Viver em Sociedade
Algumas pessoas nunca enlouquecem.
Elas devem viver uma vida verdadeiramente horrível.
Solidão e relacionamentos
Quando você se acostuma a viver só, quando você se acostuma a viver em companhia do próprio silencio, a dormir e acordar sozinho, não é qualquer companhia que lhe faz bem, que lhe faz feliz.
Quando você amadurece e se torna emocionalmente independente, quando você entende que, por mais que alguém lhe ame, o seu destino só pode ser regido por você, a sua visão acerca do mundo e do amor muda: não é “qualquer pessoa” que fará você sair da sua “zona de conforto” intima.
Você sabe que consegue passar por seus piores momentos sem que ninguém lhe estenda a mão, você sabe quantas vezes chorou a noite sem ter ninguém para lhe consolar, você sabe quantas decepções enfrentou sem receber apoio algum.
Então você vê que a vida não é cruel, mas a sua realidade é prática: você nasce sozinho e morre sozinho, é preciso se acostumar a ser só. Não digo que não existam pessoas boas ao seu redor, do nascimento à morte, eu falo da sua alma, daqueles segredos e anseios íntimos que apenas você conhece e não compartilha com ninguém. Falo da solidão da essência do ser humano.
Pois bem, então você compreende-se e não se contenta com qualquer companhia, você se habitua à sua rotina e pessoas diferentes de você podem lhe irritar, enfim, você não se apaixona fácil, se torna mais duro, mais frio, mais decidido e ciente do que deseja.
Ter uma companhia e um relacionamento simplesmente para “ter” é algo demasiado tosco para quem amadureceu e aprendeu a viver sozinho. Você quer completude, afinidades, o máximo e não o mediano ou o mínimo. E, veja que redundância: quanto maior a sua maturidade, mais difícil fica de você entabular um relacionamento, afinal, a maioria é medíocre demais.
Viver é nos desviarmos incessantemente. E nos desviamos de tal maneira que a confusão nos impede de saber do que estamos nos desviando.
Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?
De vez em quando é necessário a gente se perguntar se dentro de nós é um bom lugar para se viver. Tenho me perguntado isso… e a resposta é sim, sou um bom lugar.
Entre o Futuro e eu existe muita coisa para ser vivida.
Não perca a experiência de viver o Presente.
Cheguei ao ponto em que tanto faz viver ou morrer. O mundo continuará a girar sem mim. O que tem de acontecer, acontece, e, de qualquer forma de nada adianta tentar resistir. Confio na sorte e só faço trabalhar, esperando que tudo acabe bem.
A pessoas que gostam de viver bons momentos, eu faço parte das que gostam de criar os bons momentos.
Viver é como andar de moto: para manter o equilíbrio, basta acelerar a mil por hora e seguir em frente.
Para uma amiga:
Uma mulher que sabe ser menina, uma menina que sabe ser mulher. Que sabe viver e não tem medo do futuro, porque vive o presente com intensidade, quantos não queriam colocar isso em pratica não é? Mas ela faz, e vai além, ela preserva as amizades com sentimentos nobres, é uma guerreira no mundo moderno, onde as batalhas são mais duras que as guerras e confrontos corporais da antiguidade. E vence sempre! E sabem por quê? Porque a cada desafio ela aprende e ensina, cativa todos em sua volta, a cada queda é mais força que recebe, a cada choro é mais intensidade para o próximo sorriso, a cada decepção mais experiência e a cada dia, uma certeza: que a felicidade só depende de nós mesmos, que os melhores amigos nem sempre são aqueles estão pertos, que os amores são imprevisíveis, que o sorriso é o segredo da felicidade, que loucura é querer ser normal, que os pensamentos são previsões dos nossos atos, que o passado não mudará e que o futuro só é bom para quem sabe viver o HOJE te amo amiga!(Mayke Franz)
E Quando a Morte me Encontrar?
Desejo que a morte me encontre viva.
Porque viver é diferente de apenas existir.
Há tempos me pergunto o que é vida, pois o que tenho não passa de um eco vazio, uma sucessão de dias sem cor, sem pulsação. Se viver for apenas isso — sobreviver sem sentir — talvez o encontro com a morte não seja tão assustador.
Mas se ela demorar, que me encontre desperta, de alma incendiada, com olhos brilhando pelo peso e a beleza dos instantes. Que ela veja em mim alguém que, mesmo entre abismos, soube amar, sonhar e se permitir sentir.
Se a vida quiser me manter aqui, que me devolva o direito de ser plenamente viva.
