Vida e Ilusão
O ser humano ainda não se deu conta que o dinheiro é a ilusão que prende a mente as correntes ilusórias das imagens que os olhos podem ver.
Vida é movimento, sendo que algo parado é pura ilusão. Até mesmo quando deixamos de tomar uma decisão, já tomamos uma. Cada um de nós apenas dá o ritmo ao movimento da própria vida.
Uma jovem marujo está em alto mar. Ele se depara com a ilusão de estar estagnado ao avistar todos os lados do infinito azul. Ele sabe que incontáveis temporais irão surgir com intuito de afundar e danificar a sua embarcação, mas compreende que não há outra opção, senão resistir, abrir as velas, aprumar o manche e logo em seguida deixar o vento levar em direção ao porto. No porto, descobre que as pessoas não perguntam quantos vendavais ele teve que enfrentar, mas sim, se trouxe o navio. Ao seguir caminho, depara na reflexão de que os navios estão mais seguros nos portos, mas ascende um candeeiro: - não são pra isso que se constroem navios. Na sua última excursão, conclui: os portos são os nossos objetivos, os temporais são as dificuldades, o mar é a vida, a caravela somos nós e o vento são as mãos de Deus
Desistir ou permanecer na ilusão?
Pergunta amarga de responder. Mirando no passado recente, desistir certamente é o caminho mais fácil e chega a provocar uma sensação de paz. Por outro lado, olhando para o futuro próximo, não posso acreditar que a vida é só isso! Aceito de bom grado tudo que recebi, bom e ruim, mas ainda acredito na força da amizade sincera, mesmo que escassa nos dias de hoje. Não é possível que o egoísmo e o individualismo tenha morada dentro de nós. Cultivemos, no mínimo, o prazer em ajudar o próximo, só por ajudar. Que esse seja nosso presente.
“Sou amiga do silêncio, companheira da solidão,
Caminho repleta de sonhos,
Negando dor e ilusão.
Escolho viver mil vidas a ser única nessa imensidão.”
A maior ilusão do mundo é pensar que a vida é uma aliada do tempo e desta forma vamos postergando nossas mais importantes decisões.
A loucura não passa de um ilusão, a deslumbrante régua que quebra os padrões de uma sociedade torta mutável diante as normas que obscurecem o sentido real da vida.
O grande problema é que a meta não é onde você deve estar preocupado, preso no futuro, é uma ilusão isso. A meta é um norte, um direcionamento, onde você irá depositar sua energia e foco no AGORA, e sair das expectativas ilusórias de metas, onde só gera escassez, ansiedade e angústias.
Não tenha a ilusão de querer vencer todas as batalhas que tiveres durante a vida mas tenha a audácia de querer vencer a guerra.
A juventude é um breve chamuscar, uma ilusão de eternidade que reluz no crepúsculo e se desvanece na aurora.
Nós, nosso eu intolerante, temos nos prendido à ilusão de que todos precisam ser de acordo com os nossos padrões, formas, crenças, modos. Agimos, inconsequentemente, como se fôssemos superiores, com posturas defensivas, morais, demasiadas críticas... O resultado de tudo isso? Ajudamos a colocar comida na mesa dos jornalistas sensacionalistas. Não pense que sou antidemocrático e estou criticando o trabalho jornalístico. Pelo contrário, quão importante é para a nossa sociedade o trabalho periodista. Todavia, me refiro ao sensacionalismo que explora o lado deplorável da raça humana. O trágico pelo trágico; o caos pelo caos; o intolerante pelo intolerante.
A falsa ilusão é verdadeira pois se é falsa e uma contradição por isso o segredo da vida somos nos nos iludindo cada dia mais com individuos sem objeção da sociedade socio economica
A vida como ela é
Viver com a razão, sem ilusão,
sem enfeitar os dias com poesia,
olhar a vida com os pés no chão,
aceitar a dor, sem fantasia.
Os problemas não são estrelas brilhantes,
não há magia nos caminhos tortos,
são pedras, são fardos, são instantes
que nos ensinam, mesmo nos momentos constantes.
A emoção às vezes engana o ser,
faz-nos crer que tudo tem um final encantado,
mas a verdade é simples de entender:
ciclos se fecham e o tempo é o aliado.
Com força, seguimos sem hesitar,
sem esperar que tudo seja fácil ou doce,
sabemos que a vida é feita de encerrar
e recomeçar, com coragem, sem alarde ou pose.
A razão nos dá a coragem de continuar,
de enfrentar o que vem, de entender o que foi,
sem esperar que a felicidade venha sem lutar,
sabendo que a vida é um rio que flui e destrói.
A grande ilusão da vida é acreditar que viemos para ficar, pois ao chegarmos, já temos definido o nosso retorno à origem.
