Vida Amorosa

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AO LEVANTAR-SE
Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.
Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.
Levante-se com calma.
Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.
Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.
Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.

Viva a vida, não deixe ela simplesmente acontecer, acredite em suas escolhas, acredite em suas conseqüências.

Família é a única coisa que ninguém nos tira, apenas distancia da vida.

A poesia não está no papel
Está na vida
Vista e sentida
Por olhos sensíveis
E corpos que se permitem ir além.
Por almas que ousam
Interiores que gritam.
Ser poeta um dia é fácil
Difícil é sê-lo sempre.
Fácil é amar
Difícil é libertar a quem se ama
Libertar as palavras que inflamam.
Mas mais difícil não é libertar
Nem amar, criar, ousar.
Difícil é ser.
Um ser contido no mundo
E conter o mundo dentro de si.

ENIGMÁTICA MULHER
Sonhei que estavas num deserto,
Te encontrava no Oasis da Minha vida.
Sua seriedade contrastava com seu olhar doce,
A maturidade das tuas palavras,
Não escondia seu jeito de menina.

Prostrado diante de ti e atônito diante de tua beleza,
Procurei em vão desvendar seus segredos,
Como a Mitológica figura da Esfinge, me intimou
A te decifrar ou ser devorado.

Minha memória enciclopédica quase infalível,
Subestimou os seus sentidos
E sucumbiu aos seus encantos,
Não resisti... fui devorado.

Devorado pela sua notável discrição;
Consumido pela sua indefectível inteligência,
Mastigado pelo seu senso de humor maravilhoso;
Engolido por um sorriso quase angelical;

Minhas mãos sempre bem articuladas,
Permaneciam inertes ao seu ataque,
Como um paciente terminal que dança com o ceifador implacável;
Um prisioneiro que vai alegre para o Cadafalso;
Um cisne entoando com maestria seu ultimo canto.

Acordei, extasiado,
Notei que em meu delírio, havia algo de real.
Pois percebi que faltava uma parte do meu corpo,
Era um pedaço do meu coração que não mais me pertencia,
E seria seu por toda eternidade

Uma vida feliz é somente uma sequência de momentos felizes. Mas a maioria das pessoas não permite o momento feliz porque está muito ocupada tentando conseguir uma vida feliz.

Quem sou eu?

Eu sou aquele que jurou te
esquecer,
mas a cada instante daria a vida
para te ver.
Eu sou aquele que apesar de tudo
ainda te ama.
Eu sou aquele que te ama com
sinceridade
e hoje chora de saudades.....

Aos poucos você percebe, o que vale a pena, o que deve ser guardado pro resto da vida e o que nunca deveria ter entrado nela.

Nunca pensei que eu poderia estar bem, até que você chegou e mudou a minha vida. O que era nublado agora está claro, você é a luz que eu precisava

De Volta a Dezembro
Estou tão feliz que você arranjou tempo para me ver
Como está a vida, me diga, como está sua família?
Não os vejo faz tempo
Você está tão bem, mais ocupado do que nunca
Conversa fiada, trabalho, o clima.
Você levantou sua guarda e eu sei porquê
Porque a última vez que você me viu
Ainda está marcada na sua mente.
Você me deu rosas, e eu deixei que elas morressem


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E faria tudo certo
Eu volto para dezembro toda hora


Não tenho dormido ultimamente
Ficando acordada até tarde e indo embora
Quando seu aniversário passou,
E eu não liguei, Eu penso no verão
Todas as horas bonitas
Eu assistia você rindo do lado do passageiro
E eu percebi que amava você no outono
Depois veio o frio
Com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente
Você me deu todo o seu amor,
E tudo o que eu lhe dei foi um Adeus


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora


Sinto falta da sua pele bronzeada, seu doce sorriso,
Tão bons para mim, tão certos
E como você me segurou nos seus braços
Naquela noite de setembro
A primeira vez que você me viu chorar
Talvez isso seja pensamento positivo
Provavelmente meus sonhos sem fundamento
Se nós nos amássemos de novo eu juro que te amaria certo
Eu voltaria no tempo e mudaria, mas não posso
Então se a sua porta estiver trancada, eu entendo


