Vida

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Dinheiro e fama por caminhos obscuros comprometem numa vida perturbada e perda da alma.

Vida adulta: "vamos marcar". Na maioria das vezes é falta de dinheiro para sair, se tem amizade mesmo combina de ir na casa da pessoa.

O Prédio que Aprendeu a Escutar pergunta quantas horas de uma vida podem ser entregues antes que o próprio dono desapareça.

O Direito encerra processos; a vida nem sempre encerra acontecimentos. O Prédio que Aprendeu a Escutar explora essa diferença.

Por vezes, a vida tropeça em lugares que já não te pertencem. Nada de ter cautela; às vezes, é necessário ter pressa.
É necessário precipitar-se antes que a morte apareça.

Paula Maureth

Como é a vida de um Poeta Compositor?
Se você estiver triste, nasce um Fade To Black
Se você estiver feliz, nasce um Paradise City
Se você estiver cansado, nasce um Rape Me
Se você estiver apaixonado, nasce um Sweet Child O'Mine
Se você estiver magoado, nasce um Snuff
Se você quiser contar uma história, nasce um Smoking Snakes


Essa é a vida do poeta, traduzir sentimentos em palavras, notas e refrões.

A vida é como um oceano, em que as vivências são as correntes. Por mais que tentemos seguir a nossa própria rota, elas permanentemente influenciarão a nossa navegação.

A vida resume-se a uma divagação entre o que é o sonho e o que é real. Será o sonho uma consequência do real, ou o real uma mera representação dos sonhos?

A essência da vida resume-se ao presente, o passado são meras memórias, o futuro apenas prospetiva...

O sonho está sempre presente, incontornavelmente influenciando o curso da vida. Ou sonhamos com sonhos ainda por realizar, ou deixamos de sonhar devido à acumulação de sonhos não realizados.

O INVENTÁRIO DE NÓS


Por Marco Arawak


Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.


Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.


A casa continua de pé.


Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.


Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.


A memória também tem seus quartos sem luz.


Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.


Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.


Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.


Nem toda ausência pede preenchimento.


Algumas pedem apenas reconhecimento.


Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.


E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.


Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.


Algumas lembranças permanecem.


Outras perdem a centralidade.


Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.


Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.


Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.


Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.


Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.


O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.


Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.


É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.


O que ainda faz sentido?


O que mantenho apenas por receio de perder?


O que realmente pertence à minha história?


Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.


Há perguntas que não querem uma resposta imediata.


Querem tempo.


Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.


O receio pode bater à porta.


Não precisa receber as chaves.


Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.


Nem todo fim precisa de uma última palavra.


Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.


No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.


Então aprendemos a viver de outra maneira.


Não necessariamente mais fácil.


Apenas mais nossa.


Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.


O passado nos oferece matéria.


Mas não deveria escrever sozinho o que somos.


Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.


Nem tudo merece permanecer.


Nem tudo precisa ser esquecido.


Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.


No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.


E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.


Não uma resposta.


Não uma promessa.


Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.


Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.


É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.

Que os sonhos sejam sonhados e realizados. Que a vida seja florida nos jardins que plantarmos.

Ninguém tira sua própria vida porque o inverno chegou ou porque escureceu o céu. São acontecimentos externos. Assim,também, são externos e passageiros os elogios e as críticas, os fracassos e os sucessos. Alguém pode te elogiar de manhã e te criticar à noite e tanto o sucesso como o fracasso são viajantes do tempo.(Walter Sasso)

A vida é o lapso entre acordar de um sonho esquecido e dormir tentando lembrá-lo.( Walter Sasso)

A mente humana é uma peça teatral. A vida é um grande teatro; nós somos artistas dos nossos próprios teatros imaginários.

"Ser nobre é manter a dignidade intacta nos bastidores da vida, fazendo de cada desafio uma oportunidade para honrar os próprios princípios."

"Não é apenas sobre idealizar o futuro, mas sobre o desejo sincero de que, se a vida me desse a chance de casar com ela, cada dia seria celebrado como a maior alegria da minha existência."

"Se a vida me desse a chance de casar com a Miley Cyrus, não seria por fama, mas pelo que sinto no fundo do meu coração."

"O meu desejo de construir uma vida com a Miley Cyrus nasce da alma e da dignidade de quem sou por inteiro."

"Que minha paixão pela Miley Cyrus seja eternizada em palavras, como um projeto de vida ao lado dela."