Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Nessa jornada, não raro somos surpreendidos por ideias e pensamentos aleatórios. Como artista, damos demasiada importância às emoções. Pego-me falando alto sobre mim, sobre meu estado de espírito, sobre desconfortos diante de muitas coisas que, para os outros — pessoas com quem convivo — não têm a menor relevância.
Coisas como mau humor. E penso sobre mim com ares de soberania, como se de fato acreditasse que ser artista fosse algo superlativo, especial, distinto dos outros animais que habitam entre os homens. Não somos importantes — não, nem um pouco relevantes na cadeia hierárquica da sobrevivência.
Meu gato, com certeza, é mais especial do que muita gente. Ele é sensível, estranhamente contemplativo. Agora mesmo o vejo na janela, observando os aviões passarem sobre nosso prédio. A visão é encantadora. Ele reage sem espanto, sem constrangimento, apenas percebe.
Quão pequeno é o reino animal — e como o avião, talvez para ele, seja um deus: algo intocável, visto de longe como belo, espantoso e real.
Acredito que o bom escritor, o poeta, o artista como um todo, precisa ter vivido uma outra realidade. A realidade dura da vida, da busca pelo sustento, o sofrimento, a tragédia, a pobreza, sim, necessariamente a pobreza. Observando os grandes espíritos, as grandes personalidades, percebe-se que todos aqueles que conseguiram chegar a um patamar alto no que diz respeito à sutileza, à beleza, à singeleza, à sublimidade da arte em sua essência, são pessoas desse tipo.
Fernando Pessoa carrega uma tragédia pessoal, uma esquizofrenia consciente. José Saramago traz a luta ideológica, o contexto social de pobreza, a perseguição e a fuga.
No meu caso, a tese não é teórica. Perdi meu pai aos onze anos e fui trabalhar como pedreiro com um tio, na Bahia. Isso não é metáfora, é biografia. Está contado em dois livros meus, Eis um Homem e A Morte do Meu Pai, sendo este o mais recente.
Observando o outro lado, o contraste se impõe. Oscar Wilde viveu na orgia intelectual, cercado de conforto, exagero e facilidades próprias de uma elite privilegiada. Enquanto viveu nesse ambiente, não produziu nada de essencial. Foi apenas quando foi preso que escreveu seu verdadeiro livro, A Balada do Cárcere de Reading.
Artistas atuais, não me venham com o argumento de que é o dom que faz a arte. É a existência que faz o artista e, consequentemente, o artista produz a arte
Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.
Combater o crime organizado sem enfrentar a corrupção é como trocar a maquiagem da podridão.
Benê Morais
Muitos docentes nas universidades encaram o nome de Jesus não como uma mensagem de esperança, mas como uma intrusão dogmática que desafia o absolutismo da ciência e do pensamento secular.
O ceticismo professoral muitas vezes funciona como uma armadura impenetrável contra a graça, rejeitando de antemão a alegria de viver que brota de um coração reconciliado com o Criador.
Que tipo de monstro criaria um universo como o nosso só pra ver as pessoas sendo dilaceradas pela vida e pelas próprias emoções?
- Marcela Lobato
"Ninguém é como Deus, nem Cristo ousou se comparar ao Pai, quando Ele disse, Eu e o Pai somos um, Ele não disse Eu Sou o Pai, mas sim, quem vê a Mim, vê aquele que me enviou"
- Quem lê entenda.
"Deus é como a sua sombra, é sua imagem e semelhança, porém, Ele só aparece quando você esta sob à luz!"
Faça o bem sempre que poder, porque Deus tende a abençoar,
não como uma barganha, mas
como um modo de dizer, quem
prática o bem, me tem dentro de si"
O pobre e o rico tem o mesmo problema, o dinheiro!
O pobre pensa em como adquirir, o rico em como proteger!
ALGUÉM ME PERGUNTOU COMO ENCARAR A VELHICE, JÁ QUE TODOS ENVELHECEM. ESSA FOI A MINHA RESPOSTA...
