Vida Amorosa

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"Apenas a vida como nós a vivenciamos,

trará conhecimento sobre quem somos,

Se cultivas ódio, serás odiado;

Mas, se planta amor, colherá paz e harmonia."

“Não confunda bondade com obrigação, nem ajuda com fraqueza. Quem passa a vida desmerecendo, provocando e esfregando na cara aquilo que recebeu, um dia pode descobrir da pior forma que ninguém é obrigado a permanecer onde não existe respeito, gratidão ou reconhecimento.”

E a vida?
Uma catarse de pileque e ressaca curados com um abraço de mãe antes de dormir.

Chorar ao ler sobre o amor não é sinal de fraqueza, mas sim a prova da intensidade com que a vida nos toca quando permitimos sentir profundamente. O amor transforma simples momentos em eternidades guardadas na memória, faz do silêncio uma melodia e da ausência uma presença constante. É nesse paradoxo que reside sua beleza e sua dor, uma jornada que ninguém nunca escreveu por completo, porque cada coração escreve sua própria história com lágrimas e sorrisos entrelaçados.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

A vida só te larga se você largar dela.

A vida é sobre aprender viver recomeçar

⁠... dessa
nossa vida, nada
se perde - contrariamente, muito
se ganha, conquista - a não ser,
aquilo que não venha como
fruto do nosso próprio
trabalho!

⁠Qual o sentido da vida?
Na verdade, cada Ser vivente oferecerá
a vida toda dimensão e competência que
sedisponha a alcançar...
Portanto, é um desperdício formular tal
pergunta, quando encontram-se
em nósmesmos todas as
respostas!

⁠... e qual
maior privilégio nos
oferece a vida, senão
a chance de sermos
quem somos?

... os que,
presunçosos, afirmam
aos quatro cantos da vida que,
nossa humanidade trata-se de um
caso perdido - são os mesmos que,
juram de pé junto não
fazerem parte
da lista!

... o significante
da vida, como sabemos,
tem sido desavergonhadamente
hostilizado - quando não, mediocremente
censurado pelo insignificante dessa
mesma vida - por essa razão,
que ao menos saibas
escolher!

... doe à vida
o que de melhor possas
oferecer - pois ela não te proverá
de mais plausíveis demandas e compensações, sem que, teus
valiosos princípios e
atitudes estejam
presentes!

⁠O objetivo da vida
não é ser feliz; é ser útil!
Na verdade, é essa percepção de utilidade que nos permite
ser permanentemente
felizes!

⁠... e quem passe a vida
juntandoe acariciandopróprios
'cacos'e mágoas, unicamentealimenta
e perpetua omais vil e embaraçoso
dos desamores...
Na medida em que raramente
observa e mesmo desconhece as especialíssimase singulares
'inteirezas'
de si!

... a vida
é repleta de razões,
e questionar tais razões
é um direito que nos
cabe!

... para o espírito,
uma vida sem privações,
a meu ver, seria algo lastimável,
visto que o sujeitaria à penosa condição
de apenas consumi-la, porém, sem
as devidas retratações
e reparos!

... dizem
os 'deuses da razão'
que ninguém passará ileso
pelavida - todos sujeitos aos riscos
earranhões do destino - embora,sob
oamoroso amparo do tempo como
fiel condutor e mestre que, de
modo algum, nos deixará
sozinhos!

... no quesito
'desaforos à vida'
não somos muito diferentes
dos nossos estimados ancestrais;
no entanto, ainda espiritualmente
desorientados, ressentidos, 'espichamos'
cada vez maiso nosso arsenal
dehostilidades!

... a vida
não é somente aquilo que
você vê. A vida, caro amigo, é muito mais aquilo que você não vê
e precisa, urgentemente,
compreender!