Virar a Pagina a Vida Continua
A vida, em sua essência, floresce além dos limites conhecidos. A zona de conforto, embora acolhedora, é um terreno estático onde o espírito adormece. O verdadeiro crescimento espiritual começa quando aceitamos o convite silencioso do desconhecido. É no território da vulnerabilidade que enfrentamos nossos medos mais profundos e descobrimos reservas de força insuspeitadas. Cada passo fora do familiar é um ato de fé, um reconhecimento de que somos mais vastos que nossas certezas.
Aí, na fronteira entre o conhecido e o mistério, a alma se expande. Encontramos não apenas desafios, mas também conexões mais autênticas conosco e com o todo. Essa jornada, por vezes solitária, toca o cerne da condição humana: a coragem de se desprender para, enfim, encontrar-se. A plenitude reside nesse movimento contínuo de busca e transcendência.
A vida ruim que você acha que tem…
A vida ruim que você acha que tem é o sonho de muita gente.
Mas quase ninguém acorda pensando nisso.
A gente acorda pensando no que falta.
No salário que parece pouco.
Na comida que poderia ser melhor.
No calor que incomoda, no frio que irrita.
No dia que pesa, no corpo que cansa, na sensação silenciosa de não ser suficiente.
E está tudo bem.
Não há problema em se cansar.
Não há problema em sentir dor.
Não há problema em achar que é mal remunerado.
Não há problema em sentir que não é valorizado.
Não há problema em desejar uma comida melhor.
Sentir isso não te torna ingrato.
Te torna humano.
Você reclama porque conhece as próprias dores. Porque vive dentro delas. A dor ocupa espaço. O sofrimento estreita o olhar. Quem está no meio da própria tempestade dificilmente enxerga o horizonte dos outros.
Ainda assim, existe um contraste que insiste em existir.
Enquanto você se frustra com o salário, existe alguém que não tem salário algum.
Enquanto você critica o almoço simples, você conseguiu se alimentar — e alguém não teve nada para comer.
Enquanto você reclama do calor ou do frio, alguém está deitado em uma cama de UTI, sem saber que horas são, sem saber onde está, sem saber se volta.
Isso não invalida o seu cansaço.
Não diminui a sua luta.
Não apaga a sua dor.
Apenas amplia o olhar.
Porque a mesma vida que te esgota… sustenta.
A mesma rotina que te sufoca… mantém.
O mesmo chão que você pisa sem notar… é o teto que falta em outra história.
E há algo ainda mais silencioso que você talvez nunca tenha percebido.
Muita gente se espelha em você — e você nem faz ideia disso.
Muita gente te tem como referência — enquanto você acredita que apenas está sobrevivendo.
Você enxerga falhas.
Quem te observa enxerga resistência.
Você vê peso.
Alguém vê constância.
Mesmo achando que a vida é dura, você virou exemplo.
Mesmo achando que está falhando, você virou força.
Mesmo achando que não aguenta mais, você virou esperança para alguém.
Por isso, seguir em frente não é só sobre você.
É também sobre quem precisa te ver caminhando para acreditar que é possível.
Você não precisa ser perfeito.
Não precisa estar inteiro.
Não precisa acreditar em si o tempo todo.
Só precisa continuar.
E, quando der — sem culpa, sem cobrança —
seja grato.
Agradeça.
Agradeça pelo que sustenta, pelo que permanece, pelo que ainda está de pé.
Agradeça porque, mesmo em meio ao cansaço, há uma ordem maior que te mantém vivo, respirando, seguindo.
Deus — o Grande Arquiteto do Universo —
não constrói vidas sem sentido.
Mesmo quando você não entende o desenho,
mesmo quando as linhas parecem tortas,
há um propósito sendo erguido onde seus olhos ainda não alcançam.
Não porque sua vida seja perfeita.
Mas porque, mesmo imperfeita,
ela ainda é o sonho de muita gente.
E isso, por si só,
já é motivo suficiente para continuar caminhando.
Amor, és sol que aquece a minha vida,
és a luz que nunca vai embora,
teu abraço é porto, é despedida,
teu sorriso é meu amanhecer feliz. . - Frase da música Um dia de verão de você do dj gato amarelo
Empréstimo sagrado
No princípio
ninguém disse “começa”.
