Viver em Sociedade
A lide é, portanto, a formalização do dissenso jurídico, o instante em que a sociedade, por meio da jurisdição, é convocada a decidir o que o diálogo entre as partes não conseguiu compor. É a representação judicial da discórdia humana. Adib Abdouni
“Aquele que assume as dores do mundo e rejeita as próprias é herói para a sociedade e, consequentemente, vilão para a própria alma.”
Que este debate se consolide como ato de resistência civilizatória, pois uma sociedade que abdica da infância abdica do futuro. Se a adultização é o risco, a proteção integral é a resposta. E nesta resposta, repousa a grandeza do Estado, da Justiça e da própria humanidade. A infância não pode ser sacrificada no altar da pressa, do consumo e da exploração digital. O processo de adultização precoce corrói os pilares do desenvolvimento humano, rouba o direito de brincar, transforma a inocência em estatística de mercado e compromete a formação biopsicossocial de milhões de crianças e adolescentes.
Quando a política se alimenta do ódio, o que ela devolve à sociedade é ainda mais ódio.
Benê Morais
"Na sociedade de hoje, somos aplaudidos no palco por dizer o óbvio; e embora o óbvio precise ser dito, é triste que ainda precise. Se o simples precisa ser lembrado, somos realmente livres?"
"É curioso como a sociedade tende a subestimar pessoas com dislexia ou outras condições cognitivas, presumindo incapacidade de ler ou interpretar; essas limitações são funcionais, não intelectuais. Da mesma forma, a afasia em indivíduos altamente inteligentes frequentemente passa despercebida, mesmo por profissionais de saúde, pois muitos não percebem que a dificuldade de expressão não diminui a lucidez de quem a enfrenta, evidenciando nossa limitada compreensão da diversidade funcional e da complexidade humana.”
A sociedade, por muito tempo, educou os homens para acharem que o parto “termina” quando o bebê nasce — quando, na verdade, é ali que começa o maior desafio físico, emocional e espiritual da mulher.Muitos não tiveram educação emocional nem referências dentro de casa para entender o quanto a mulher se transforma: o corpo muda, os hormônios despencam, o sono desaparece, a mente tenta se reajustar… e ainda assim, espera-se que ela “dê conta” de tudo como antes. Outros até amam, mas não sabem como ajudar, e o silêncio ou a distância que demonstram vem da própria imaturidade emocional — de não saber lidar com algo tão delicado.nem as mães ensinam isso, nem a escola fala sobre isso.
Muitas mulheres crescem ouvindo que o parto é o “final feliz” da gravidez, mas quase ninguém explica o que vem depois: o corpo ferido, os hormônios desajustados, o cansaço profundo, a solidão que muitas sentem, e a necessidade de tempo e acolhimento.E os homens, por sua vez, também não são preparados para entender o que é o puerpério — não aprendem sobre empatia, cuidado, nem sobre o papel real do companheiro nesse momento.
Crescem achando que ajudar é “fazer favor”, quando na verdade é responsabilidade e amor.A sociedade deveria educar tanto meninas quanto meninos sobre o que realmente é a maternidade, não apenas o nascimento do bebê, mas a transformação da mulher.
Só assim o pós-parto deixaria de ser um tabu e se tornaria algo vivido com mais compreensão e menos julgamento.Quando digo a sociedade deveria educar, significa que a escola, a família e a cultura em geral deveriam ensinar todos — não só as mulheres — sobre o que é o pós-parto, as mudanças físicas, emocionais e hormonais, e o valor do apoio mútuo.
Assim, os homens cresceriam preparados para compreender e respeitar o que uma mulher vive depois do parto, e as próprias mulheres teriam menos culpa e mais acolhimento nesse período.
O homem deve proteger, prover e satisfazer sua parceira. A sociedade atual dificulta que ele faça as duas primeiras e frusta-lhe minimizando seus desejos de realizar a terceira!
Anonymous não tem líder. São divididos em células. Querem o bem geral da sociedade como um todo não permitindo injustiças.
@AnonymousBrasil
Na sociedade contemporânea, o valor intrínseco das coisas cedeu espaço ao valor de troca. O que antes era medido pela dignidade ou pelo mérito passou a ser quantificado em cifras. Nesse contexto, o verdadeiro desafio não é atribuir preço ao que se vende, mas reconhecer o valor do que não se pode comprar, como a verdade, a justiça, a solidariedade e o caráter.
A sociedade atual está tão distante de seu propósito que o coaching diz: venham, venham! Sei ensinar a vocês a serem egoístas, porque sou egoísta. E ser egoísta é uma riqueza. Ué, não há ninguém que levante a mão e pergunte: mas em que momento o ser humano foi criado para ser egoísta?
"Sabe aquela sensação de não pertencer à sociedade em que se vive? É exatamente assim que me sinto. Parece que sou obrigada a seguir um padrão, como se não pudesse simplesmente ser eu mesma. Tenho a impressão de que, ao mostrar quem realmente sou, as pessoas me olhariam com estranheza, como se não acreditassem que aquela também é a minha verdade.
Quando tento fazer algo novo, quando busco liderar, sinto um peso enorme — como se fosse uma responsabilidade imposta. Liderar sem ter escolhido é sufocante. É doloroso quando esperam perfeição em tudo o que faço e, ao menor deslize, mesmo que não tenha sido culpa minha, o julgamento vem de forma dura.
É como se, por tanto tentar pertencer, as pessoas acreditassem que eu sei resolver tudo. Carrego uma obrigação invisível, que ninguém me cobra diretamente, mas que, de algum modo, todos parecem esperar de mim.
