Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Palavras não são como folhas ao vento,
Dizem até que o vento as leva,
Mui diferentemente das folhas,
Elas - as palavras - sempre chegam ao
destino, - não duvide disso.
Lá do alto do Monastério,
Com os braços em direção ao céu
De tom opala e repleto de mistério,
Em busca de retirar todo o véu,
Ele que abriga o mel que te aflige,
Assim bem doce tu redige.
Palavras não voam com o vento,
Elas só trafegam,
Mui diferentemente do que pensam,
Elas ocupam o teu coração,
E tomam conta do teu pensamento.
Vejo no firmamento
do teu corpo,
Tatuadas as setes artes
liberais,
Inscritas deliciosamente,
Capazes de me endoidecer,
E de me invadirem ardentemente,
Rendendo-me severamente.
A tua retórica hipnotiza
a minha dialética,
A tua música a minha gramática
não traduz,
O teu beijo é expressão
- e o teu corpo seduz.
A tua aritmética domina
a minha geometria,
Somos uma constelação
- e uma só astrologia...
A liberdade de expressão existe,
Alegre, muda, falante ou triste;
Ela é como uma rua que resiste.
A liberdade de expressão resiste
Em passos 'salsos' - ela insiste,
De tanto dançar - ela persiste.
A liberdade de expressão vive
No peito que bate altissonante,
Dono de uma fé que não desiste.
A liberdade de expressão persiste,
Ela no teu peito reside,
Sempre ela dá um jeito
- ela [sobrevive].
A liberdade de expressão reside,
No coração de quem intensamente vive;
É sinal fecundo de tudo nesta terra
- tu [construíste].
Lua e estrela,
Estrela e Lua,
O teu beijo como um cometa,
O teu amor é o meu planeta.
Um toque de fantasia,
Para quebrar a rotina,
E alegrar a retina
Para enfeitar a vista.
Estrela e lua,
Lua e estrela,
O teu corpo me esquenta,
O teu amor é o meu planeta.
Um toque de carinho,
Para enfeitar o ninho,
E alegrar o coração,
Para viver a vida com paixão.
Escrevo como quem planta girassóis,
Descansando ao som dos rouxinóis.
Imaginando a cena debaixo dos lençóis,
Porque busco estar contigo a sós.
Eu percebi que jamais irá me abandonar,
Li nos teus olhos a vontade de ficar,
E todo o amor que há de me dar,
Um dia a gente irá se entregar,
Sou a poesia que chegou para abalar.
Escrever versos mal comportados é arte,
Escrevo como quem a ideia persuade,
Para despertar a imaginação,
E despertar em ti a mais louca vontade...
Eu li nos teus olhos a verdade,
Tens loucura por mim,
E bem sabes que sou um caminho sem volta,
Uma verdadeira paixão sem cura.
Uma real presença para a eternidade.
O teu cuidar e a tua palavra dita:
"- Não irei te abandonar...".
Escrevo como quem premedita
As noites de amor que estão para chegar...
Como se não houvesse o amanhã,
Pedi um pouco da tua atenção.
Vem, vem, vem, meu amor,
Só um pouco da tua atenção,
Para abandonar a ideia vã
de que não me tens no coração.
O teu carinho é como o solzinho
de verão se despedindo da tarde,
do canal de Barra do Sul
O teu jeito de ser faz iluminar,
e torna sempre o mundo ainda
mais azul...
A tua atenção sempre chega
em boa hora,
- tens a ternura de quem te
namora
E o amor de quem escreve
sobre o poente e a aurora.
Portanto, meu amor, não
vá embora, daqui a pouco
já será de noitinha...
Farei-te insinuações e as
melhores carícias até de
manhãzinha...
Não sei mais como
me dirigir à você,
Nem tampouco agradá-lo,
Fiz de tudo para cativá-lo,
Não sei nem mais como
me chegar até você.
Por tantas horas
de espera,
E o coração batendo
acelerado,
E eu pedindo um
cadinho de atenção,
Não sei nem mais
o que fazer, estou
pronta para fazer
da Lagoa das Lágrimas a (minha);
- estou perdida
Gostaria de percorrer
de novo o caminho que me
leve de volta
para o seu coração
- agora só tenho
estes meus versos
para me dar uma direção.
Não quis lhe agredir,
só quis um pouco de atenção,
Pela primeira vez senti-me
sentenciada por ser poetisa,
Fui colocada para fora
da tua vida - do teu coração,
Condenada por amar o Brasil
em versos sem malícia.
Estou chorando,
você nem imagina...
Por todas as horas
que me senti ignorada,
Carregaste um pedaço meu para ti,
E abandonaste no meio
da estrada,
Mas tenha a certeza
de uma coisa: você se foi,
e a minha poesia há
de ser fazer refeita, ainda mais
iluminada e eterna.