A vida aconteceu
como acontece a respiração:
sem plateia,
sem promessa,
sem dono.
Os antigos sabiam.
Por isso não escreveram livros,
escreveram montanhas.
Não deixaram tratados,
deixaram pegadas no barro
e histórias presas na fumaça.
Dizem que o mundo nasceu do canto.
Que antes da luz
houve um som grave,
um murmúrio tão profundo
que acordou a matéria
do seu sono mineral.
Alguns chamam de verbo.
Outros de sonho.
Há quem diga que foi um animal antigo
sacudindo o corpo no escuro
e espalhando estrelas como pólen.
A terra, recém-criada,
não sabia ser terra.
Aprendeu com as mãos do tempo,
com a paciência das raízes,
com a insistência da água
em sempre encontrar passagem.
Os povos da floresta dizem
que tudo tem ouvido.
Que a pedra escuta.
Que o rio se lembra.
Que o vento carrega nomes
que não cabem em boca humana.
Por isso falam baixo.
Por isso pedem licença.
Por isso agradecem antes de colher.
A vida não é posse.
É empréstimo sagrado.
Em algumas margens do mundo
contam que o primeiro ser humano
nasceu do barro aquecido pelo sol
e recebeu como tarefa
não dominar,
mas cuidar do ritmo.
Em outras,
dizem que viemos do ventre da noite
e que morrer é apenas
voltar a sonhar o mesmo sonho
por outro ângulo.
Há povos que sabem
que o tempo não anda em linha,
anda em espiral.
O que foi
ainda é.
O que será
já respira em silêncio.
A ciência chama de ciclo.
Os antigos chamavam de respeito.
A chuva não cai.
Ela retorna.
O fogo não destrói.
Ele transforma.
A morte não encerra.
Ela muda o estado da dança.
Tudo vive em parentesco.
A onça e o homem.
A folha e o osso.
O relâmpago e o pensamento.
Quando esquecemos disso,
adoecemos.
Chamamos de progresso
o que os ancestrais chamariam de desequilíbrio.
Mas a vida insiste.
Sempre insistiu.
Ela brota em fendas improváveis,
nasce em desertos de concreto,
se reinventa em corpos cansados,
canta mesmo quando tentam silenciá-la.
Talvez viver seja isso:
lembrar o que o corpo já sabe
antes que o mundo nos distraia demais.
Que somos feitos do mesmo material
que as estrelas cansadas.
Que respiramos histórias muito antigas.
Que amar a terra
é amar a própria continuidade.
E que enquanto houver
alguém
capaz de escutar o vento
como quem escuta um ancião,
a criação
não estará concluída.
Ela seguirá acontecendo.
A vida nos tira pessoas, nos tira lugares, e fica sempre um vazio do qual temos que preencher e compreender.
A única coisa de que tenho certeza nessa vida é que estou aqui por um motivo, um propósito. Isso me conforta, pois nada é em vão. Pensar que algo nos espera... Esse pensamento e esses sentimentos nos dão ânimo.
A gente tem medo: medo da vida, medo de nada dar certo, medo do que nos espera, medo de não ser suficiente para nós, medo de não nos encontrar. Em alguns momentos da vida, enfrentamos diversos tipos de medo.
De algum modo, você inspira versos, com suas complexidades veladas. E desejo empregar minha vida inteira nesse aprendizado sobre você.
O ser humano perdido vive apenas para satisfazer o próprio ego. Todas as áreas de sua vida, não são nada. Nada além de ferramentas pra convencer a si mesmo de quem ele acha que é. Isso o leva ao sofrimento incessante de insistir em bater em portas que ao abrir, não tem nada a oferecer. E assim, ele vive em uma busca interminável, de mais e mais, para no fim, morrer insatisfeito, porque no fundo, ele escolheu viver na covardia de tentar ser quem ele não é.
"A cada dia que nasce ou noite que entra, temos mais uma das várias oportunidades que a vida nos entrega."
Já cansei de ver gente desistindo da luta, o que me faz crer; A vida é bruta. Se a vida é bruta, tem que ter disposição para entrar na batalha e ser campeão.
Faça da sua vida uma escola e seja um bom aluno para mais tarde ser o professor que educa e orienta outros a entender o que você também não entendia.
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