Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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O poeta é um ser múltiplo,
amorfo como a névoa
antes de ganhar forma no horizonte.


Vive em permanente desintegração,
como estrela antiga
que se desfaz em luz.


E, no entanto,
recompõe-se em silêncio
num outro organismo,


um corpo de palavras
que respira além da carne,
um corpo poético
que transcende
a breve matéria do seu criador.


✍©️@MiriamDaCosta

Assim como a aquarela confia na força transformadora da água,

eu confio na natureza fluida do tempo
e aceito trabalhar minha evolução com ele,
e não contra ele.
✍©️@MiriamDaCosta

Com qual régua da moralidade Trump classifica o Irã como regime?
Quando ele mesmo governa os EUA com regime repressivo que persegue, detém e silencia.


Com qual régua da moralidade Trump define a condição das mulheres iranianas ?
Quando sobre ele mesmo pairam acusações de envolvimento de tráfico, comércio e abusos sexuais com moças e crianças.


Com qual régua da moralidade Trump acusa o Irã de censura?
Quando seu próprio governo manipula e utiliza a informação em escala digital?


Com qual régua da moralidade Trump fala em negociação democrática?
Quando o seu primeiro ato é ameaçar, atacar e eliminar?


Com qual régua da moralidade Trump profere a democracia?
Quando ele mesmo desrespeita a Constituição Americana e as Leis e os tratados internacionais?


Com qual régua da moralidade Trump diz defender a liberdade?
Quando ele mesmo governa pelo medo e ameaças a 360°?


Com qual régua da moralidade as Nações Européias , aliadas aos EUA, defendem o que não tem defesa e nem nunca terá?
Quando elas própriasdesde sempre, hipocritamente, negociam, comercializam e lucram em cima das guerras made in USA?
✍©️@MiriamDaCosta

É o seu dever como homem de caráter não se assentar na mesma que pilantras.

Biografia: JOSÉ María FERNANDEZ COLAVIDA.
Por sua meritória atuação é conhecido como o "Kardec" espanhol.

PIONEIRO DO ESPIRITISMO ESPANHOL.

Nasceu em Tortosa, província de Tarragona, em 19 de março de 1819. Lutou nas guerras carlistas, nome que se deu a três guerras civis que tiveram lugar na Espanha, entre 1833 e 1876, e nas quais distinguiu-se por sua valentia e humanitarismo, alcançando a patente de Coronel. Em conseqüência de tais conflitos, emigrou para a França, onde estudou e aprendeu, com perfeição, o idioma desse país.

Ao regressar a Barcelona, contrai núpcias com Ana Campos, jovem dotada de surpreendentes faculdades mediúnicas. Conhece a Doutrina Espírita em 1860, lendo em sua versão original francesa, Le Livre des Esprits que lhe ofertou o capitão da marinha mercante, Ramón Lagier y Pomares.

Previamente havia conhecido e praticado o magnetismo, guiando-se pelos ensinamentos de Du Potet e outros magnetizadores franceses. A impressão que lhe causou a leitura de O Livro dos Espíritos, do Mestre Allan Kardec, peça fundamental do pensamento espírita, foi muito grande e, de imediato, começou sua tradução para o espanhol, que viria à luz pública em 1861. Assim, então, tem Colavida a honra e o mérito de ser o primeiro tradutor das obras de Kardec em idioma espanhol.

Em 1869 fundou a Revista de Estudos Psicológicos, da qual foi seu diretor e redator durante 20 anos. Criou a "Sociedade Barcelonesa propagadora del Espiritismo" e estabeleceu na capital de Cataluña, a primeira Livraria Espírita. Dirigiu o Grupo Espírita "La Paz" .

Foi designado Presidente de Honra do "Primeiro Congresso Internacional Espírita", celebrado em Barcelona, em setembro de 1888.

Têm sido altamente reconhecidos e valorizados seus estudos e práticas nos campos de hipnotismo e magnetismo. Realizou experimentos com a regressão mental, apresentando uma metodologia rigorosamente científica, de grande utilidade com evidência favorável à reencarnação, antecedendo os conhecidos trabalhos de Albert de Rochas,na França.

Por sua meritória atuação conhecem-no como o "Kardec" espanhol. Desencarnou em Barcelona, em 11 de dezembro de 1888.



Os Espíritas da Espanha e América custearam seu mausoléu no Cemitério de Montjuic, colocando, ali, uma significativa lápide de 1,80m de altura por 0,80m de largura, na qual se lê a seguinte inscrição:



*Nascer, morrer, voltar a nascer
e progredir sempre
tal é a lei.
Allan Kardec.

