Vivência
O tempo eterniza os nossos sonhos, mesmo que a nossa consciência não alcance p sentido da vida, ainda assim, o tempo eterniza a nossa vivência.
Viver é uma arte sem pintura, sobre a qual, desenhamos na tela da nossa vida, os nossos sonhos,vergados na harmonia entre um sorriso e uma lágrima.
Devíamos aprender a viver sem olharmos nas aparentes escadas de elogios que nos colocam pela frente, pois, com o tempo, apercebemo-nos, que poucos são os que realmente estiveram sentados na aplateia da nossa vida a acompanhar o teatro da nossa vivência.
O tempo nos transforma em almas andantes, cujo receio do que sucederá com a nossa vida já não faz parte da nossa vivência.
Somos um pouco de humanos quando nos lembramos que vivemos no mundo, mas, somos o mundo celestial em nós quando vivemos uma grande paixão.
Há vento que domina a terra, há sorriso que domina a alegria e tu és a felicidade que domina o meu coração todos os dias.
Eu fui me construindo por meio de meus erros.
Fui me lapidando mantendo minhas cicatrizes,
me fazendo lembrar dos caminhos e falhas cometidas.
Fui me moldando aos espaços e ao tempo,
mas mantendo minha essência.
Muitas vezes, me destruí por completo
para me refazer por inteiro.
Passado que se faz presente através de uma lembrança agradável, um tesouro amável da mente, momento incomparável sob o sol reluzente, em um lugar ricamente abençoado, desfrutando uma vivência consistente.
A vida é falada em uma linguagem estranha, porém não tem legenda, se você tiver medo nunca será o protagonista, sempre estará na plateia!
Nas linhas da vida, hora encontramos verdadeiros dramas que devemos no mínimo tirar alguma lição de como não escrever histórias iguais.
Assim como há aquelas poesias sem nenhuma necessidade de rima, que lhe toca a alma, e que lhe inspira, e mesmo virando a página, deixa uma sensação de elevação.
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
Estou procurando alguém a quem eu possa desesperadamente derramar todo esse meu conhecimento da vida. Dar esta minha vivência. Dar em enormes doses, o que eu sinto, o que eu penso e o que eu vejo. Dar generosamente tudo o que aprendi neste dia a dia intenso. Não quero ficar apenas pra mim, toda esta enorme vontade de viver. Quero dividir, como quem divide metade de um chocolate.
Todo dia começa com expectativas e termina com experiências. Inicia-se com esperanças e se termina com vivências.
“Dê conselhos daquilo que já viveu, já experimentou; mas só dê conselhos a quem quiser ouvir.”
#bysissym
Infelizmente, o dinheiro não ajuda com o que mais desejo na vida: compreender este mundo. Ele compra livros, experiências, até algum tempo... mas não me dá respostas. E quanto mais vejo, mais confuso tudo parece. As coisas se repetem, os erros se acumulam, e as certezas se dissolvem diante do caos disfarçado de rotina.
Talvez o erro esteja justamente em esperar sentido de algo que nunca prometeu lógica. O mundo não se organiza para agradar nossa compreensão. Ele apenas é. A natureza segue, indiferente. A dor acontece, com ou sem motivo. O amor chega e vai, sem roteiro. O mundo não se curva à nossa busca por sentido.
Mas mesmo assim, eu não consigo apenas aceitar. Não sei viver na superfície. Sinto que preciso ir além, aprofundar, mergulhar mesmo sem saber se há fundo. Porque há um tipo de alma que não se satisfaz com o raso, que precisa tocar o enigma, mesmo que isso custe paz.
Talvez eu nunca compreenda. Mas ainda assim, eu preciso tentar.
Quando queremos muito alguma coisa, na maior parte das vezes não conseguimos enxergar que no meio do caminho, haverá momentos de dores.
Às vezes a vida nos derruba, temos que estar preparados para o cair e o levantar.
