Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Seja raro pelo que habita dentro de você.
Pela forma como enxerga o mundo,
como trata o outro, como permanece luz
mesmo em dias nublados.
Tem gente que brilha por ostentação.
Mas há aqueles cuja luz vem da alma,
e esses, ah… esses são inesquecíveis.

Contra a Corrente


No tempo em que tudo escorre,
em que laços se desfazem como névoa
e palavras duram menos que um clique,
há quem fique.


O mundo ensina a ir embora.
Ensina a trocar,
a substituir,
a não insistir.


Mas dois passos seguem no mesmo ritmo
sobre a calçada da realidade.
Sem espetáculo.
Sem promessas gritadas ao vento.


Apenas presença.


Braço que envolve.
Mão que permanece.
Silêncio que entende.


O amor, quando amadurece,
deixa de ser chama inquieta
e vira brasa firme,
aquecendo sem alarde.


Num mundo líquido,
permanecer é rebeldia.
Caminhar junto é resistência.


E enquanto tudo ao redor se dissolve,
há quem transforme o tempo
não em desgaste,
mas em raiz.

A pele negra é quente…
quente como a terra que guarda o sol mesmo depois do entardecer.

É quente de história, de resistência, de memória que pulsa.
Carrega a ancestralidade de um continente que ensinou o mundo a dançar, a lutar, a sobreviver.

É quente porque não é ausência de luz,
é excesso de vida.
É cor que abraça, que envolve, que acolhe.

A pele negra é quente como abraço demorado,
como tambor que vibra no peito,
como raiz que não se curva ao vento.
E quem aprende a enxergar além da superfície
descobre que essa temperatura não queima,
aquece.

"Procuro alguém que me olhe como eu olho para o cardápio de uma boa pizzaria."

⁠Seja independente no mundo onde os homens só veem as mulheres como uma figura materna.
Seja paz onde a maldade predomina.
Seja luz onde a escuridão é lá no fundo do túnel.
Seja paciência onde o ignorante levanta a voz.
Seja esperança no mundo em que os sonhos são destruídos.
Seja amor onde o ódio tem domínio.
Seja você.

"Que tenhamos o silêncio como melhor amigo.
Mas nunca o tempo algoz."

Se eu não me entendo, como vou entender os outros.

"Como o ferro afia o ferro, assim o homem afia o rosto do seu amigo." (Provérbios 27:17)


Essa passagem diz exatamente isso: ninguém se aperfeiçoa sozinho. É no encontro com o outro, na troca, no atrito construtivo da convivência, que nos tornamos melhores.


Cada reunião, cada palavra ouvida com atenção, é uma pedra a mais no Templo que construímos juntos.


A gratidão por aprender com os Irmãos é, no fundo, o reconhecimento de que a sabedoria não mora em um só homem.


Ela circula entre aqueles que têm humildade para ouvir.

Dói o grito que sufoca, a vontade que se desfaz como cinza entre meus dedos. Então eu me ajoelho diante do céu e chamo por Deus, imploro por uma saída, por um sinal, por qualquer respiro, mas em noites como esta, parece que Deus apagou meu nome do livro divino, parece que minha voz não atravessa o silêncio do firmamento.
E eu fico aqui sozinho tentando acreditar que Ele ainda me escuta e, totalmente perdido, tento manter a fé.

Acho que voar deve ser exatamente como me sinto quando estou com você.
Como sentir a brisa tocar o rosto enquanto o coração dispara com a adrenalina da altura.
É uma mistura estranha e maravilhosa de medo e alegria
medo da imensidão do que sinto,
e alegria por simplesmente poder viver isso ao seu lado.
Talvez seja como subir cada vez mais alto,
ignorando a distância, os limites…
e até mesmo a própria razão.
Amar você também se parece com mergulhar.
Porque quanto mais fundo eu vou,
mais bonito tudo se revela.
Estar ao seu lado me faz sentir escolhido para viver algo raro,
algo que parece não ter fim.
Como se, por um instante, o tempo deixasse de existir.
É um sentimento tão bonito o que sinto por você
mas mais bonito ainda
é saber que você me permite senti-lo.

Ninguém consegue adivinhar como vai ser um relacionamento, às vezes pode dar certo ou não.
O que vale é a experiência, então analise bem com quem você está.

Viver com Deus é a melhor decisão, pois Ele nunca vai te abandonar e Ele vai te ensinar como viver bem neste mundo mal!