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora


Toda hora

Eu, o menino e o cachorro...
E eu só reclamava da vida... reclamava da noite porque eu não dormia, reclamava do dia porque eu sofria, reclamava do frio que me gelava a alma,reclamava do calor que me atirava ao desânimo.
Para tudo e para todos eu tinha uma resposta,para a minha derrota eu sempre tinha um culpado, para o meu desamor sempre tinha um "alguém", para tudo uma reclamação, eu era o próprio azedume.
Ai de quem me criticasse, que apontasse o erro que eu não enxergava, para tudo tinha que haver um culpado, eu era a vítima do sistema, das pessoas, do mundo,eu sempre fui traído, enganado, sofrido...
Carregava aquela cruz pesada de ódio, e eu só reclamava da vida, seja de noite, seja de dia.
Até quem dia, um menino, desses meninos de rua, me pediu uma ajuda, e eu já estava pronto para ofendê-lo,quando ele pegou na minha mão e arrastou-me, se é que um menino tão pequeno teria essa força. No canto da rua ele me mostrou um cachorro muito sujo, que estava com a pata como que quebrada e cheio de feridas. O menino puxou a minha mão e fez chegar perto do cachorro. Ele olhava pra mim e depois para o cachorro,e falou numa voz que eu não consigo esquecer: - Moço, sara ele pra mim! É o meu melhor amigo.
Não sei porque e nem quero saber, mas eu não aguentei e chorei... Chorei como criança, como quem abre uma torneira, como se uma porta que estava fechada há muito tempo dentro de mim, se abrisse escancaradamente...
O menino não entendeu o meu choro e perguntou: - Ele vai morrer moço? É grave assim...
Despertei do meu choro e agarrei aquele cachorro com muito cuidado. Levei-o até a minha casa, poucos quarteirões dali, e tratei daquele cachorro como se fosse um filho, e o menino, que vivia pelas ruas, foi ficando, e cuidou de mim, curou minhas feridas, antes mesmo de eu curar as feridas do cachorro.
Hoje, não reclamo mais de nada, tudo para mim tem um sentido, tudo é perfeito, até o que dá errado. Faz 16 anos que o menino de rua pegou na minha mão, mudou a minha vida, transformou esse ser. Mostrou-me o caminho do amor, amor que restaura, cura, seca feridas, renova, traz esperança, e esperança é o nome do amor.
E esse menino, que hoje me chama de pai, destranca portas e janelas da minha alma todos os dias, quando segura na minha mão e me agradece por cada coisa tão pequena, os banhos, as roupas, a comida, a escola, a adoção, coisas que muita gente tem e não dá nenhum valor, ele me recompensa com carinho e dedicação.
Hoje é a sua formatura, e eu nem sei o que dizer, sou grato a Deus por ele entrar na minha vida, por quebrantar meu coração, e não largar mais a minha mão.
Hoje eu bendigo a vida. Valorize a sua vida, preencha-a com o amor.

Nunca admita servir para tapar os buracos da vida de outras pessoas. Não espere que preenchendo os vazios deixados, você terá o lugar merecido. Não se encolha pra caber nos espaços de alguém. Não seja o tapete, não seja a cortina, não seja a vidraça a levar pedradas. Uma pipa dançando em um furacão é isso que são as pessoas que não sabem por que estão ali. Qual a necessidade de fingir ou aceitar um falso afeto? Gentileza gera gentileza, se não recebe em troca não dê e não se arrependa. Ninguém é obrigado a agradar a todos o tempo inteiro. Aquele que só diz sim e concorda com tudo, pode ter a falsidade, a máscara, o medo ou o “tô nem ai”, encobrindo as respostas à maioria das vezes. Não atropele relações, não encurte o tempo, não obrigue momentos, não concorde com tudo, não busque atender sempre as expectativas, pois é maior a probabilidade de frustração. Nenhuma pessoa é forçada a amar o que não se ama, a suportar o que a faz chorar, percorrer caminhos errados, estar onde não é desejado, sorrir ou ser simpático. Não se sacrifique por quem espera seu sacrifício acontecer, para lhe dar “tchau”. Dê o adeus primeiro e siga em frente, com orgulho. De bem consigo mesma. Precisamos, e isso é uma regra, valer muito mais para nós mesmos, sempre. É gratuito se amar!

Amores bandidos.

Dê um tempo para as paixões bandidas da sua vida, vire a página. Chega de romances “afasta e volta”, “vai e vem”, daqueles que são ótimos na saudade e péssimos na realidade. Amadureça afetivamente.
Claro que todo amor bandido tem um toque de excitação, afinal, de regra é na cama que ele eclode. O amor bandido tem desafios, diferenças que o homem teimoso acha que pode superar. Nas paixões bandidas um e outro querem “vencer” as diferenças, aquilo que vêem de ruim no outro.
Amores bandidos são prisões, calvários afetivos e não libertação, rejubilo e alegria que são as bases de uma relação afetiva saudável e feliz. Amor bom é aquele que não precisa da saudade para se fortificar, é aquele que não precisa se tornar um vácuo para ser valorizado.
Ama bem, quem se ama bem. Ama bem quem tem maturidade e quem consegue estabelecer um relacionamento saudável e harmonioso no dia a dia. Pessoas assim só sentem saudade quando o outro viaja, quando o outro está ausente e não quando o outro,infeliz e magoado, foge mundo afora.
Assim como existem os doentes da mente, os doentes fisicamente existem os doentes afetivamente: Pessoas que não conseguem estabelecer um relacionamento forte e maduro, pessoas que precisam da briga, que precisam da desarmonia e da plena ausência do outro para valorizá-lo. Existem pessoas que só sabem amar bandidamente, isso é um fato lamentável.
Fuja desse tipo de pessoa pelo bem de seu próprio coração. Quando você tiver se tornado saudade, quando ele sentir o vazio de sua falta ele vai acreditar que lhe ama e que você é tudo para ele, mas quando, enfim, ele conseguir lhe trazer para a prisão de seus braços vai lhe judiar e maltratar novamente. E assim você irá embora, e assim ele vai a sua caça e este jogo continua indefinidamente até terminar em tragédia, ou, quiçá nunca findar.

