Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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⁠Sempre que me olha
como um beijo na nuca,
cada atitude afaga
a esperança de ser tua.

Porque por onde for
adentro você me leva,
sou a canção eterna
de amor e encantos
na boca dos povos.

Sempre sem abrir mão
do atrevimento e sem
nenhuma compaixão
tenho feito perder o freio.

Pelos pássaros a estepe
foi semeada tal como
as colinas e ninguém
cessará o florescimento
das tulipas nômades.

Quebrei o relógio por nós
só para não ver o tempo
passar porque o quê me
importa mesmo é amar.

Puxei o véu do Universo,
me envolvi, virei a Lua
no teu céu e nos sonhos
a estrela dos teus olhos;
sou a sentença inabalável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho os mais lindos
lábios que me beijam,
E como mel silvestre
escolhi ser habitante
e estrela cativante.

O teu lindo amor quer
ir para frente encarar
os sonhos na estação
com a bagagem
trazida pelo coração.

Todos os destinos
o levarão até a mim,
As canções da rádio
igualmente porque
de ti sou ocupação.

Tenho os olhos meus
plenos de paciência
bordando o amor
para soprar cada
vestígio de tristeza.

O meu lindo amor quer
ir mais longe e sem
medo desde que seja
inteiro, firme e lado
a lado e sem regresso.

As possibilidades,
trilhos e cidades
te levarão até a mim,
e eu pra perto de ti;
porque sou a Lua
imensa no teu céu.

Tenho no negro lótus
dos teus olhos
o porto resguardado
com o quê guarda
e tudo nele prepara.

Não nego que confio
nos teus olhos envolventes,
o tempo todo desconfio é
das artimanhas do Zodíaco;
que fazem o tempo todo
temer de ficar sem eles.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como quem sopra um
dente-de-leão gentil,
soprei cada beijo
na direção do tempo,
para que do meu amor
você não tenha receio.

Quem sabe ser a Lua
platinada que corteja
os ciprestes e cedros
da tua planície fértil,
também nasceu
para ser a tua estrela.

No teu céu noturno
dançam as pétalas
das acácias porque
sou o sonho da época
de menino e não sou
nem próxima de lenda.

Quem no íntimo céu
é dele sutil habitante,
teu fascínio bem sabe
que mesmo que resista
não há nenhum escape
do meu aroma de estepe.

Do destino sou a resposta
trazida pela tua oração
a ocupar sedutora, devagar,
e constante o coração:
o sublime bálsamo de amor
que o tempo não há de negar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Vê como a ventania
é levando um ramo
de oliveira pelas rotas
ordinárias capazes
de anunciar a vitória,
Embora a inquietação
aparentemente
não termine nunca;
Fui colocar para tocar
a nossa música,
o meu segundo Hino.

No dobrar das horas
não cessa a agitação
que chega a contar
as gotas da chuva,
é você no coração
fazendo a História.

Porque sei mais
do que ninguém
que é quebrando
com as duas mãos
todos os rifles sutis,
Papoulas brancas
deles hão de surgir
e virarão pombas
para anunciar
a paz permanente
em qualquer lugar.

Nas mãos do Universo
estão a Lua, Mercúrio,
Vênus e a estrela Spica,
e toda a secreta poesia
que são capazes
de me levar até você.

Uma ânsia romântica
de início de Lua Cheia
atravessando além
da Quarto Minguante,
e tem levado adiante
uma grande utopia doida
que não tem deixado
pensar em outra coisa
a não ser na urgência
de te amar a salvo de tudo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A classe política em especial tem mania de usar a ofensa como instrumento de corrosão da liberdade de expressão alegando que estão exercitando ela, porque ela tem o objetivo de amanhã cortar a sua liberdade de expressão.

Nos anos pré-eleitoral e eleitoral as ofensas entre a classe política são especialmente frequentes, não caia nesta arapuca de ser inocente útil e comprar uma briga que não te pertence.

Você é povo. Eu sou povo. Eu e você não temos mandato. Deixe que a classe política, militantes e fanáticos se lasquem.

Tratemos da nossa paz interior porque a conta deles quem paga somos todos nós, e eles estão longinquamente trabalhando para cortar até a nossa possibilidade de reclamar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os dois quadrantes
do Hemisfério Sul
nas minhas mãos,
e como quem
passeia no chão
de estrelas d'um
destino nada fácil
onde o meu peito
pôde se preparar
para te receber
do jeito que vier.

A esperar por
este momento
a cada instante,
sei bem que
tudo leva tempo
e por mais que
atentem contra
o sentimento
nada irá segurar
o amor escolheu
para ena(morar).

O Cruzeiro do Sul
traz o presságio,
e as Três Marias
o meu segredo
de Canopo altiva
elas resguardam
de todo o avilte
e de tudo que
impeça ser vida
e transbordamento.

Que meu amor se
encontra onde
as estrelas sempre
são mais visíveis,
não consigo negar
para mim mesma
e por intuição há
até quem já perceba
que não consigo mais
de ninguém ocultar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como a flor
que busca
pela chuva,
Assim vou atrás
dos beijos teus;
De longe você
me ama,
Porque dentro
o meu amor
em ti entrou,
O teu sonho
sobre o meu,
Como antes
alguém na vida
sequer sonhou.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem freio e sem receio
como um infante
que corre sem
medo de cair,
Assim flui o meu
sangue para onde
o meu peito quer ir,
onde vive o meu
veludo celeste que
em ondeamento
provocou um mundo
todo de desejos
que não saem mais
nem por um instante
dos meus pensamentos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem fazer esforço
de olhar para trás,
Não há como não
enganar a ninguém
que meus cabelos
são como cavalos
soltos por Karabakh;
Renunciar quem eu
sou nem o destino
pode mais me negar,
Ser diferente de quem
sou por amor ou razão
não posso me mudar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando decidi
casar contigo,
E você decidiu
casar comigo,
Escolhemos
o amor como
campo de trigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Atraídos pelo imã
potente do amor sincero,
perfumado como cedro
e mais forte do que ferro:
selamos o pacto perpétuo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O amor foi moldado
por nós tal como o barro
nas mãos do Criador,
O amor conquistado
por nós é mais forte
do que titânio e mais suave
do que pétalas de papoula
florescendo a cada ano
trazendo paz e esplendor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quanto mais ignorada
ou até mesmo proibida,
Como eterno romance
secreto assim é a poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como quem desenha
estrelas porque luz
no final do túnel não há,
Sigo rastros da escuridão
do que leio e escuto,
A agonia se arrasta
com seus cravos profundos.

