Viver de Verdade
Viver com Afantasia em uma Sociedade de Fantasias
Imaginar o mundo ao nosso redor é algo que a maioria das pessoas faz naturalmente, mas para mim, isso é uma impossibilidade. Vivo com afantasia, uma condição onde o ato de visualizar imagens mentais simplesmente não acontece. Enquanto outros conseguem projetar lembranças, cenários e sonhos com vivacidade, minha mente opera em um plano puramente conectado à realidade objetiva. Minha realidade é feita de informações (memórias semânticas), sem o colorido de imagens mentais. Isso já cria uma distância imensa entre como eu experiencio o mundo e como os outros parecem vivê-lo.
Além disso, existe outra camada de complexidade. Vivo também com autismo e outras neurodivergências, condições que moldam ainda mais minha percepção e interação com o mundo. E uma parte fundamental dessa vivência é o fato de que, objetivamente, só consigo experienciar o sentimento do agora. Não tenho uma herança sentimental que me ajude a filtrar o valor das coisas. Vivo de forma intensa e imediata, cada momento sem referências do passado, sem scripts mentais, não importa quantas experiências eu tenha tido. As decisões importantes que tomo são baseadas nesse único sentimento presente e na frieza do conhecimento semântico, porque não consigo conectar essas decisões a uma compreensão emocional do passado ou do futuro.
Essa ausência de uma herança emocional faz com que eu não entenda o valor das pessoas da forma como a sociedade espera. Sentimentos como gratidão me escapam, assim como os comportamentos sociais derivados disso. Eu não sei o que é "puxar saco", não faz sentido para mim, e nunca vou participar de padrões de comportamento que considero desprezíveis, apenas porque as pessoas rotuladas como "normais" dizem que isso é uma fórmula para o sucesso – sendo que é claramente parte da trajetória que levou a humanidade a construir um sistema podre.
Para mim, o que chamam de "sucesso" e "meritocracia" são lendas urbanas. A realidade é outra: é uma sociedade movida por aprovações sociais e fantasias, onde o que importa é a adequação a normas, expectativas e imagens mentais compartilhadas – algo que, na minha experiência, não faz sentido e nunca fará. Vivo desconectado desses padrões, porque, para mim, eles simplesmente não se aplicam.
Essa desconexão se torna ainda mais intensa em uma sociedade que insiste em vender a ilusão de que todos têm as mesmas oportunidades e opções. O positivismo, com sua insistência na superação individual, ignora as limitações reais que muitas pessoas, como eu, enfrentam diariamente. Para mim, que sou misantropo por questões cognitivas, o positivismo soa vazio. Ele ignora as limitações reais da vivência de grande parte da população, que sofre por ignorância e miséria, sem oportunidades reais – e de uma minoria de neurodivergentes que sequer compreende as regras sociais forjadas para manter a ilusão.
No final, o que resta é a busca por um espaço onde minha existência, sem fantasias e sem ilusões, seja reconhecida. Não me interessa seguir roteiros sociais que só reforçam comportamentos vazios. Vivo em um mundo que valoriza essas fantasias, mas para mim, o presente, com toda a sua objetividade e limitações, é tudo o que eu conheço. E nesse espaço, eu não encontro sentido nos padrões sociais que outros consideram normais.
Estar adaptado a uma sociedade que valoriza indivíduos com transtorno de conduta não é um bom sinal de saúde mental.
MULHER
Vou lhe amar por amor;
Viver o epicentro sem dor;
Quero lhe conhecer como paraiso;
Ser bem forte onde piso;
Viver teu coração como um preso;
Mulher...
Quero ser o jardineiro;
Para trabalhar e molhar com as chuvas de janeiro;
Ser um chapeiro...
Em cada rosa do teu lazeiro;
Mulher...
Quero chupar as petálas das suas mamas;
Me deitar estilo um louco nas lamparinas apagadas;
Florir cada flor do seu corpo nas pegadas;
Mulher...
Quero ser um pioneiro do seu coração;
Trocando cada par do seu perdão;
Quero florenascer no lampião;
Para brincar de esconderijo nas suas roupas e o portão?
Lá enfio minha estúpidez, amor não;
Mulher...
Quero dar valor cada elemento da tua postura;
Para me matar como um preso na procura;
Valor os seus andaimes e buscar a cura;
Mulher...
Não me chama de bebâdo;
Sabe porque assim ando;
Por você...
Amando demais;
Querendo lhe mais;
Não me deixe que o frio de Maio me mate;
Que o calor castigante...
Delete a minha vontade...
Sinto que é o amor;
Que doi ou chatea meu ser de calor;
(DANIEL PERTAO FURUCUTO)
É triste viver sem sonho por realizar, e mais triste ainda é ter um sonho por realizar e passar o tempo a desperdiçar os bons caminhos que nos levam a realizar esse sonho.
Daniel Perato Furucuto
Viver sempre a sorrir na vida é muito bom, o problema começa quando a gente não consegue manter esse sorriso no nosso rosto por muito tempo.
Daniel Perato Furucuto
Chega uma fase da vida em que você percebe que não deve viver correndo, precisa parar e escutar o seu interior, aprender com o silêncio, responder os interrogatórios das suas melancolias e decidir o amanhã sem pressa de nada. Furucuto 2022
Para viver triste não precisa estar diante de um infortunio, basta apenas traçar seus planos a confiar no dinheiro do outro. Furucuto: 2022
Sentirei saudades dos dias que não poderei viver mais nessa terra, das risadas, histórias, festas e dos momentos lindos que não poderei apadrinhar o seu desenrolar. Furucuto 2022
Existem duas coisas que podem atrapalhar o sucesso na vida, viver empenhado em fazer vingança e esperar que alguém faça para si o que deve fazer sozinho.
A melhor forma para destruir e viver infeliz num relacionamento é desenvolver o orgulho e não confiar no/a teu/tua Parceiro/a.
A Melhor forma de viver uma tragédia é ter uma Mulher ao lado que se importa por ela mesma, é igoísta, orgulhosa e perversa.
29 de abril - Dia da dança
A dança é arte
Entretenimento
É prazer, viver.
A dança é interação
Movimento
É cadenciar, ritmar.
A dança é cultura
Envolvimento
É harmonia, alegria.
A dança é liberdade
Sentimento
É emoção, diversão.
Às vezes fico pensando o quanto é bom viver, com todos os desafios, pois eles servem como ponte para a nossa resiliência.
Ter uma família, um teto, trabalho e amigos, são presentes da vida que devemos cuidar com amor, respeito e disciplina.
Precisamos valorizar o que temos e apoiar aqueles que ainda lutam pelas suas conquistas.
Viver por muito tempo ao lado de alguém exige humildade, tolerância, respeito, empatia, afeto, sabedoria, resiliência e disciplina.
Enfim, exige muita paciência e são poucos os que estão dispostos a viver assim.
