Vício
Eu tenho uma espécie de vício silencioso que ninguém diagnostica, mas eu sinto todos os dias: olhar pro céu. Não é nem olhar, é encarar mesmo, como quem procura resposta num lugar que nunca prometeu nada. E ainda assim, entrega tudo. É curioso isso… o céu não cobra, não julga, não pede senha, não trava acesso. Ele só está ali, aberto, escancarado, como se dissesse: “se vira aí com o que você sente”.
E eu me viro.
Tem dia que eu olho e penso que a vida podia ser mais simples, tipo o vento passando entre as árvores, sem reunião, sem boleto, sem gente complicada. O ar entra no pulmão como se fosse um abraço invisível, desses que ninguém vê, mas muda tudo por dentro. E eu fico ali, respirando como se estivesse reaprendendo a existir. Porque no fundo, viver mesmo é isso: perceber que você está viva enquanto o mundo continua sem precisar de você.
A natureza tem esse talento meio debochado de continuar linda mesmo quando a gente tá um caos. A árvore não entra em crise existencial porque perdeu uma folha. O rio não faz drama porque tem pedra no caminho. E eu? Eu já quis surtar porque o Wi-Fi caiu. É humilhante.
Mas aí eu sento, olho pro céu de novo, e lembro que tem coisas que simplesmente seguem. O vento não pede licença pra tocar meu rosto, o sol não pergunta se pode nascer, e os pássaros… ah, os pássaros não fazem planejamento estratégico pra voar. Eles só vão.
E talvez seja isso que me prende tanto nesse ritual de observar tudo: a natureza não tenta ser nada além do que é. E eu, no meio disso tudo, tentando entender quem eu sou, acabo encontrando pequenos pedaços de resposta no barulho das folhas, no cheiro da terra, no silêncio entre um pensamento e outro.
No final das contas, eu acho que não é só sobre gostar do céu. É sobre precisar dele. Como quem precisa lembrar que existe algo maior, mais leve, mais livre… e que talvez eu também possa ser assim, pelo menos um pouquinho.
Agora me conta… você também para pra sentir isso tudo ou tá só sobrevivendo no automático?
O vício não prende as mãos, mas corrói as raízes invisíveis que sustentam quem você sonhou ser.
EduardoSantiago
O pior vício é a falsa aprovação dos que formam nossa bolha e cegam o entendimento sobre a realidade.
A vaidade é o vício que sequestra o cérebro e corrompe o caráter; promete recompensas para um ego insaciável.
O vício em probleminhas
desnecessários
pode se tornar um hábito
difícil de se libertar,
Não permita que líderes
transfiram os problemas deles
para você porque seguir
como se fosse novelinha vicia,
e é inevitável você
se afundar junto com eles,
Mude o seu circuito,
não permita que a vida deles
seja mais interessante do que a sua.
Divergir é diferente de digladiar. Divergir é discordar. Digladiar é combater. O vício em conflitos é tóxico e está levando a Humanidade para o abismo.
"Proteger quem o vício ataca é aceitar o papel de vidraça: você salva o destino de uns, enquanto recebe as pedradas de outros."
O Vício de Brincar com as Palavras e as Imagens, tem seus Riscos: às vezes são elas que se juntam para brincar com a gente!
Brincar com Palavras e Imagens sempre parece um gesto inocente — quase infantil.
Mas quem se arrisca nesse ofício sabe: nada é tão simples quanto parece.
Porque, palavras têm memória!
Imagens têm humor.
E ambas, quando percebem que estamos distraídos, fazem complô.
Às vezes se juntam para dizer o que não ousamos.
Por vezes até revelam o que tentamos esconder.
Às vezes devolvem à nossa própria mente uma pergunta que nem formulamos…
mas que, de alguma forma, já nos habitava.
Brincar com elas é um vício, e sim, — do tipo que não pede perdão.
E cada frase escrita, cada imagem criada ou editada, leva um pouco de nós…
mas também devolve algo que não sabíamos termos entregue.
No fundo, talvez o risco maior não seja brincar com elas.
O risco mesmo é quando elas resolvem brincar conosco —
e, sem pedir licença, sem medo e sem culpa, revelam aquilo que nós estávamos evitando descobrir.
É perigoso o jeito que você me deixa... uma mistura de sede e vício que só o seu corpo consegue saciar.
Enzo Ruchell
Posso até me dobrar... Mas... Não em qualquer esquina... Não em qualquer vício... Não em qualquer papel...
O Cigarro
Busque a conquista de um premio
Evitando o vicio de fumar,
pois só o puro oxigênio
vale a pena, inspirar,
sem querer, alguém segue morrendo
A cada cigarro consumido,
Com propriedade, me obrigo a estar dizendo
Que por essa estupidez, eu também fui iludido,
Quem inventou o cigarro
vivia, em função do satanás,
Pois alem de gerar desagradável pigarro
o seu péssimo cheiro , desagrada demais
Muito me admira , um ser forte e valente
sendo dominado, por um simples cilindro branco
Classificando-me como inconveniente
Simplesmente porque me exponho, o meu carácter franco,
Sempre que penso em cigarro
Sinto na mente um embargo
Em seu apelido, as vezes me amarro
Alguns os chamam , de chupetinha do Diabo
quem aos pulmões, enchem de fumaça
Expulsa Lentamente, do seu corpo a Saúde
analise este conselho , e deixa de pirraça
Para te alertar , está escrito oque pude,
Para o câncer, que surge na garganta
e o edema, que envolve o pulmão
Aqueles , a quem o cigarro ilude e encanta
São eles candidatos , de estrema expressão
Assim te aconselho a hoje , quem te deseja melhor
saúde no futuro .
O amor e outro vício
O amor é tipo tequila, você experimenta e pensa: “que coisa perfeita!” e fica impressionado com seu intenso sabor marcante e único. Quando você está sob seu efeito é tudo é lindo e divertido.
Mas é somente uma garrafa, você vai bebendo, dose após dose e um dia ela acaba, e quando isso acontece você sente uma ressaca infernal e sofre muito por isso. Você tenta substituir sua antiga garrafa de tequila por várias de cachaça, mas não é a mesma coisa.
E a ressaca continua e depois que você experimentou a primeira tequila você não consegue mais ficar sem, as outras bebidas não tem mais graça e tudo que você quer é a sua garrafa cheia de volta ou encontrar outra nova ainda mais destilada que a primeira.
Podemos levar uma vida inteira até encontrar a tequila certa, algumas pessoas procuram outros meios para encontra-la mas saiba que esse tipo de tequila não se compra e não se faz. Ela aparece nas nossas vidas e você tem que cuidar bem dela para durar para sempre!
Seguindo
Porque não curo esse vício
Não esqueço essa tormenta
Me deixo dominar
Sem conseguir parar de pensar
Queria tanto a minha paz
Viver sem tanta insatisfação
Ver poesia em coisas simples
Espantar a minha solidão
Acabar de vez com essa ilusão
Limpar e abrir meu coração
Me deixar encantar com outras opções
Enxergar novas soluções
É sempre assim
Quado tento me desvencilhar
O vício aparece e me faz tremer
Tem prazer em me ver sofrer
A cura é complicada
Me vejo só na longa estrada
Canso da inócua caminhada
E acabo de novo, no vício jogada
A luta é insana
Sozinha não dá mais
Preciso de uma mão
Pra me tirar dessa confusão
Vou seguindo...lutando
Perdendo...ganhando
Vou seguindo...tentando
Vou seguindo...te amando