Hoje senti a necessidade de escrever. Percebi como é bom desabafar. Colocar em palavras me ajuda a enxergar que estou vivendo uma tempestade — mas que, como todas, também vai passar. Afinal, nem tudo é um mar de rosas."
A Sociedade te condena antes de qualquer julgamento, o rico protelando julgamentos jamais será culpado.
Vitor Orlandi
Se não há zelo na guarda do erário, a negligência ocupa espaço e a sociedade paga o preço do descuido. A coisa pública não deve converter-se em espaço de experimentações amadoras nem de impulsos aventureiros, porquanto cada desvio administrativo redunda em sacrifício econômico imposto à coletividade.
“A sociedade não quer que você seja diferente. Quer que você seja igual, mas com a ilusão de ser único.”
"Para a sociedade, é mais glamouroso acreditar na fachada do que encarar a realidade! 🤯
- Van Escher
Entendendo o sucesso de Virgínia e a sociedade em que vivemos
Hoje eu vou falar sobre o sucesso da Virgínia Fonseca, mas não para julgar ela como pessoa. A ideia aqui é entender o que o sucesso dela mostra sobre a sociedade em que a gente vive.
Muita gente admira a Virgínia porque ela mostra uma vida cheia de dinheiro, beleza, viagens, casas grandes e uma família que parece perfeita. Mas por que isso chama tanta atenção?
Primeiro: o que é capitalismo?
O capitalismo é o sistema em que a gente vive. É basicamente um jeito de organizar a sociedade onde quem tem dinheiro tem mais poder e mais oportunidades. No capitalismo, tudo vira produto: roupa, celular, comida e até a imagem das pessoas.
Por exemplo:
Quando a gente entra no shopping, tudo foi feito para a gente querer comprar. Nas redes sociais acontece a mesma coisa. Quando a Virgínia mostra uma bolsa cara ou um produto, ela não está só mostrando — ela está vendendo um sonho de vida melhor.
Ostentação: mostrar para ser reconhecido
Ostentação é quando a pessoa mostra o que tem para provar que venceu na vida.
Um exemplo simples:
Se alguém chega no bairro com um carro novo e caro, muita gente já pensa: “Essa pessoa está bem na vida”.
O sociólogo Pierre Bourdieu explica que isso gera prestígio, ou seja, as pessoas passam a respeitar mais quem parece ter sucesso. A Virgínia faz isso o tempo todo nas redes, e por isso tanta gente admira.
Beleza como trabalho
Hoje em dia, a beleza também virou trabalho.
Cuidar do corpo, do cabelo, da maquiagem e da roupa gera dinheiro nas redes sociais.
Um exemplo do dia a dia:
Uma pessoa comum tira uma foto bonita e recebe elogios. A Virgínia tira uma foto e recebe dinheiro, contratos e patrocínios.
O sociólogo Zygmunt Bauman explica que vivemos numa sociedade onde as pessoas precisam se vender o tempo todo para serem aceitas.
“Se ela conseguiu, eu também consigo”
Muita gente pensa assim, né?
Isso se chama meritocracia: a ideia de que todo mundo vence só com esforço.
Mas vamos pensar num exemplo simples:
Duas pessoas querem abrir um negócio.
Uma tem dinheiro guardado, apoio da família e contatos importantes.
A outra mal consegue pagar as contas no fim do mês.
As duas se esforçam, mas não começam do mesmo lugar.
Ou seja, nem todo mundo tem as mesmas oportunidades.
Agora: o que é patriarcado?
O patriarcado é um sistema antigo em que o homem manda mais e a mulher fica com a maior parte da responsabilidade da casa e dos filhos.
Mesmo hoje, isso continua acontecendo.
Um exemplo comum:
Quando um filho adoece, geralmente perguntam pela mãe, não pelo pai.
A Virgínia aparece como uma mulher rica e famosa, mas também como mãe perfeita, esposa presente e dona de casa organizada. A filósofa Angela Davis explica que isso coloca uma pressão enorme sobre as mulheres, como se elas tivessem que dar conta de tudo sozinhas.
Família como prova de “boa pessoa”
Mostrar uma família feliz passa a ideia de que a pessoa é correta e confiável.
Um exemplo:
Quando alguém diz “é pai de família” ou “é mãe dedicada”, automaticamente a pessoa ganha mais respeito.
Mas esse modelo de família não representa todas as realidades, e muita gente acaba se sentindo inadequada por não viver assim.
O que é racismo estrutural?
Racismo estrutural é quando o preconceito não aparece só em xingamentos, mas na forma como a sociedade funciona.
O jurista Silvio Almeida explica que pessoas brancas, no geral, têm mais acesso a oportunidades do que pessoas negras.
Um exemplo do dia a dia:
Uma pessoa branca e uma pessoa negra entram numa loja.
Muitas vezes, a pessoa negra é mais observada pelo segurança.
Isso é o racismo funcionando de forma silenciosa.
A imagem de sucesso da Virgínia segue um padrão de beleza e de vida ligado à burguesia branca, que é vista como modelo ideal na sociedade.
A Virgínia não é só uma pessoa famosa. Ela é um símbolo do tipo de sucesso que o capitalismo valoriza: dinheiro, beleza, consumo e família perfeita.
Entender isso ajuda a gente a parar de se comparar tanto e a perceber que o valor de uma pessoa não está no dinheiro, na aparência ou na vida que aparece nas redes sociais, mas na sua história, nas suas lutas e na sua humanidade.
