Viva a Vida como se Fosse a Ultima
"Minha cabeça é como a de Nietzsche, igualzinha, no seguinte: entendo o mundo como ele é. Mas não consigo traduzir para as pessoas como o enxergo. Eu quis dizer, entendo conceitos, definições, lógicas, a realidade. Porém, ainda que eu escreva para tentar explicar, fica complexo, ambíguo às vezes. Não importa se dou a melhor definição de algo, para mim, está ainda faltando alguma coisa, mesmo que eu saiba o que quer dizer com precisão o significado de uma palavra por exemplo, na minha mente não cheguei no limite do que a palavra poderia significar. Talvez Nietzsche tenha ficado literalmente louco por não consegui fazer as pessoas entenderem como ele enxergava a realidade, eu, me contento com o desentendimento das pessoas sobre como vejo a realidade muitas vezes e creio que Deus seja real, Ele consegue sem esforço algum entender tudo que penso mesmo antes de eu no tempo ter pensado."
Meu desabafo - Sonhos Esmagados
Como esmagar os sonhos? Basta uma única palavra. Como poderei sonhar novamente? Essa é a pergunta.
Tantos sonhos quebrados por causa de uma única e esmagadora palavra, jamais imaginei que tamanha angústia pousaria sobre mim, tantos sonhos imaginados, tantos desejos a curto e a longo prazo pré-determinados, mas uma única palavra destruiu uma construção de anos.
Gostaria de voltar no tempo para não está naquele lugar, não ter que ouvir o que ouvi, queria voltar e não dormir, queria está dormindo para não ouvir, mas nem tudo que queremos podemos, quero apenas me abstrair, quero apenas continuar, quero cultivar aquilo que poderei comer, quero produzir aquilo que terei como gastar o mais breve, quando existir aquele que terei a quem deixar poderei produzir mais, nessa hora voltarei a ser feliz novamente.
Passou à época de dá flores, ninguém sente mais o cheiro das rosas, os enamorados não são como antes - românticos, não se presenteiam mais com rosas, as senhoras dormem em silêncio com o caixão com cheiro de flores.
- Quero outro cheiro, cheiro de flor e de rosas, cheiro de amor.
canto em qualquer canto a felicidade
de um amor que sequer ama de verdade
como um pássaro a voar em liberdade
a última lágrima tortura a alma
e hoje só resta a tal da saudade.
eu queria, eu queria, tanta coisa que Deus me disse que não tinha como, aí eu me conformei com que eu era, um pobre advogado do interior...
Vou dizer palavrões não como meu oponente quer que eu faça para se vangloriar, mas com a singeleza de uma vulgaridade tímida, como explica Sigmund Freud, colocando a obscenidade "por debaixo de uma aparência inocente".
às pessoas, pois falar das pessoas é algo sem melodia e sem poesia, o que nos resta como pessoas que somos é nos vencermos e aos outros enfrentá-los, para sermos o sublinhamento invisível de nós mesmos, o homizio do estranhamento que existe em nós e que nos fazem grandes e verdadeiras pessoas...
olhares submersos nas cores hipnotizantes do "pavão misterioso", é como morrer e abrir os olhos querendo ao mesmo tempo voltar para o sonho na escuridão do mistério... apostando a sorte na "brincadeira" dos panteras...
como queria correr para o além, perdido em estradas sem fim, e quando estiver cansado, quando passar o brumo, encontrarei minha mãe e no seu colo chorar minhas dores, enxugar as minhas lágrimas, meu alento e sol aos poucos dentre as nuvens vai surgindo e o caminho se abrindo ao encontro da felicidade...
O som parece um banda tocando em rua estreita, exageradamente, é como meu amor que sobejo por ti, amor jogado e só sobras, há uma estruição de meu amor e você ainda rir...
Somos eternos enamorados e o nosso amor é mais intenso a cada dia como o sol esplendoroso que aquece o horizonte e como a noite de luar que cintila nossos abraços em um denso véu de estrelas. O tempo ainda sopra favônios perfumados em nossos olhares sedentos e sobre o nosso sorriso inocente. O nosso beijo tem o mesmo sabor da primeira vez que meus lábios se encontraram com os teus,a nossa música é a mesma canção que começa e termina cantando, eu te amo...
O sabor da solidão é como de uma criança sem vizinhos para brincar e depois de uma chuva saí na rua e no horizonte ver um arco-íris que aos poucos vai sumindo de sua visão mas as cores cintilantes permanecem em seu coração.
Grandes amigos são sempre grandes amigos, mesmo distantes em caminhos diversos.
É como a chuva que cai no oceano e se torna as mesmas ondas e imponência, mas que é um oceano preenchido pela água da chuva que um dia se encontrou com o mar. Os grandes amigos nunca morrem, estão vivos na alma!
Caro amigo,
Como dizia os conservadores cardeais italianos na década de 50 - "com o coração dançando no peito", o exorto no crepúsculo de 2021 com a mesma nostalgia, como se o coração dançasse em meu peito, para que no ano vindouro, você retire os seus sonhos do campo imaterial das ideias e os concretize na práxis racional da realidade, uma aparente inversão da metafísica aristotélica, e que seus dias sejam felizes, pois as lágrimas vão vir fragilizar a sua alma mas o seu sorriso será farto e tudo renascerá em 2022.
Com afeto,
Geraldo Neto.
Às 18h do último dia de 2021.
E as noites estavam iguais,
como todas as noites iluminando vésperas,
de uma madrugada a fio.
E tudo estava deserto, feito sol de meio dia,
a cidade estava tímida diante do luar,
e as luzes faziam sombras,
tudo muito estranho e incomum,
e de repente você me beijou,
mas o céu já estava amanhecendo,
como todos os céus sem estrela, sem lua,
e no deseto de nós mesmos,
partimos sem adeuses,
estranhamente.
Mas depois o sol amanheceu,
e tudo virou amor novamente,
mas só amor,
estranhamente.
O sol amanhã será esplendido como o alvorecer. E as coisas vão fluindo como o orvalho que pela manhã enobrece os restos de algua coisa que morre, o que é vivo, morre.
E no horizonte os pássaros açambarcavam o infinito,
Como no beijo dos enamorados em plena lua de mel,
Nas delicadezas que se jogam ao léu,
No beijo enterno sonhado em um manuscrito.
Hoje é o dia de pegar os restos de poesias e todos os rabiscos inúteis, beijá-los como se estivesse beijando uma flor e jogar para um público qualquer...
Há momentos em nossas vidas que entramos num estado de sono profundo, como um vulcão desativado, sem vida mas derrepente, um abalo sísmico desencadeia fazendo o vulcão adormecido voltar a vida, com força, intensidade e entusiasmo e quando ele acorda nada mas pode detelo nem barreiras, muros, pedras, tempestades, por onde passa a sua presença e notória, acordou aquele que todos achavam que tinha morrido.
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