Deslizo pelos dias, tantas comemorações, minha vida esse raio de sol que não cessa.
Já escrevi muita coisa triste, já perdi tanta coisa com resignação e até com destreza.
Agora nem me apavoro, toda dor é só um sopro em meio ao que vislumbro de possibilidades. Criatividade, eu aprendi, é inventar alternativas quando não se tinha. Onde não se via. Por enquanto, só o que tem me preocupado são as novas regras ortográficas, já que palavras compõem meus fatos, meus sonhos, minhas narrativas.
E se eram os hífens que me separavam do meu amor-próprio, tenho tudo que preciso agora: tanto autorrespeito.

— O que fazemos em vida, ecoa na eternidade.

— Conheci um homem que disse uma vez que a morte sorri a todos nós. Tudo que podemos fazer é sorrir de volta...

— Senhor proteja minha família, para que um dia eu possa abraçá-los novamente...

“A vida é algo belíssimo e na minha não há espaço para ódio. Então se você me odeia, vá socar sua própria face e talvez isso alivie sua raiva.”

Morrer é pouco, é fácil; mas ter vida
Delirando de amor, sem fruto ardendo,
É padecer mil mortes, mil infernos.

Criticaram meu sorriso, parei de sorrir
Disseram que eu sou um peso, da vida deles eu sumi.

⁠Carta Aberta

Àqueles que buscam profundidade nas palavras e sensibilidade na vida,

Este é um convite para olhar além da superfície, para perceber o que a vida e a morte têm a nos ensinar. Em meio à jornada de autodescoberta e expressão, encontrei um caminho onde as palavras não são apenas formadas, mas sentidas. Onde cada frase é uma dança entre o corpo e a alma, e cada pensamento se entrelaça com a essência do ser.

A fotografia, essa arte tão delicada, é a minha forma de traduzir o mundo. A sensibilidade da lente me permite revelar a alma do que é visto, tornando as pequenas coisas em preciosidades. Não se trata apenas de capturar uma imagem, mas de traduzir sentimentos, histórias e conexões invisíveis. Como fotógrafa, busco olhar através de novos olhos, e convido outros a verem a vida de uma maneira mais pura, mais intensa.

Em meus textos, procuro desvelar o oculto. A morte, por exemplo, é mais que o fim de uma jornada. Ela é a cortina que se abre para a eternidade, revelando aquilo que sempre esteve além de nossa compreensão. A vida, com suas complicações e acúmulos, nos leva a crer em muitas coisas. Mas, quando a morte chega, ela nos liberta de tudo o que não serve. E é nesse momento que podemos entender o verdadeiro peso do viver, da transição que nos leva do visível para o invisível, da carne para o espírito.

Tudo o que escrevo e fotografo reflete meu desejo de conectar. Conectar com o íntimo de cada ser, com os sentimentos mais profundos que muitas vezes preferimos esconder. Busco um encontro genuíno, onde as palavras e imagens não sejam apenas expressões de um ego, mas uma forma de tocar a alma. Afinal, o verdadeiro encontro vai além do superficial; é uma dança silenciosa entre quem somos e o que podemos compartilhar.

Meu propósito é claro: transmitir a essência daquilo que vejo, daquilo que sinto. Acredito que, ao fazer isso, posso ajudar outros a se encontrarem também, a verem a beleza do que está diante de nós. A fotografia e a palavra, quando bem utilizadas, podem transformar o simples em algo essencial, algo que toca profundamente.

E assim, sigo criando, escrevendo, fotografando e buscando a verdade nas entrelinhas da vida, da morte e do que reside em nós, em cada momento. Que possamos todos encontrar a nossa própria maneira de nos expressar, de nos conectar com o mundo e com os outros, de entender e de sentir. Pois, ao final, é isso que nos torna verdadeiramente vivos.

Com todo o meu ser,
Jorgeane Borges

A vida não é como um MP3 que toca o que você quer, a vida é como um rádio e você tem que aproveitar o que está tocando.