* Obs. NOSSA: Aguardamos a confirmação sobre o verdadeiro autor dessa sublime frase,pois que em várias obras biográficas sobre Allan Kardec variam sobre o autor, exemplo: A Trio Bibliografia elaborada muito bem à sua época por Zêus Wantuil e Francisco Thiensen.

Nem a existência, nem o trabalho,
nem a dor, concluem onde começa um sepulcro.
Marietta.

Aqui jaz o envoltório corporal de um homem honrado que em sua última encarnação terrena foi JOSE MARÍA FERNANDEZ COLAVIDA.
1819 - 1888.
Primeiro tradutor e editor das obras de Kardec e fundador da Revista de
Estudios Psicológicos de Barcelona, e a cuja memória os Espíritas da Espanha e América dedicam este testemunho de
apreço e gratidão.

OUTRAS OBRAS.

_RUMO A DEUS PELO AMOR E CIÊNCIA.
_Imortalidade da alma.
_Comunicação espiritual.
_Progresso indefinido
_Pluralidade de mundos habitados.

_Em Espírito sua Obra do ano 1870.
*O INFERNO ou A BARQUEIRA DO JÚCAR.
Médium: Áquino.

Primorosa novela mediúnica,recebida em Barcelona, Espanha. ''A barqueira do Júcar'' é uma jovem que, mantendo a pureza de sua alma, entre inimigos conluiados para perdê-la, serve de instrumento à ação do Espírito do próprio pai, empenhado em defender e subtraí-la, às garras da mais abjeta materialidade de criaturas inclinadas ao mal. Urdindo um enredo de intensa dramaticidade, os episódios se entrelaçam de forma tão surpreendente que o leitor não pode imaginar qual será o desfecho. Revela-se notável obra de educação moral e projeta luzes esclarecedoras sobre as consequências espirituais de nossas ações na Terra.

Oh céus!
Como isso é deplorável!
Sentir teu cheiro,
Falar contigo,
E mesmo assim...não poder ti abraçar...
Será que ainda é só o começo?
Ou será o fim?


Tento tomar coragem, mas os céus não permitem nossa união?
Seria uma visão equivocada minha?


Mas isso me consome por dentro...
Espero por sua mensagem...nada
Procuro não me redimir a isso...
Um dia vai passar, e só ficará memórias.


Há! se um dia pudésse sentir o toque da minha mão na sua, eu seria a pessoa mais feliz deste mundo...
Mas isso é difícil de ocorrer, como se em minha mente...não houvesse possibilidade...do nosso sentimento
ser correspondido.


Seria melhor te esquecer?
Esquecer dessas memórias?
Onde está sua preocupação?
Seria melhor parar de regar essa flor e cortar suas raízes?


Fico no aguardo...esperando você me corresponder...

Como é milagroso termos um amanhã, nós só percebemos que é milagroso quando o amanhã não chega mais...


Por que somos todos tolos e só percebemos a preciosidade das coisas depois que a perdemos.

Se um idoso africano morre, é como incendiar uma grande biblioteca.


—Amadou Ampâté Bâ

Olhos castanhos


Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...


Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,


Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.


Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...




Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos

Por trás da porta

Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.

“A esperança sempre nos visita de manhã, mas logo nos abandona ao anoitecer.” Como Sísifo, todos os dias voltamos ao recomeço.
―Evan Do Carmo

“Somos como espelhos, ninguém está imune à luz ou às trevas que recebe, haveremos de refletir perfeitamente o que nos for oferecido. O que for além disso é doutrina falível.”

Os homens são como os animais, cada homem ou grupo se identifica e é atraído pelo cheiro que lhe é peculiar.

A que animal te assemelhas, a que grupo pertences?
Aos abutres, às hienas, "políticos e religiosos," sindicalistas, associações, agremiação e grupos afins, que vivem a comer carne podre de animais mortos?

Ou pertences ao grupo de espíritos criadores: Arquitetos, professores, construtores, artistas de toda sorte, poetas, escritores, fazedores do amanhã, às abelhas laboriosas da esperança?

Evan do Carmo

O sábio não reage aos estímulos imediatos, como faz o animal primitivo. Ele filtra toda boa intenção, seja de amor ou de ódio, de repulsa ou elogio.

⁠Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.

⁠O casamento feliz, o ideal, o almejado por muitos, segundo Nietzsche, seria como uma prisão perpétua, mesmo assim poderia dar certo; desde que prisioneiro e carcereiro se amem a ponto de tornar a convivência possível e harmoniosa.

⁠Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.

Sobre a Vaidade da Sabedoria

A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.

É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.

Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.