Viagem

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... "buscamos em novos lugares, em novas pessoas, na religião, na arte, na ciência, o grande significado da vida. (...) devemos ser sempre otimistas, vigilantes e termos em mente que, neste exato momento, estão nascendo e crescendo ricas e puras oportunidades, que a mais nobre essência da vida faz fluir (...) deixando cada vez mais distantes as flutuações emocionais de nosso coração e de nossa vida."...

Wladimir Dias.

Toda a vida da Terra se resume a minha pessoa, e meu coração é o único a pulsar nesse mundo despovoado.

⁠Mulambo, confio, jejuo e choro
De quando em quando eu me olho, me ouço, me toco
Medido, desisto, insisto e faço

Inserida por esaaraujo

⁠No paraíso todas as árvores podem ser tocadas
Todas as pessoas podem ser desejadas
Todas as ideias podem ser conversadas
Todas as coisas podem ser melhoradas

Inserida por esaaraujo

Que tal o esmalte vermelho? Seria uma afirmação. É quente. Quem não curte uma afirmação quente?

Inserida por pensador

⁠Nasci pra ficar sozinha.

Inserida por pensador

⁠Independente do que acontecer, vou acabar te magoando.

Inserida por pensador

⁠Você é capaz de ser feliz. Só precisa escolher isso.

Inserida por pensador

⁠Acho que essa viagem é uma chance de a gente ser feliz.

Inserida por pensador

Ler é viajar... e
"Toda viagem tem seus segredos"

Wladimir Dias.

Inserida por ValdireneTrindade

"Por que o homem produz tantos ângulos retos, enquanto seu comportamento é tão tortuoso e ilógico?"

Inserida por eduardamtr

A verdade é uma agonia sem fim. A verdade deste mundo é a morte. É preciso escolher: morrer ou mentir. E eu nunca me consegui matar.

UMA VIAGEM SEM VOLTA.

Nossa vida é uma viagem cheia de embarques e desembarques e com alguns acidentes pelo caminho.

Quando embarcamos nessa vida, encontramos pessoas que acreditamos que iriam conosco até o fim. Infelizmente, em alguma parada do caminho, elas desembarcaram deixando apenas lembranças e muita saudade.

Em um roteiro sem destino previsto, enquanto algumas pessoas desembarcam deixando saudades, outras viajam no mesmo trajeto, mas quando desocupam seus assentos não deixam vestígios.

O curioso é que alguns passageiros que nós achamos interessantes durante a viagem, pegam caminhos diferentes do nosso. E, o que parecia ser uma companhia na viagem, não está mais ao nosso lado e outra pessoa ocupa o seu lugar.

Em um caminho desconhecido e sem retorno, façamos esta viagem da melhor forma possível, que seja tranquila e que deixe saudade e boas recordações para aqueles que prosseguem.

Sabemos que um dia essa viagem chegará ao fim, mas o mais importante é saber que os passageiros que ainda estão ao nosso lado permaneceram porque suportaram todos os obstáculos e fizeram a viagem até aqui valer a pena.

Em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=v0bv8T2Kiik

⁠“Não vai ser fácil quando você voltar, mas vamos conseguir. Estou com você. Você confia em mim?”

Erik para Amy no livro O Sonho Verde

Inserida por amandaboaviagem

⁠Acredito que o tempo é infinito, mas o espaço é finito. Se isso for realmente verdade, é possível que em algum lugar do universo, exista uma estrutura capaz de nos levar novamente ao passado, pois sendo o tempo infinito, a relação dele com o espaço gira em torno de uma espiral constante.

Flávio L. Barbosa

Inserida por flaviolopes

Preconceito é uma desprezível viagem do ego.

Inserida por Zaunay

Em nenhum lugar irá chegar,
se for com os pés e a mente ficar .

Inserida por Hugodepaula

Tesouro do Céu parte I

Viagem no deserto
Na viagem do deserto
Brilhou no céu três estrelas
Surpreendentes cavaleiros
Junto com a Princesa
Se apresentaram
Vestidos
Com Pompa Real

No deserto os sonhos
Se misturam
Com os sonos cadenciados
Torturando inocência
Nos homens aventureiros

O que existe além do vale
Infinito sentimento ainda resiste
Entre um pesadelo e outro
Paralisados

Em alguma parte deste paraíso
Repousa a mão descansada
Deste vil homem pecador
Nas vis ignomínias!

Inserida por SamuelRanner

⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Os momentos perfeitos são raros, não são isentos de imprevistos, podem não acontecer exatamente como foram planejados e é justamente por isso que são assim tão significantes por serem vividos intensamente, ressignificando a adversidade, usufruindo muito mais do que reclamando, transformando o empecilho em uma oportunidade.

O que é bom já dura pouco, não combina com desperdício, tudo é brevidade, questão de ponto de vista, uma noite chuvosa é capaz de deixar os corações ensolarados com a felicidade de compartilhar histórias, sorrisos, risos engraçados, de cantar músicas antigas, mesmo errando as letras, aproveitando um fondue improvisado, construindo novas memórias, perfeição inegável.

Prova irrefutável de que graças a Deus a vida não precisa ser perfeita para ser maravilhosa, que a felicidade pode ser vivida apesar de uma situação adversa, que é dessa forma que a perfeição pode ser percebida, vivenciada, tendo a compreensão de que o tempo não volta, que viver é uma viagem passageira, uma aventura que não se compara a nenhuma outra.

Inserida por jefferson_freitas_1

Viagem de um vencido

Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!

O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!

Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.

Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.

Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!

Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.

Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!

Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!

Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!

Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!

A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!

Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!

Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!

Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!

No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!

Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!

Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!

Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.

Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:

"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!

Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!

Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!

É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!

A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!

Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"

Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!

Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!

Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!

Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!

Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

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