Afinal, até em Guarapuava
encontrei sementes para
lançar na terra - e fazer-me eterna.
Uma vez encontrado
o sentido do amor no Paraná,
O coração sempre voltará
porque o amor ali está,
Estou esperando daqui
para frente a atitude valente,
que você tomará
- e se o nosso amor
de fato desabrochará.
Rompeu o destino como um cometa,
Para que você não se esqueça:
Que o amor não é fantasia,
E o coração não é Carnaval;
O amor é festa celestial.
Se não tens como dar conta,
Dê chance a outrem
de amar mais e melhor,
Muitos não creem
que o amor seja sagrado,
O amor foi pelo divino gerado;
O amor depende de nós
para ser [propagado].
Proeja pessoa que crê no amor,
Na tranquilidade Manaíra
dê o teu aconchego,
Quem não tem ao menos respeito pelo amor
(não tem motor para continuar a vida),
Vive por viver, tem a alma ressecada
e ressentida,
Quem ama mesmo à distância, nunca estará sozinho,
Crê nisso, voa, busque o amor
e sê poesia;
Quem ama mesmo em letras - tem fé na vida,
Desafia o impossível - tem fé destemida,
Sabe ser uma alma severina e florida.
Entenda que o tempo tem os seus tempos,
Se o amor quer ir, deixe-o ir,
Porque o teu coração partido escreverá
versos ainda mais bonitos,
E o amor florescerá ainda mais belo
dando coragem à outros de persistirem
para encontrarem na vida o sentido do amor.
Portanto, o teu amor em pedaços
semeará com grande fulgor
a terra árida do destino;
E preencherá com grande beleza
não só o seu caminho.
Você não entendeu que sou poetisa,
- e vais me condenando por eu
Escrever poesia
Como presa algemada caminhando
Rumo ao Fortim de Atalaia,
- escrevo versos perfumados
Por cevada
Agora estou em Guarapuava,
- apreciando as araucárias
Esperando que você volte atrás,
E juntos nos envolvamos
Novamente como uma primavera
Em plena florada...
Desconfio que você,
Assim como eu que não
Está entendendo nada,
Estou diante do Rio Jordão
Espalhando versos e perfumes
Para chamar a tua atenção:
- quero de volta a tua mão.
Nunca se esqueça que o amor é uma
Primavera que não passa;
Quando olhares para a noite enluarada,
Lembrarás de cada verso que a nossa
História se fez inspirada.
Sob as bençãos de São Francisco e São João,
A Lagoa das Lágrimas refletirá
O nosso amor que permanece no coração.
O teu coração se voltará para a tua poetisa
E baita mulher, que você finge em não querer.
Que o teu coração persiste em renegar,
E que no fundo te falta a coragem
Para lutar - e se entregar.
Da tua mente não irei me apagar,
Porque a minha poesia mora nos
Teus poros e o teu corpo não se
Esquece de quanto é bom me amar...
Escondendo o que eu sinto por ti,
Sou como a Lua ocultando Júpiter,
Todos me veem, e logo percebem:
que esse verso que escrevo é para ti.
Eu não deixo ninguém subtender,
Que sou como a Lua que de tanto esconder,
Não resiste, e sempre acaba por aparecer.
A minha natureza é como a tua,
Quanto mais a gente se esconde,
- mais o amor aparece.
De manhãzinha até o anoitecer,
- isso sempre acontece.
Todo mundo vê, qualquer um percebe,
Que eu adoro (você)!...
Talvez esses meus desalinhos,
E até falta de jeito,
É o jeito que tenho, tento e atento,
Para fazer o nosso amor a cada dia mais
- perfeito -
é o jeito que encontrei de tê-lo.
Sempre arrumo um pretexto, quero revê-lo;
Ir além, fazer carinhos e namorar em paz.
Eu procuro por você
como que busca uma sombra,
Como a água do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por você
porque você é o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque você me interessa,
Recolho cada vestígio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carícias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a Paraíba noite e dia
- você virou poesia!
Quem sabe um dia em João Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro só ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco é uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que você me sente;
É o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
A maior lição do sertão é a superação
Essa superação certeira como a ribeira,
Que como a veia do coração renova
Com bondade e nos enche de paixão,
E invade com a sua pujante pulsação
Colocando o amor em plena flutuação.
O doce amor da minha vida
Dança ao som da viola menina,
Nunca vi nada igual nessa vida
O amor que ele sente por [Jacobina,
Cidade com nome de mulher bonita
Com saia esvoaçante rendada,
Doce rebolado de baiana apaixonada
E com a cabeça com laço de fita.