As perguntas escapam como folhas ao vento;
Eu tento alcançá-las com mãos frívolas.
Cada passo só revela caminhos que não conheço;
Resta-me caminhar dentro do próprio caminho.

"Você não precisa investir em Design, assim como sua empresa não
precisa ter Sucesso."


- Mônica Fuchshuber -

Somos como as nuvens que navegam no mar do céu. Nos despedaçamos, nos unimos, nos tocamos. Dançamos, sacudimos, nos chocamos. Ficamos cheios de mágoas e depois choramos. Como os trovões gritamos e como os raios, ferimos. Como as tempestades, nos revoltamos. Passada a tormenta, nos entregamos a este azul infinito, indecifrável, irredutível, que é o oceano da vida. Somos empurrados pelo vento, o destino que não controlamos. Reféns do tempo nos desmanchamos. Para o nada, para o temido nada, simplesmente ao nada, retornamos.

“Dentro de mim há um oceano de lágrimas, como o mar, nunca transborda, nele que me afogo.”

Existe dias que nós sentimos como pontos pequenos nessa imensidão do espaço, como pequenos grãos de areia acalorado pelo sol, somos tão passageiros quanto uma brisa, somos um bloco de gelo numa nevada, um monte avelhantada, somos a mata e o arvoredo, e a importância um vão, somos apenas parte de um nada e de um todo, e de muito.

Não desista!!! Persista!!!As dores,físicas, mentais, emocionais, podem ser como tempestades que cegam os olhos e pesam nos ombros, mas nenhuma chuva é eterna. Pessoas ruins, situações ruins, falhas e tropeços não são muralhas, e elas não te definem, não te definem, NÃO TE DEFINEM! são apenas pedras no caminho. E cada pedra, por mais áspera, guarda em si a possibilidade de se tornar degrau. A vida não é um ciclo que aprisiona, não é roda que te obriga a voltar ao mesmo ponto. Ela é linha reta, contínua, aberta. Você não está preso ao ontem, e não precisa estar, você caminha. Cada passo, mesmo pequeno, é escolha. E a ESCOLHA de CONTINUAR é sempre uma vitória. Caminhe. Continue. Não desista. Porque o caminho não termina enquanto você não decide parar. E enquanto houver respiração, há direção.

Há em mim um corpo que soa como uma casa alugada, as paredes sussurram em tons frios, o chão tem gosto de despedida, e cada passo ecoa como se eu nunca tivesse chegado, prisioneira de uma liberdade que só existe do lado de fora da minha própria pele, ou de dentro ? e, ainda assim, insisto em florescer no escuro, mesmo quando o mundo não me oferece nem a luz mínima para provar que existir não deveria doer tanto.
Então sigo… como quem tateia o invisível com mãos cansadas, tentando decifrar se sou eu que não caibo no mundo ou se é o mundo que me veste como um erro de medida, porque há dias em que respirar tem textura de ferrugem e o tempo escorre lento, espesso, quase audível, como se cada segundo me arranhasse por dentro. E nesse exílio, onde até o silêncio pesa, descubro que o abandono mais cruel não é o do outro, mas o meu mesmo, quando me acostumo a não pertencer, quando a minha própria alma aprende a falar baixo para não incomodar. Mas há também uma espécie de teimosia em mim, não como esperança clara, mas como uma lembrança tátil de que, talvez, existir não seja encontrar um lugar pronto… e sim suportar, com coragem, o desconforto de ainda estar se tornando.

A Iguaria do Abismo


Provei do cálice sem aviso,
como quem aceita um veneno por engano.
Não era morte o que ali estava,
mas uma mutação que não aceita plano.
Fui invadido por essa substância estranha
que agora corre onde antes era apenas sangue.
Dizem ser lenda, chamam de platônico,
falam que o que sinto é fumaça ou ficção.
Mas como pode ser nada, se pesa tanto?
Como pode ser vento, se me aperta a mão?
É real como a lâmina, como o corte vivo,
que se deixado ao relento, faz sangrar o chão.
Carregarei esse gosto para além do tempo,
em bagagens que a carne não pode segurar.
É um nó cego feito de seda e de espinho,
que não me solta, nem me deixa desatar.
Pois na doçura que cura e no amargo que fere,
descobri a verdade que o mundo ignora:
a vida, sem provar desse perigoso banquete,
seria apenas um relógio contando a hora.
Que sabor teria a existência, afinal,
sem essa iguaria que nos devora?