razões, que motivo há de haver compreensão quando o assunto toca o meu e o seu coração?
Não tenho mais coração, o mesmo não se dividiu em quatro partes, já não há mais partes, já não há coração.
Coração Conecto
A velocidade da conexão pelo mundo deixa-me eufórica, Pensar... E o pensamento distante... Afunda-me o esquecimento. O poder ganha asas por "uma imaginação" menos livre. Contorno-me! Meu mundo para de girar em torno dos mundos alheios e ao invés de falar... Observo, sinto o peso da solidão. Sinto falta de amigos que nem sei se os tive. O que será que estão fazendo? Como estão? - Ao analisar o mundo... Decidi embriagar-me. E então passei a escrever... Pode ser que minha visão não afete a muitos e não altere o olhar de todos. Porém, minha gratidão é eterna ao olhar disperso... Desde o sorriso da menina... Ao encantamento da mulher. É difícil sermos observados num mundo tão conectivo, onde todos temos acessos diários de um pensamento, de um gosto ou desgosto. Finalmente chego a conclusão:
O mundo é o seu interior... Conectamos com a velocidade de um pensamento e por muitas vezes passa-se despercebido o que tem dentro de um nobre e devasso coração conecto.
Tatyane Nicklas
16/06/2011
18:13
Eu nunca entendi o motivo de tanta maldade no mundo, mas passei a observar a maldade no coração alheio. É tanta gente se perdendo, perdendo valores, amando na mentira, não se importando com o sentimento alheio. Não posso justificar absolutamente nada. Mas sei que eu me importo quando machuco alguém de coração bom. Me sinto o pior ser do mundo. Eu me importo, sim, mesmo sabendo que certas pessoas são imunes a minha dor.
"Todos os dias me bate uma solidão, me sinto tão só, estou rodeada de pessoas e meu coração só clama por uma"
Vou começar a mais brilhante aventura da minha vida. A solidão faz mal ao coração mas quando você se acostuma com ela, faz um bem danado a visão. Tudo fica mais simples e menos complicado.
ELE TINHA CORAÇÃO.
"O Ferro que Aprendeu a Ser Homem"
O mundo, tantas vezes, mede a força de um pai pelo peso que ele suporta, pelo silêncio que mantém e pelas batalhas que trava sozinho. Muitos o chamam de “homem de ferro” — aquele que não chora, que não treme, que não se deixa abalar. Mas, por trás da armadura invisível que o tempo e a sociedade lhe impuseram, há um coração vivo, pulsando, sangrando e amando.
A infância de um pai morre lentamente para dar lugar a um vigilante eterno. Ele não pode se dar ao luxo da fraqueza porque acreditou, desde cedo, que o amor verdadeiro se prova na resistência. E no entanto, é justamente essa dureza aparente que esconde o maior dos segredos: a sensibilidade. Ele talvez não fale das noites em que ficou acordado ouvindo a respiração do filho doente, nem confesse o medo que sentiu ao ver a vida colocar nas mãos da família o peso das incertezas. Mas ele estava lá — como um farol em mar revolto, calado, mas firme.
A sociedade raramente autoriza o homem a demonstrar ternura sem antes cobri-lo de rótulos. Ainda assim, todo pai carrega no íntimo uma luta silenciosa contra essa sentença cultural. Porque ser pai é ser ferro por fora e carne viva por dentro; é entender que a fortaleza não é a ausência de fragilidade, mas a coragem de mantê-la em segredo para proteger quem ama.
Chega um dia em que os filhos crescem e começam a enxergar não o herói, mas o homem. E nesse instante entendem: não era o ferro que nos sustentava, era o coração que batia dentro dele. Um coração que, mesmo pesado de responsabilidades, escolheu amar sem pedir nada em troca. E talvez esse seja o maior legado que um pai pode deixar — ensinar, pelo exemplo, que a verdadeira força não está na rigidez, mas na capacidade de continuar amando, mesmo quando tudo ao redor pede endurecimento.
"Ele Tinha Coração – O Ferro que Partiu Vitorioso"
Em cada esquina da vida, há um pai que a sociedade não quis ver. Não estampou seu rosto nas manchetes, não lhe ofereceu medalhas nem reconhecimento. Chamaram-no de “homem de ferro” — não por ser frio, mas por aguentar calado o peso de mundos que só ele sabia carregar. Um pai assim veste, sem pedir, a armadura que o tempo e a cultura lhe impõem: “não chore, não reclame, não mostre medo”. Mas, sob essa couraça, pulsa um coração real, vibrante, que arde de amor.
A filosofia nos lembra que a verdadeira grandeza não se mede pelo poder de dominar, mas pela capacidade de servir. E no papel de pai, esse servir é silencioso, quase invisível. Ele não conta as vezes em que deixou de lado o próprio sonho para alimentar o sonho dos filhos; não revela o medo que o acompanhou nas madrugadas de incerteza; não espera retorno, apenas se coloca no caminho como muralha contra o inevitável.