Por saber que não tenho
a mesma fibra de Anita,
Busco elevar a poesia
no altar da Pátria Grande
pelos paisanos e fardados
(presos de consciência)
que merecem ser libertados.

A noite caiu, o dia não raiou,
a Casa dos Sonhos cruzou
fronteiras e fixou moradia
nas minhas insônias,
Nunca mais fui a mesma
e como quem reza ainda
peço a liberdade do General
e de uma tropa inteira,
Não consigo tirar a greve
de fome do número um
nenhum minuto da cabeça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo
ando pedindo
a liberdade da tropa
e de mais de um General
em cada um dos meus
versos latino-americanos.

O General que foi do MBR-200
partiu de supetão sem ter
visto a tão sonhada restituição
da dignidade nacional;
O quê fizeram com
ele e com os fiéis soldados
foi um injusto brutal.

Não se tem garantia
se deixarão vivo
o General que pede
pelo encontro, perdão
e reconciliação nacional,
Tem sido visível por parte
de uns a opção pelo Mal.

Ninguém sabe e sequer viu
onde foi parar a herança
de humanidade de 13 de abril,
Só sei que do ínicio até o fim
a palavra o General cumpriu
e a parada respiratória como
um furacão da vida o levou.

Não se fala em outro assunto:
Não permitamos o quê foi
feito com ele com o General
que por pensar diferente
continua preso injustamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O vento faz os campos
de pastagem e rios
chorosos como cuatros,
o tempo não levou
a bondade do velho pai
que sofreu na pele
a perversidade e injustiça
contra o honrado filho.

Passaram mais de três
anos e o velho pai
pela força do destino
foi levado desta vida
sem ver o sol da justiça
para o filho perseguido
e injustamente preso
por um atroz enredo.

Como a testemunha
da janela vendo sempre
a maldade dos homens
só sei que tudo que
vejo tem me dado medo;
sigo mesmo assim
despedindo-me do velho
pai que se foi sem
ter visto para o filho
o raiar do sol da justiça.

Com o chapéu no peito
como o bom vaqueiro
e prece sonora erguida
misturada a Alma Llanera,
nas linhas a despedida
tão distante e próxima,
que por cada um esta
minha letra também chora.

O vento faz os campos
de pastagem e rios
em notas desmanchadas
deste meu cuatro triste,
só sei que por este filho
em memória deste Pai
agora mais do que nunca
não desistirei de rogar
pela liberdade porque
tenho quero acreditar
que a bondade ainda existe.

(In Memoriam a Don Jorge)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não me canso de repetir isso:
Como o Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
A liberdade está para o General.

Não me canso de repetir isso:
Como o Acordo de Genebra de 1966
está para a integridade territorial,
A liberdade está para o General.

Não me canso de repetir isso:
O General continua preso injustamente,
e sem acesso ao devido processo legal.

Não me caso de repetir isso:
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
e o Sol da liberdade não pode
continuar sendo negado ao General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Prenderam a esposa
e o filho pequeno
como sempre
para forçar a barra
e a apresentação

(da justiça eles
têm sido a negação).

Este inferno não
só eu conheço,
e todos sabem
bem como eles são

(acima do Bem do Mal,
e de toda a razão).

O levaram para o tal
conhecido endereço
sem cinco estrelas,

o famoso inferno
de cinco letras:

Um jornalista sem
direito a ampla defesa
continua preso
vítima de uma história
sem pé nem cabeça:

(escrevo para que
ninguém esqueça).

E cada que vez que
uma história abate
algum peito é na dor
dela que me abraço
e com ela permaneço:

(porque é na dor do
mundo que me reconheço).

Assim tenho contado
tantas histórias desde
quando um General
injustamente foi preso
e até hoje contra ele não
há nada que justifique
permanecer a estúpida prisão;

(e assim segue a rima repartida
com todos os presos
de consciência em igual situação).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O General está preso injustamente,
Ele não pode nem dar um telefonema,
E tudo segue como sempre.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pensamentos como
falcões peregrinos
rodearam a mente
ao ter visto um General
interrogando o jovem
sargento rebelado:

Explicar com todas
as letras alguma
coisa para um povo
que vem sendo
severamente machucado
é algo muito desafiador,

Conversar e tolerar
os impulsos da juventude
é necessário para
impedir que caia
nas mãos de mercenários
por isso escrevo
aos poucos os poemas
para tentar dar meu recado
em tom reconciliador;

Há uma irmã que busca
há dez dias o irmão,
e há outra há dois meses
e assim tantas outras
de sótão em sótão,
e até agora nada mudou.

Só sei que continuo muito
preocupada com o General
que foi preso injustamente
no dia treze de março,
do ano de dois mil e dezoito,
continua passando sufoco
em ISOLAMENTO TOTAL,
e segue privado do acesso
ao justo e devido processo legal.

Inserida por anna_flavia_schmitt