Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues
A VIOLA DO MEU PAI
Está no meu ranchinho, bem guardadinha, uma viola especial. Não tem a nobreza da Maria Deodorina, nem o astral da Tereza. Aliás, estas são bem casadas com seus respectivos sinhozinhos-poetas-amantes .Minha viola nem nome de batismo tem...
Mas ela é especial por ter uma mística que a faz transcender os tempos e os templos sacerdotais...Os cantos-e-os-contos dos contadores-de-causos. Mandei fazê-la, daquela boa madeira que só as luas-minguantes sabem, e muito bem, fecundar-com-seu-feitiço...Coisas-e-segredos-de-alquimia!!!
Eu queria, muito, presentear meu velho pai, violeiro dos bons...Daqueles de ouvido absoluto. Porém...ah!, porém... quando o Marco da Viola, nosso luthier, me entregou a “menina-com-todas-as-suas-dignidades” afim de chorar nos braços do meu velho, foi eu quem chorou primeiro. É que meu pai havia partido para a-terra-do-sem-fim bem antes do combinado.
Por isso, minha viola é especial: suas cordas são fios de nostalgia-da-mais-pura-cepa...Ali eu posso ouvir o som que faz falta a esta minha alma rebelde e fugidia. No seu tampo sinto um colo onde aconchego meu corpo oprimido.
Como teria sido o casamento dela com o meu-mais-virtuoso-violeiro? Somente os bons violeiros saberiam dizer... E isso, só depois de acarinhar os braços dessa-saudosa-sem-nome.
Não deixo qualquer um encostar a mão nela. Ela foi santificada para ser possuída por sons angelicais. Foi oferecida em um altar-especial para quem, agora, mora perto do “Zé-Côco-do-Riachão”.Sempre pensei que uma das missões do violeiro é ser possuído por querubins celestiais para fazer com que a dor dos mortais possa se tornar uma bela coreografia.
Assim também pensava meu pai, cujo último momento, foi belo como um por-do-sol e como um “trenzinho-do-caipira” adentrando as matas...
Que as notas que gotejarem dela sejam, portanto, assim também...
Angelim-da-Maria-Deodorina e Cláudio-da-Tereza: Vocês serão bem-vindos para abençoar essa menina chorosa.
A gente vive pra apodrecer
E o ar que você respira
Te mantém vivo
Pra poder te matar aos poucos
As coisas que você olha
São as coisas certas
E é só o que da pra pensar
É mais sensato ir por ali
Eu me pego outra vez
Seguindo a GRANDE multidão
Aí me apresentam uma verdade distante
E querem que eu me apegue a ela?
Você pode compreender nossa distancia?
Você pode compreender por que me esqueço?
Pode compreender por que eu não prossigo
Alguém diz que existe luz
E que ela não pode me escolher
Eu não entendo tanta luz
Deixando isso acontecer
Mas me lembrei que isso é uma questão minha
E quero que se lembre que isso é uma questão sua
E essas pessoas que morrem dentro de poços?
Talvez por não gritarem o bastante?
Ou por não terem forças pra pensar na possibilidade de sair dali
A voz do tempo
Um dia eu ouvi uma voz,
Que soprava ao vento.
Ela vinha forte, veloz,
Era o ancião tempo.
Veio me dizer algo importante,
Que apenas eu podia ouvir;
A turbolência tornava-se contante,
E meus sentindos percebi sumir.
Disse me assim:
" Eu sou o tempo,
Sou o começo, o meio e fim,
Sou o seu testamento!
Ouça o que eu vou lhe falar,
Para que um dia não se arrependa,
Se quer sábio ficar,
Ouça-me e entenda.
Nunca busques no amor,
Seu verdadeiro valor,
Faça de sua vida,
Uma estrada florida...
Busques primeiro a Deus,
Não espere que outro ser,
Possa realizar os sonhos seus,
Acredite mais em você.
Só eu posso tudo lhe dizer,
Nunca te esqueças do que lhe falei.
Estarei caminhando com você,
Pois sou o tempo, nunca morrerrei.
Amigos Para Sempre
Nascemos, crescemos, nos tornamos alguém...
Todos nós queremos ser alguém em nossa pequena trajetória, em nosso percurso que às vezes dá tantas voltas, e nessas voltas muito coisa se modifica: O que era flor deu fruto, o que fruto amadureceu, e muito do que era maduro já apodreceu...
Amigos, colegas de escola, professores, amores... Será que ainda se lembram de nós? Ou será que já encontraram novos amigos, novos colegas, novos amores? Talvez tenham uma vaga lembrança nossa, quando escutam uma música que marcou nossa época, uma carta, uma fotografia, ou mesmo uma poesia oferecida na mais pura ingenuidade, se torna inesquecível.
