Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
"A vida nos é dada no silêncio de uma promessa que não fizemos, mas a dignidade de honrar a própria caminhada é o único contrato que realmente importa."
@Suedson_Corey
Ou os deuses podem eliminar o mal do mundo e não o querem ou querem fazê-lo e não o podem; ou podem e querem; ou nem podem nem querem. Se querem, mas não o podem, então não são onipotentes. Se podem, mas não querem, então não são benévolos. Se nem podem nem querem então não são nem onipotentes nem benévolos. Finalmente, se podem e querem, como explicar que o mal continue a existir? (Epicuro, Aforismos)
As guerras não derramaram tanto sangue. A malária não fez tantas vítimas.
Cólera não levou muitas vidas.
Tuberculose não ceifou tantos homens.
Peste negra não aniquilou nem metade.
Já, falar demais, intrometer-se e cobiçar a mulher do próximo, foi, e continua sendo, a principal causa de mortes de toda história.
As ideias nos chegam quando lhes apraz, e não quando queremos. As melhores ideias ocorrem da forma que Ihering descreve: ao fumarmos um charuto no sofá. Não obstante, elas certamente não nos ocorreriam se não tivéssemos pensado à mesa e buscado respostas com dedicação apaixonada.
A sensação de estar apressado geralmente não é causada por uma vida plena e pela falta de tempo. Pelo contrário, nasce de um vago temor de que estamos desperdiçando nossa vida. Quando não estamos fazendo aquela tal coisa especial que deveríamos estar fazendo, não temos tempo para mais nada - somos as pessoas mais ocupadas do mundo.
A vida não cessa e a morte é um jogo escuro de ilusões. Fechar os olhos do corpo não decide os nossos destinos. É preciso navegar no próprio drama ou na própria comédia... Uma existência é um ato, um corpo, uma veste, um século, um dia. E a morte... A morte é um sopro renovador. Mas não vou sofrer com a ideia da eternidade, é sempre tempo de recomeçar!
Por caridade, não deixem a língua portuguesa do Brasil se estragar ainda mais. Estudem a boa e velha 'Gramática Metódica' do Napoleão Mendes de Almeida, leiam José Geraldo Vieira, Graciliano Ramos, Leo Vaz, Herberto Sales, Gustavo Corção e Marques Rebelo e defendam o que é patrimônio cultural seu.
Penso demais as vezes, é verdade; gostaria de não ter que pensar tanto. Sou grato, porém, por conseguir pensar. Sou grato por pensar demais também. Apesar de agradecer... e estar contente com isso, vejo em mim, um certo receio de ser assim...
Ainda bem que não pode acontecer duas vezes, a febre do primeiro amor. Pois é uma febre, e também um fardo, independentemente do que os poetas digam.
E que nunca me falte fé [...] Porque eu não seria nada se não acreditasse que existe um Deus que se importa comigo.