Quem dera se nessa vida toda cidade,
Ao menos tivesse 31 cachoeiras
Não passariam pelejas d’alma,
O mundo seria invadido de amor
E todo mundo viveria com paz n’alma,
Um dia vou até [Jacobina só para
colocar o meu amor na garupa
Eu irei amá-lo com toda a calma.
Quem dera se as guerras fossem de outro [jeito,
Se elas tomassem a forma de cantoria nordestina,
O mundo inteiro seria perfeito - e tomaria [jeito,
Todos viveriam com a boa fé do povo [sertanejo,
Fé que enfrenta a seca com vibração e beleza,
Porque ele vive o amor com doçura e grandeza,
Essas cachoeiras de [Jacobina parecem rendas,
Que provocam uma cobiça que não se explica,
Ouço cada barulho como uma sinfonia [cristalina.
Você fascina a minh’alma,
Dum jeito que me tira a calma,
Ninguém calcula como é;
Esse adocicado pertencer,
Você sabe que eu sou tua,
Eu nasci para você.
Em repentes alegres,
Pensamentos indecentes,
Aliciam para prazeres,
Inda mais atrevidos,
Resolvi trazer-te,
Para pertencer-te,
Do jeito que lhe convier,
Serei tua menina,
Posso ser a tua namorada,
Serei a tua moça,
Posso ser a tua amante,
E também a tua mulher.
Barrosa canta no terreiro,
Assim vou provocando,
Para te deixar queimando,
Aceso como um candieiro,
Os meus quadris sacolejo,
Para deixar os teus faceiros...
Posso ser cachoeira,
- posso ser o teu amor
Sou branca, negra, índia
e cabocla,
E tu nasceste para ser o
meu senhor.
De carmim pintarei
a minha boca,
Vou vestir-me com a
minha melhor roupa,
Para sair um pouco
da fazenda,
Quero que me leves
até João Pessoa.
E aqui no Sertão não
mais me prenda,
Porque amar pede
liberdade,
Não me faça nenhuma
reprimenda.
Quero que saibas que o
meu coração é teu,
Guarde isso de uma
vez por todas – aprenda.
Escrevo esses versos como quem faz uma oração,
Estou premeditando como ganhar o teu coração,
Desenho o luar com a espuma das ondas do mar,
É como uma certeza que tem vontade de escapar,
Ela não escapa porque está em nossas mãos,
Em nós tocou o milagre do amor,
Nunca mais vamos nos perder...
Custei a te encontrar,
eis o milagre do oceano de amar,
Com a danada da espuma do mar,
tenho feito poesia,
É o sinal que Deus faltava para me dar,
só para eu te amar,
Quando o amor acontece,
tudo muda, vamos até a Lua,
Nem a Lua escapa mais das nossas mãos,
O meu amor transformou a tua intenção em amor,
Surpresa para pegar a viola e enaltecer...
Acho que estou sonhando com os olhos abertos,
Hoje tenho o meu amor, você e um castelo,
E sonhos suficientes para falar para o mundo
que tudo está indo bem;
Quero te amar - e ser alguém para ocupar
cada segundo da tua vida.
Reluz de ti em mim um universo particular, e que
provoca a sede que tenho de te amar.
Você me atrai com um jeito tão manso,
- com essa tua carícia que é um oceano
Vou correndo como quem procura uma
Rede para se aconchegar,
- e desfrutar de um charmoso descanso,
Assim sou eu desfrutando do teu abraço...
Descortinando os teus segredos, lá vou eu...
Escolhi-te para meu amor, encanto e rima,
Você nasceu com o tom e a luz de Manaíra.
Amor tão grande, lindo e provocante,
Só podia ter nascido no Estado da Paraíba,
Terra de Ariano Suassuna e de Ronaldo Cunha Lima.
Ah, Senhor Coronel!... Eu sou a tua rolinha...
Nas areias do amor (da Praia de Manaíra),
Eu que sou mulher, voltei a ser menina.
Vamos!... Venha!... Espero que tenhas gostado
Dessa cantiga que surgiu dessa nossa conquista,
Vou cantando esse denguinho até o raiar do dia.
Podem vir dias com pouco sol,
Não temo, confio em nós;
Porque o amor canta
Como um rouxinol.
Temos bons motivos,
Para nunca sermos sós,
E para ficarmos a sós:
É a primavera em floração
Fazendo companhia
Faça chuva ou faça sol.
Através destas mil fotografias
Que também são poesias,
- vou laçando o seu [coração
Porque se ama com os olhos, com a boca
E também com o [coração.
Com amor o campo se faz florido
Independente de [estação,
Vou nos perfumando
E provocando mil caminhos
Até o pote no final do arco- íris,
Que é o seu carinhoso [coração.
Trazemos um conjunto de manias, taras,
Costumes, hábitos - e doces perfumes.
