Viver de Aparência
"A verdadeira nobreza está em quem valoriza o trabalho do próximo. Quem vive de aparência e nega ajuda a quem produz, tem a alma mais pobre que qualquer conta bancária."
"Tá passando veneno e ainda quer arrotar caviar? A conta não fecha. Quem vive de aparência morre de fome."
"Quem vive de aparências e pisa nos outros esquece que o mundo gira, e o chão que você humilha hoje é o mesmo que você vai precisar para caminhar amanhã."
Eu não aguento mais,
Viver nesse mundo voraz,
Refém da falsa paz.
Terra de aparência,
Do mal e sua essência,
O funil da decadência.
Podre é a raça humana,
Seu coração muito se engana,
Sua mente é profana.
Eu sou.....
[...]um homem que preza pela simplicidade e não vive de aparências, não tento agradar a todos, pois só digo que gosto de alguém quando é de verdade.
Não uso as pessoas e valorizo quem tem essa mesma integridade comigo.
Aprendi, com o tempo, que as palavras podem enganar, mas as ações sempre revelam quem as pessoas realmente são!
As pessoas não buscam o justo, buscam o belo. Vivemos num tempo em que a aparência vale mais que a essência, em que a virtude virou máscara e o vício ganhou charme. Ninguém quer a verdade, querem o socialmente aceito, o que não incomoda, o que cabe nas frases prontas Chamam de bem o que agrada, e de mal o que revela. Porque a verdade expõe, o belo disfarça. E quase todos preferem continuar bonitos, a ter que encarar o quanto estão vazios.
"A transparência assusta quem vive de sombras e incomoda quem se alimenta de aparências. Não adianta perfumar o discurso se a intenção está podre na raiz. O tempo é um solvente natural: ele derrete as máscaras e deixa o caráter exposto, sem filtro e sem retoques. Quem não suporta a claridade da verdade, que procure o escuro da própria mentira."
@SerLuciaReflexoes
"Viver de aparências é o jeito mais rápido de morrer por dentro. Prefiro ser julgada por ser quem eu sou do que ser amada por uma personagem que eu cansei de interpretar."
SerLucia Reflexoes
Crônica
O Grande Teatro das Aparências
Vivemos tempos curiosos.
Nunca se falou tanto sobre verdade, e talvez nunca ela tenha sido tão evitada.
As pessoas dizem que querem sinceridade, mas apenas enquanto ela concordar com suas opiniões. Basta uma palavra contrariar seus desejos para que a verdade se transforme em ofensa, preconceito, intolerância ou qualquer outro rótulo conveniente.
O mundo moderno parece ter desenvolvido alergia ao contraditório.
Todos querem liberdade de expressão, desde que a expressão seja exatamente igual à sua.
As falsas promessas continuam circulando com excelente saúde. Mudam os rostos, mudam os discursos, mudam as embalagens, mas o conteúdo permanece praticamente o mesmo.
Prometem prosperidade.
Prometem justiça.
Prometem igualdade.
Prometem felicidade.
E o povo continua esperando a entrega de uma encomenda que parece extraviada há décadas.
As amizades também entraram na era da aparência.
Há quem possua milhares de seguidores e não encontre uma única pessoa para carregar suas dores quando a vida pesa.
São amizades de fotografia.
Companheiros de curtidas.
Irmãos de ocasião.
Presenças digitais e ausências reais.
Basta a tempestade chegar para que muitos desapareçam com a velocidade de um sinal de internet mal conectado.
E o que dizer dos costumes?
Houve um tempo em que honestidade era motivo de orgulho.
Respeitar os pais era virtude.
Cumprir a palavra era questão de honra.
Ser educado era demonstração de caráter.
Hoje, por vezes, quem procura andar corretamente parece carregar uma estranha culpa social.
A esperteza recebe aplausos.
A vulgaridade ganha visibilidade.
A superficialidade conquista admiradores.
E a integridade, muitas vezes, é tratada como ingenuidade.
Mas talvez uma das maiores contradições esteja justamente no campo da fé.
Não falo da fé sincera, que transforma vidas silenciosamente.
Falo do espetáculo religioso.
Da religião que se veste para ser vista.
Do discurso que emociona, mas não pratica.
Do irmão que abraça dentro do templo e ignora o necessitado na calçada.
Do fiel que conhece versículos inteiros, mas esqueceu o significado da compaixão.
Há quem vá à igreja não para ouvir aquilo que precisa escutar, mas apenas aquilo que deseja ouvir.
Não quer correção.
Não quer reflexão.
Não quer mudança.
Quer conforto.
Quer aprovação.
Quer sair convencido de que já está tudo certo.
Enquanto isso, o andarilho continua sentado na esquina.
O idoso continua abandonado.
A viúva continua esquecida.
E o órfão continua esperando alguém colocar em prática aquilo que foi tão bem pregado no domingo.
Chega-se ao culto com roupas impecáveis.
Sapatos brilhando.
Perfume importado.
Palavras cuidadosamente escolhidas.
Tudo muito limpo.
Tudo muito elegante.
Tudo muito correto.
Mas ao retornar para casa e retirar a roupa social, permanece uma pergunta silenciosa diante do espelho:
Quem limpa a alma?
Porque o banho remove a poeira do corpo.
Mas não lava a vaidade.
Não remove a hipocrisia.
Não elimina a indiferença.
Não apaga a falta de amor.
Do lado de fora, a televisão continua fabricando celebridades.
Nas redes sociais, surgem influenciadores que muitas vezes não influenciam sequer a própria existência.
Filmam o café.
Filmam o almoço.
Filmam a academia.
Filmam a viagem.
Filmam a própria filmagem.
E assim seguem registrando a vida sem necessariamente vivê-la.
Parece que o valor das pessoas já não está naquilo que são, mas naquilo que conseguem exibir.
A aparência tornou-se currículo.
A exposição virou moeda.
A vaidade recebeu status de virtude.
E a consciência foi sendo colocada discretamente em segundo plano.
Nesse cenário, a família perde espaço.
Os pais perdem voz.
Os costumes perdem significado.
Os princípios perdem valor.
E o silêncio da consciência vai sendo abafado pelo barulho constante de um mundo que nunca desliga.
Às vezes me pergunto para onde estamos indo.
Talvez a pergunta mais importante seja outra:
O que estaremos deixando para aqueles que virão depois de nós?
Mais seguidores?
Mais imagens?
Mais distrações?
Ou algum legado que realmente valha a pena?
Enquanto não encontramos a resposta, seguimos caminhando entre promessas e aparências, tentando distinguir o verdadeiro do falso, o essencial do supérfluo, a fé da encenação, a amizade do interesse e a consciência da conveniência.
Que Deus tenha misericórdia de nós.
E, mais do que isso, que nos conceda discernimento para não confundirmos brilho com luz, fama com valor, aparência com caráter e religião com amor ao próximo.
Porque, no final das contas, não será a fotografia perfeita que contará nossa história.
Será aquilo que fizemos quando ninguém estava olhando.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