Do ponto de vista sociológico, esses homens são frequentemente engolidos por uma narrativa injusta: a de que afeto e masculinidade caminham separados. E assim, escondem suas lágrimas, oferecendo apenas o lado forte, acreditando que proteger é também poupar o outro do peso de suas dores. No íntimo, porém, guardam lembranças de abraços breves, conversas apressadas, olhares que diziam mais que qualquer palavra.
Psicologicamente, o pai que ama incondicionalmente constrói, sem alarde, o alicerce emocional da família. Mesmo ignorado — por orgulho juvenil, por ingratidão momentânea ou pela pressa do mundo — ele permanece. Porque para ele, amar não é negociar: é escolha diária, gratuita, inabalável.
E chega o momento inevitável da partida vitoriosa. Não vitoriosa pela ausência de derrotas, mas pela dignidade de ter amado até o último instante. É quando o silêncio da casa revela o som de sua presença na memória, e os que um dia não o perceberam como deviam descobrem, com atraso doloroso, que todo aquele “ferro” era apenas a casca de um coração que sempre bateu por eles. Nesse dia, o mundo perde um homem, mas ganha a lição eterna de que a grandeza não precisa de testemunhas para existir.
SOBRE O PESO INTERIOR QUE SE REVELA AO CORAÇÃO SENSÍVEL.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há momentos em que a alma, fatigada de suportar o rumor do mundo, recolhe-se como quem se abriga de uma tempestade invisível. Não é fuga, mas necessidade íntima. Sinto então que tudo em mim se torna excessivamente vívido, como se cada pensamento tivesse adquirido uma respiração própria, e cada sensação, uma gravidade que me curva o espírito. Não sofro por algo definido. Sofro porque sinto demais.
Nesse estado, o mundo não se afasta, mas se aproxima com intensidade quase insuportável. As coisas mais simples assumem um peso desmedido. Um gesto, uma lembrança, um silêncio bastam para abrir abismos interiores. Não é a dor que domina, mas uma espécie de lucidez ardente, que torna impossível a leveza. Como se o coração tivesse aprendido a ver além do véu das aparências e, ao fazê-lo, descobrisse que tudo o que vive está condenado à transitoriedade.
Há uma estranha doçura nesse sofrimento. Ele não clama por socorro, nem deseja ser extinto. Antes, quer ser compreendido. É como se a alma, consciente de sua própria fragilidade, recusasse a superficialidade do consolo fácil. A melancolia torna-se então uma forma de fidelidade a si mesmo, uma recusa silenciosa a trair a profundidade do sentir.
Sinto que, nesse estado, o tempo perde seu curso habitual. As horas deixam de avançar e passam a pesar. Cada instante carrega uma densidade que oprime e, ao mesmo tempo, enobrece. Há algo de sagrado nessa demora, como se a existência exigisse contemplação antes de qualquer movimento. Não se trata de inércia, mas de um recolhimento que prepara o espírito para suportar o mundo com mais verdade.
E assim permaneço, não por escolha deliberada, mas porque minha natureza assim o exige. Há almas que se expandem no ruído, e outras que só florescem no silêncio. A minha pertence a estas últimas. Carrego comigo a consciência de que viver, para alguns, é sentir demais e suportar esse excesso com dignidade silenciosa.
Se há dor, ela é também a prova de que algo em mim ainda pulsa com intensidade. E talvez seja isso que nos distingue dos que passam incólumes pela existência. Sentir profundamente é uma forma de fidelidade à própria essência. E mesmo que esse sentir me conduza à solidão, aceito-a como quem aceita um destino inevitável, pois nela reside a verdade mais íntima do meu ser.
" Amar é ver-se refletido no espelho de outro coração.
Porque o amor, quando é verdadeiro, nos ensina o que o orgulho jamais permitiria aprender. "
HINO DA LUZ SERENA.
" Luz que desce mansa sobre o coração.
Clareia o passo. Acalma a aflição.
No silêncio antigo do ser interior.
Renasce a esperança. Cessa o temor."
“Luz que ensina sem nunca ferir.
Mostra o caminho de servir e seguir.
Une as vozes num mesmo sentir.
Faz do amor a razão de existir.”
“Luz fiel que não passa e nem some.
Guarda a alma. Sustém o nome.
Mesmo na noite mais densa e cruel.
Permanece viva. Justa. E fiel. ao infeliz que a abandone. "
“ Vem luz, vem e nos conduza em paz.
Hoje e sempre. Como outrora e jamais.
Pois é quando o espírito aprende a confiar.
É a luz que permanece e ensina a caminhar.”
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