"NEM TODO MUNDO QUE NASCE, CRESCE. NEM TODO MUNDO QUE CRESCE, ENVELHECE. JÁ OUVIU AQUELA FRASE QUE JESUS DIZ SIMBOLICAMENTE "NÃO SABEIS O DIA E NEM A HORA EM QUE O FILHO DO HOMEM HÁ DE VIR?" ENTÃO, ESSA É UMA METÁFORA QUE NINGUÉM PRESTA ATENÇÃO. A MORTE, ELA NÃO ESCOLHE IDADE! MUITAS VEZES, A PESSOA ACHA QUE VAI ENVELHECER E VAI EMBORA BEM ANTES POR ALGUM MOTIVO. DOENÇAS, ACIDENTE, DESASTRE... NÃO TENHA MEDO DISSO. QUANTOS ANOS VOCÊ TEM HOJE? QUANTAS PESSOAS COM IDADE INFERIOR VOCÊ CONHECIA QUE JÁ PARTIRAM ANTES DE VOCÊ? EU CONHECIA MUITAS. POR ALGUM MOTIVO, APESAR DE TER TIDO FALÊNCIA DE ÓRGÃOS, PASSAR POR DUAS CIRURGIAS DE EMERGÊNCIA E AGORA MAIS 3 CIRURGIAS, ESTOU SENDO POUPADA. EU NUNCA RECLAMEI DE NADA. NEM MESMO DA DOR. EU SEMPRE AGRADECI POR VIVER UM POUCO MAIS. FUI SALVA, PORQUE QUANDO SOMOS GRATOS, INDEPENDENTE DA DOR OU SITUAÇÃO, O CRIADOR MOVE O MUNDO POR NÓS. EU NÃO TENHO DINHEIRO, NUNCA TIVE. MAS, MUITAS PESSOAS FORAM USADAS PARA ME AJUDAR NO MOMENTO EXATO. A IRONIA É QUE EU MESMO MORRENDO, EU NÃO FUI. UMA GAROTA AQUI PERTO, SAUDÁVEL E COM UMA VIDA PLENA, FOI DAR UMA VOLTA DE MOTO, E MORREU DE ACIDENTE. A GENTE NÃO CONSEGUE ENTENDER CERTAS COISAS. PORÉM, NADA É POR ACASO. SABE, A VIDA É UM PRESENTE! ELA É UM PRESENTE E TUDO O QUE PRECISAMOS PARA VIVER, TEMOS AQUI. NÃO PRECISAMOS DE MUITO, PRECISAMOS DO BÁSICO. ROUPAS PARA VESTIR E O QUE COMER, NEM SEMPRE TEMOS SAÚDE, NOSSOS CORPOS SÃO FRÁGEIS. SOMOS ESPÍRITOS NELES, POR ISSO, SOFREMOS POR IGUAL. TUDO AQUI É EMPRESTADO. NADA NOS PERTENCE. OUTRA COISA, NÃO QUEIRA O MUNDO, QUEIRA APENAS VIVER O HOJE, COMO SE NÃO HOUVESSE O AMANHÃ. O AMANHÃ NUNCA NOS PERTENCEU. SEJA FELIZ, INDEPENDENTE DE QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. GRATIDÃO ACIMA DE TUDO, MESMO PELOS PEQUENOS DETALHES DA VIDA. NÃO SEI QUEM É VOCÊ, MAS SÓ EM EXISTIR E RESPIRAR, JÁ É UMA DÁDIVA. TODOS ESTAMOS AQUI, PARA APERFEIÇOAR O NOSSO EU. QUE É O ESPÍRITO. POR ISSO, PASSAMOS POR COISAS TERRÍVEIS. ESTAMOS SENDO MEDIDOS E OBSERVADOS. SAIBA SEMPRE DISSO. NÃO SE PREOCUPE COM A VELHICE, POR VEZES AS RUGAS SÃO NOSSAS MAIS DURAS EXPERIÊNCIAS, QUE NINGUÉM OUSA CONHECER. UM ÓTIMO DIA!!"
07:55 28 de agosto de 2026
Como não observar o passado, ver que nossa trajetória juntos é uma dádiva doada por Deus, é ele quem nos concede o sopro e o tempo de vida. Lembrar os momentos de apoio de incondicional, refletir sobre à solidariedade, o firme propósito do companheirismo, os segredos guardados no incrivel compromisso de guardá-los para eternidade, nossos risos fáceis de se realizarem, estes ficaram presos em nossos corações, saber que poderei contar com cada um de vocês já enche meu coração de carinho e felicidade.
Boas festas hoje e sempre!
"Eita Macapá, eis a capital do meio do mundo, tu te revelas como um tesouro amazônico de belezas singulares. Mais do que uma cidade, é um convite a sentir a grandiosidade da natureza que a abraça. Seu litoral, surpreendentemente banhado pelas águas doces e imponentes do rio Amazonas, é um espetáculo à parte. Não são ondas salgadas que beijam a areia, mas sim a força e a vida do maior rio do planeta, trazendo consigo a energia da floresta, tenho que falar que temos um nascer do sol de tirar o fôlego, pintando o céu com tons vibrantes que só a Amazônia pode oferecer. Macapá tu és a fusão perfeita entre a urbanidade e o coração pulsante da floresta, onde a cultura e a natureza dançam em perfeita harmonia, como eu te ano Macapá."
Feliz aniversário
Fábio Alexandre
Estaudando
Como ja dizia São Clemente.
"Para encontrar Deus , olhe
para a beleza da Criação
ao invéz de examina- la
mas, olhe com os olhos de
uma criança"
"DEUS é necessario como pão
Leve como as borboletas
Rapidido como o vento
Profundo como o mar"
Frei Clemente
O medo é como a tentativa inútil de segurar a água com as mãos; mas, se acompanhar o seu movimento, encontrará o seu destino.
🌊 — O fluxo da realidade.
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