Viva a Vida como se Fosse a Ultima

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Se a Páscoa é renascimento, então, faça como o Cristo nos ensinou e deixe morrer o ego vaidoso de sua máscara de bom cristão, reflexo de um comportamento medroso, e renasça no seu Eu Divino, princípio de um ser verdadeiramente crístico, corajoso, íntegro! Não ceda mais quanto ao que é essencial para você, quanto àquilo que seu coração pede, somente para corresponder às expectativas alheias, pelo medo da rejeição ou pela culpa de se colocar em seu justo lugar. Cuidado com a tendência de você se acostumar tanto com o seu servilismo, que quando você acorda e procura ser você mesmo, e se liberta da escravidão emocional, se respeitando e se dando o justo e merecido valor, estas pessoas que antes te controlavam, se revoltam e te colocam como um louco, um egoísta pois, na cabeça delas, se questionam "como você pode ousar pensar em você mesmo com respeito e não acatar mais a voz de comando que te hipnotizou e submeteu por tantos anos?" Isto gera a raiva de quem tinha a sua energia nas mãos como um vício sustentado por você mesmo, se deixando vampirizar para tentar agradar, por ingenuidade ou medo de perder o que você julgava que tinha. Um suposto amor, um suposto respeito ou uma suposta valorização que eram, na realidade, estímulos ou elogios feitos apenas como um mecanismo de alimentação da sua servidão. Quantas vezes você foi tratado como aquela criança que só é elogiada quando faz exatamente o que é mandado pelos pais, muitas vezes de modo agressivo à sua natureza, mas que se condiciona a fazer o exigido para receber uma migalha de atenção, de um ilusório amor. Então, meus amigos, deem o seu grito de liberdade, daqueles que vem da alma e busquem a sua vida de volta como quem busca o oxigênio depois de alguns minutos debaixo d'água! E eu pergunto à vocês: há quanto tempo vocês "prendem a respiração", sentindo-se quase afogando em águas turvas que poluem seu coração e sua mente de sentimentos negativos, jogos emocionais, chantagens e manipulações, que tentam acentuar suas inseguranças para que vocês permaneçam inconscientes do seu próprio poder e valor? Que tal renascer nesta Páscoa de um modo verdadeiro, arrebentando com a casca do ovo que te limita, para que seja possível crescer e ser independente? Não se coloque inseguro mais, se questionando se as suas atitudes estão certas ou erradas pelo que certas pessoas julgam e sim pelo que o seu coração diz, pois a ética cósmica que só se conhece no íntimo dos nossos corações, é muito superior à moral humana e vivenciá-la exige coragem para superar o sistema de exploração emocional acomodado em suas omissões!!! Então, pare de se omitir, pois assim você cumpre a sua parte dentro das relações humanas, para que se restabeleça a verdade, e se sinta mais leve em sua consciência, mesmo quando todos tentam forçá-lo a carregar um peso que não te cabe, mas é o autoconhecimento do seus direitos e o exercício do seu poder que te libertam! Feliz Páscoa, ou seja, feliz redescoberta de si mesmo à todos vocês meus amigos!!!

Eu penso que vou ficar louca. Como se já não estivesse.

Vou viver um dia de cada vez, como um alcoólatra, um dia isso desaparece e eu começo a viver de novo, estou com muita fé que as coisas vão mudar, que eu vou mudar.

O egoísmo não consiste em viver como cada um de nós acredita que tem de viver, mas exigir aos outros que vivam como nós próprios.

O homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura, faz e refaz o seu saber.

Para vivermos entre os homens, temos de deixar cada um existir como é, aceitando-o na sua individualidade ofertada pela natureza, não importando qual seja.

Fiquei pensando como eram difíceis as separações. Mas, era só mesmo rompendo com uma mulher que se podia encontrar outra. Eu precisava degustar as mulheres pra conhecê-las bem, pra entrar no âmago delas. Homem nenhum precisava de mulher pra se sentir real de verdade, mas era bem legal conhecer algumas. Daí, quando o caso ia mal, o sujeito conhecia pra valer o que era a solidão e a loucura, e assim ficava sabendo o que o esperava quando seu próprio fim chegasse...

...Faz pena o nortista, tão forte e tão bravo, morrer como escravo no NORTE do SUL.

Como os finais de tarde outoniços são penetrantes! Ah! Penetrantes até a dor!

Eu tecerei uns sonhos irreais... Como essa mãe que viu o filho partir; como esse filho que não voltou mais!

É como se cada parte do meu corpo implorasse por você.

Enxergue as pessoas como elas realmente são. Tire o photoshop, a trilha sonora, o close de melhor ângulo, a maquiagem e as roupas de marca e o cheiro do melhor perfume. Adicione o mau humor, as olheiras, os problemas, as manias, os defeitos. Agora sim, decida-se.

E hoje, como todos os dias, bateu aquela vontade louca de falar com você, mas não deu. O orgulho falou mais alto.

Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas.

Não estamos vivendo na eternidade. Temos apenas este momento, brilhando como uma estrela em nossa mão e derretendo com um floco de neve.

Marie Beynon Ray
The Best Years of Your Life. Massachusetts: Little, Brown and Company, 1952

Nota: O pensamento costuma ser erroneamente atribuído a Francis Bacon.

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Simples como um fim de tarde

Foi esperando quase nada que um quase tudo apareceu. Simples como um fim de tarde. No começo era medo, incerteza, insegurança surgindo como relâmpago no céu. Depois, uma sensação de pertencimento, de paz, de alegria por encontrar um sentimento desconhecido, mas que fazia bem. Não teve espumante, holofote, tapete vermelho. Foi simples como um fim de tarde. Algum frio na barriga, interrogações deslizando pelas mãos suadas, uma urgência em saber se aquilo era ou não pra ser. É que um dia alguém nos ensina que quando é pra ser a gente sente. Eu sempre quis que fosse pra ser, mas nunca foi. Com isso, me distanciei de mim e das minhas crenças. Mas então, o que não tinha nada, nada pra ser, foi. E eu fiquei ali, perplexa, parada, estupefata, com medo de dar certo. Porque a gente tem um medo que nos mastiga lentamente. Um medo azedo, que deixa a boca adormecida, que cutuca insistentemente. Medo da felicidade. Medo de que um sonho aconteça. Medo de enfrentar nossos sentimentos que ainda não acordaram. Então, abri os olhos. Não era sonho. Eu vivi aquilo. Eu sobrevivi ao medo. Eu encontrei o que chamam de amor.

(Posso dividir uma coisa com você? Apesar de meio bobo, às vezes chato e outras tantas maluco, ele é simples como um fim de tarde.)

Um grão de ouro é capaz de dourar uma grande superfície, mas não tão grande como um grão de sabedoria.

Eu tenho medo da força absurda que eu sinto sem você, de como eu tenho muito mais certeza de mim sem você, de como eu posso ser até mais feliz sem você.

O coração é um solo. Vale onde brotam as paixões, como os outros vales da natureza inanimada, ele tem suas estações, suas quadras de aridez ou de seiva, de esterilidade ou de abundância.
Depois das grandes borrascas e chuvas, os calores do sol produzem na terra uma fermentação, que forma o húmus, a semente, caindo aí, brota com rapidez. Depois das grandes dores e de lágrimas torrenciais, forma-se também no coração do homem um húmus poderoso, uma exuberância de sentimento que precisa expandir-se. Então um olhar, um sorriso, que aí penetre, é semente de paixão e pulula com vigor extremo.

José de Alencar
A Pata da Gazela

E se você vem, fica tudo maior, mais amplo... Sei lá... Mas é como se eu existisse dum jeito mais completo...