Viagem
... "buscamos em novos lugares, em novas pessoas, na religião, na arte, na ciência, o grande significado da vida. (...) devemos ser sempre otimistas, vigilantes e termos em mente que, neste exato momento, estão nascendo e crescendo ricas e puras oportunidades, que a mais nobre essência da vida faz fluir (...) deixando cada vez mais distantes as flutuações emocionais de nosso coração e de nossa vida."...
Wladimir Dias.
Toda a vida da Terra se resume a minha pessoa, e meu coração é o único a pulsar nesse mundo despovoado.
Mulambo, confio, jejuo e choro
De quando em quando eu me olho, me ouço, me toco
Medido, desisto, insisto e faço
No paraíso todas as árvores podem ser tocadas
Todas as pessoas podem ser desejadas
Todas as ideias podem ser conversadas
Todas as coisas podem ser melhoradas
A verdade é uma agonia sem fim. A verdade deste mundo é a morte. É preciso escolher: morrer ou mentir. E eu nunca me consegui matar.
UMA VIAGEM SEM VOLTA.
Nossa vida é uma viagem cheia de embarques e desembarques e com alguns acidentes pelo caminho.
Quando embarcamos nessa vida, encontramos pessoas que acreditamos que iriam conosco até o fim. Infelizmente, em alguma parada do caminho, elas desembarcaram deixando apenas lembranças e muita saudade.
Em um roteiro sem destino previsto, enquanto algumas pessoas desembarcam deixando saudades, outras viajam no mesmo trajeto, mas quando desocupam seus assentos não deixam vestígios.
O curioso é que alguns passageiros que nós achamos interessantes durante a viagem, pegam caminhos diferentes do nosso. E, o que parecia ser uma companhia na viagem, não está mais ao nosso lado e outra pessoa ocupa o seu lugar.
Em um caminho desconhecido e sem retorno, façamos esta viagem da melhor forma possível, que seja tranquila e que deixe saudade e boas recordações para aqueles que prosseguem.
Sabemos que um dia essa viagem chegará ao fim, mas o mais importante é saber que os passageiros que ainda estão ao nosso lado permaneceram porque suportaram todos os obstáculos e fizeram a viagem até aqui valer a pena.
Em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=v0bv8T2Kiik
“Não vai ser fácil quando você voltar, mas vamos conseguir. Estou com você. Você confia em mim?”
Erik para Amy no livro O Sonho Verde
Acredito que o tempo é infinito, mas o espaço é finito. Se isso for realmente verdade, é possível que em algum lugar do universo, exista uma estrutura capaz de nos levar novamente ao passado, pois sendo o tempo infinito, a relação dele com o espaço gira em torno de uma espiral constante.
Flávio L. Barbosa
Tesouro do Céu parte I
Viagem no deserto
Na viagem do deserto
Brilhou no céu três estrelas
Surpreendentes cavaleiros
Junto com a Princesa
Se apresentaram
Vestidos
Com Pompa Real
No deserto os sonhos
Se misturam
Com os sonos cadenciados
Torturando inocência
Nos homens aventureiros
O que existe além do vale
Infinito sentimento ainda resiste
Entre um pesadelo e outro
Paralisados
Em alguma parte deste paraíso
Repousa a mão descansada
Deste vil homem pecador
Nas vis ignomínias!
Os momentos perfeitos são raros, não são isentos de imprevistos, podem não acontecer exatamente como foram planejados e é justamente por isso que são assim tão significantes por serem vividos intensamente, ressignificando a adversidade, usufruindo muito mais do que reclamando, transformando o empecilho em uma oportunidade.
O que é bom já dura pouco, não combina com desperdício, tudo é brevidade, questão de ponto de vista, uma noite chuvosa é capaz de deixar os corações ensolarados com a felicidade de compartilhar histórias, sorrisos, risos engraçados, de cantar músicas antigas, mesmo errando as letras, aproveitando um fondue improvisado, construindo novas memórias, perfeição inegável.
Prova irrefutável de que graças a Deus a vida não precisa ser perfeita para ser maravilhosa, que a felicidade pode ser vivida apesar de uma situação adversa, que é dessa forma que a perfeição pode ser percebida, vivenciada, tendo a compreensão de que o tempo não volta, que viver é uma viagem passageira, uma aventura que não se compara a nenhuma outra.
Viagem de um vencido
Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!
O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!
Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.
Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.
Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!
Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.
Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!
Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!
Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!
Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!
A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!
Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!
Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!
Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!
No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!
Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!
Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!
Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.
Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:
"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!
Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!
Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!
É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!
A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!
Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"
Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!
Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!
Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!
Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!
Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!
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