Viva a Vida como se Fosse a Ultima
Entre o Sim e o Não
Quando o “não” chega ás nossas vidas, como anunciá-lo ao coração e fazê-lo compreender? Como explicar a quem sempre teve o “sim”, nas mãos que, às vezes, o não é a única opção.
ÀS VEZES LOBA...
Como uma loba
às vezes libero
num uivo híbrido
minhas emoções
mais funestas no ar
e na total escuridão
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
apenas o esplendor
do luar…
BARQUINHO DE PAPEL...
Desilusões e emoções subalternas que vem e vão.
Como ondas?
– Sim! E navegam em pensamentos loucos e oscilantes…
Onde?
- Em alto mar onde meu coração é o barquinho de papel sem comandante…
E se naufragar?
- Não vai! Minha alma é o leme dessa minha vida errante…
Nem tudo que quero pode ser bom pra mim, assim como tudo que tenho não necessariamente tenha que ser bom pra mim.
Nossas vidas são como carretéis de linhas numa caixa de costura, cabe a nós costurar os remendos de nossa sina, o problema é encontrar os retalhos de outrora...
O VOO DO SER
(Entre o sopro e a luz)
Sou como uma nuvem passageira,
Sem forma fixa, sem peso ou chão;
Voo livre que separa o tempo
da finitude.
Nesse toque divino me desfaço,
Desprendo-me das amarras de quem julguei ser,
Deixando o ego perdido
Para um novo sentido poder florescer.
E finalmente, dentro dessa luz, me encontro,
Pois no ponto mais alto me liberto
Dessa impermanência no infinito.
Lanço um suspiro ao campo estelar que sorri para mim,
No sopro que acabo de soltar.
É nos dedos de Deus que me encontro,
Como um verso escrito em pleno ar,
No silêncio que desata esse nó da existência
E me ensina o segredo de apenas estar.
Lu Lena / 2026
BARCO DE PAPEL
Desilusões, emoções que vêm e vão.
Como ondas?
Sim! Em pensamentos abstratos como papel.
Onde?
No mar, o coração é o barco sem comandante…
E se naufragar?
Não vai! Minh'alma é o leme nesta vida errante.
Lu Lena
MISTÉRIO EM OFFLINE
Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.
Lu Lena / 2026
NUVEM PASSAGEIRA
(A arte de observar sem reter)
O passado é como uma nuvem passageira: simplesmente observe e deixe passar. Não fique muito tempo retendo essa visão, pois pode desabar em temporal. Feche o guarda-chuva. Essa tempestade já passou!
Lu Lena / 2026
A CONFISSÃO DA NOITE
(O uivo das sombras internas)
Como uma loba,
às vezes libero,
num uivo híbrido,
minhas emoções
mais funestas no ar.
E na total escuridão,
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
Resta o esplendor
do luar.
Lu Lena / 2026
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
Viver o luto de entes queridos é como ser uma alma flutuante em um corpo oco
— totalmente sem direção.
Lu Lena / 2026
A CHAMA QUE NÃO SE APAGA
Quem trata a esperança como vela morre no escuro; ela tem que ser incêndio para que ninguém ouse chegar perto e tentar apagar.
Lu Lena / 2026
LONGE DE PERTO
(O paradoxo do voo)
Impressionante como, muitas vezes, voamos tão longe e, absurdamente, não conseguimos pousar em lugares tão perto.
Lu Lena / 2026
ALÉM DA ARMADURA
(Como o perdão e a gratidão se reconectam)
O perdão busca consertar um erro do passado, enquanto a gratidão celebra um vínculo no presente. Dessa forma, de maneira genuína, você despe sua armadura e reconhece que o outro agora faz parte da sua história.
Lu Lena / 2026
Lembranças do passado é como rodar disco de vinil na vitrola, às vezes a agulha arranha de rodar sempre na mesma faixa...
Soneto de Amar-te!
Amo-te, não como o céu ama as estrelas ou como o sol ama a lua. Mas, amo-te, como um eterno apaixonado que ama a sua amada;
Amo-te, não como um rio que sumiu no oceano. Mas, amo-te, como um rio que se adentrou nas profundezas do amor;
Amo-te, não como um viajante. Mas, como um passarinho que de tanto amar, jurou amor;
Amo-te dentro de uma imensidão de infinitas cores que se misturou e produziram o teu aroma e sabor.
“Suas curvas são como as curvas de um rio composto de águas serenas, mas que ao ser tocada provoca calafrios e arrepios...
Seu olhar é um olhar de menina e ao mesmo tempo de uma mulher. Olhar doce, sereno e macio, misturado a um olhar firme e forte de quem sabe o que quer. Olhares que se misturam e formam uma menina-mulher, que quer ser amada e tocada. Tocada na alma e não apenas em seu corpo...
Seu aroma é como o aroma de um café saindo na manhã de um domingo chuvoso, aroma que penetra os poros e que arranca suspiros...
Como és linda. Dona das mais lindas curvas e do olhar mais firme e doce que os meus olhos já viram, como não te amar e não te enamorar?
Ah se tu soubesses o quanto eu te enamoro, me deixaria beija-lá até despir a tua alma.”
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