Um conjunto de intenções que aos olhos denuncia,
Desse pecado não quero me fazer remida,
Sou a verdadeira miragem que não se apaga,
Carrego a honra do meu corpo nu de mulher amada,
A minha pele ao sabor do teu prazer - cintila.
Em finas letras jogadas ao vento - da forma mais 'feminina',
Provoco-te em poesias porque leio o teu pensamento,
Sei que esse você está para surgir
Novamente a qualquer momento:
Por isso a minh'alma não está aflita,
Vou seguindo semeando versos
Neste infinito campo de tulipas.
Em profundidade e delicadeza,
Revelo-me como fina dama,
E como tua doidivana intensa,
Agarra-me com firmeza,
Coloquemos as cartas na cama,
E também na mesa - sutileza.
Porque o amor fino se fortalece
Com água-de-cheiro,
Doses de carícias,
Encontros de cinturas,
Beijos e ternuras;
O meu amor se faz renovado
Por tudo que te faz encantado.
Há uma escolha
Um caminho trilhado,
Não volto atrás!
Hei de te atentar
Com linhas de explícitas
Provocações;
Escondo neste recato
Todas as mais instigantes
[tentações]...
Com boa e doce desobediência,
Revelo-me assim: pomba mansa
Entre colinas perigosas, renda-se!
Agarra-me pois sou a sua única saída,
O teu único ponto de partida,
Faça-me a tua alternativa!..
Estou aqui para [ser]
O teu aconchego, refúgio e templo,
Juntos desafiaremos os [ponteiros,
Não iremos querer nem saber
O que vem depois,
Viveremos para nós [dois],
E nos entregaremos convictos: [inteiros].
O tempo é como o vento,
Um carrega o outro,
Na verdade, não se sabe,
Quem carrega quem;
Aconselho ires em busca
Do teu infinito bem...
A mente sempre ufana,
O coração jamais engana,
Vá atrás de quem você ama,
Não permita que o tempo
E o vento apaguem a chama;
Entregue-se para quem ama.
Não tenha medo de ir atrás da
[felicidade],
No fundo cada um busca ser amado
[em profundidade],
A vida é um moinho,
[todo mundo sabe],
Quem não é amado como merece:
pode acabar perdendo a
[identidade],
Ame, ame, ame... nunca é
[tarde]!...
Mesmo que tentem atentar contra
O amor que dentro de ti carregas:
Não abra mão, derrube as quimeras.
Seja mais poesia do que melancolia,
E mergulhe de braços abertos
No amor universal - semente celestial.
Um dia tudo se acerta,
Você encontrará a pessoa certa,
E sentirás o aroma da primavera,
Que sempre esteve a tua espera,
E se orgulhará profundamente
De ter feito valer a espera.
O teu beijo é a fonte que beija os bosques
- naturalmente me tens
Como o pasto se entrega para a chuva
- nada me detém
Sê meu, porque escolhi ser tua,
- por mais de mil e uma noites
E com todos os teus toques.
Irei me banhar na tua seiva
No primeiro ensejo,
Não escondo o meu desejo
à ti entrego-me toda,
Dou-te o meu melhor desvelo.
Se é maravilha o quê estou sentindo,
não nego, e revelo que maravilhada estou,
Por ti o meu coração brilhou e ainda brilha;
E ele continua brilhando,
desde o dia que elogiastes a minha escrita quando ainda ela era reduzida
à modestos e religiosos 'versos',
Provocaste-me os impulsos mais diversos...
Ainda me provoca a tal ponto que continuo
escrevendo como refúgio,
- escrevo para me refugiar dos outros, é claro!
Escrevo para estar mais perto de ti,
- insinuo
Sem nenhum pudor, desnudo-me para ti.
Nunca viste nada mais sem vergonha, creio
- com jeito de brisa e cheiro de mato
Um coração carinhoso e ensolarado,
- com a intensidade de uma queda d'água
E com um corpo pelando feito brasa,
Com versos e fluidez para descrever,
- o amor in natura
Que chamam até de loucura...
Não irei atrás de você,
Nada irei te cobrar,
Para lembrares sempre de mim,
Como um jardim em plena espera,
Vibrando pela primavera,
Que só o amor conserva.
Sempre voltarás correndo para mim
Porque o meu tempo é sempre ameno,
E o meu jeito é veramente sereno.
Porque se entregaste ao meu jeito,
Eu sou insaciável, viciante,
Como a flor que produz pólen,
Só para atrair a abelha,
Eu exalo uma aromatizante centelha.
Sou flor de alcaçuz,
Tenho perfume, cor e brilho,
Para povoar o teu espírito
Com o meu florir que seduz.
Ainda não conheceste bem a primavera,
Preparo-te todos os dias para ela,
Porque aqui sempre estarei de sentinela,
Aguardando de vez pela tua entrega,
Eu sempre estarei à tua espera.
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