Quando estamos longe, durante noite bate aquele vazio, aquela solidão! Dá vontade de sair correndo para bem perto daquelas pessoas que amamos, ou mesmo de alguém que nos possam fazem companhia, e nos tire um pouco da companhia, da cruel, fria e zelosa solidão.
Mas, temos um dia que partir, seguir caminhos diferentes, ir em busca de nossos ideais, e deixar para trás muito do que já vivemos. Seria tão bom se um dia houvesse uma lei, um juramento em que nenhum amigo pudesse abandonar o outro! Um lei que se chamasse Amigos Para Sempre, e sempre juntos; até que um dia o nosso Pai maior o rompa e nos leve para ficar junto a ele, e ali um dia quando nos reencontrarmos novamente, poderemos então sermos verdadeiramente, AMIGOS PARA SEMPRE!
A momentos na vida que erramos fraguejamos,
mais nunca desistimos daquilo que e o nossso alvo então poriso nos momentos que sentimos fraguejados ae sim que temos q serem mais forte para serem feliz e isso q eu desejo pra vc seja Forte e não um fragasso!ti adorooooooooooooooooo
Eu quero ir mais alto eu preciso ir mais alto em
busca daquilo que sempre sonhamos,não larga pra tras os sonhos q queremos em nossas vida buca amigo busca do fundo do seu coração pensa a ele a Deus q ti abençõe para q possas proseguir al seu alvo seja felizzzzzzzzz vc e um guerreiro!!!vc e mais que um guerreiro um vencedor...
Ela é uma canção
Que eu canto quando estou
Precisando de um amigo
Pra me dizer o que faria em meu lugar
Ela é uma irmã meio distante
Por causa do tempo e responsabilidades
Ela é mais velha que eu
Mesmo tendo quase a mesma idade
Seu caminho é distante do meu
Suas escolhas também
Mas se decidir seguir o caminho do meu coração
Vai perceber que estamos tão perto
Lá no fundo em sincronia
Esse bobo bate como o seu
Lá no fundo em sincronia
Com cada sorriso teu
(Mayza)
PERFIL DE PATRÍCIA
Sob seus olhos passa o mundo,
E você agarra
Inesgotável fonte de vida,
Indomável força da natureza
No seu coração de menina,
A vida emerge todos os dias
Refaz conceitos, abre perspectivas,
Sem medo das metamorfoses
Rapel sem parede, tirolesa sem rede
És uma, são várias
Intensa é o que és
Pura quando é pai, mãe quando é filha,
Amiga que afaga
Inveja de ti é o que sinto,
Gostaria de sempre aninhar-me no
Teu colo e diante dos dois olhos
Oceanos, chorar meu silencioso choro
E, alma aquietada, partir em paz
Por saber que da tua vida jamais me
Excluiria...
Por que tens rara sensibilidade dos
Que sabem que a generosidade manda
Jogar fora o pior e ficar com o melhor
Do outro
Eu não vi passar a condução
Não notei que o tempo mudou
Não vi que o sorveteiro passou
Nem notei que os pássaros cantaram
O dia todo
Sem intervalo
Eu não vi o sol chegando
Nem me despedi quando ele se foi
Continuei caminhando
De olhos fechados
Mas não tão rápido
Quanto tudo ao meu redor
Os dias tem pressa de passar
E as coisas não esperam eu notar
Pra acontecer
Eu não vi o nascer do meu sol
E agora já é lua pra mim
Eu perdi o pôr-do-sol?
Veja só como eu estou
Eu perdi o pôr-do-sol?
Veja só como eu estou vazio
E a única vantagem
Que eu vejo nessa história
É que a dor diminuiu
Junto com as memórias
Mas o tempo tão ligeiro
Também levou minha alegria
E me trouxe o fim dia
E me trouxe o fim de mais um dia
Que eu não vi passar
Me dê esse sorriso
De canto disfarçando
Que fica tão seu jeito
Quando me vê passando
Empine o rosto e pode ser
Que eu pense como você
Quer
E vá pra casa mais uma vez
Mas é certo
Que me mata
As pistas que você
Deixa
Pra eu chegar no fim
A nada
Voltar da mesma maneira
Que manha
É essa que não quer passar
Que incerteza
Que não quer calar
O meu coração é curioso demais
Não me deixe assim
Não me deixe em paz
O meu coração é curioso demais
Não me deixe assim
Não me deixe mais
E quando um sonho não acha sustento
Mas continua dentro de você
E quando o sonho é guardado em segredo
Tudo o que se lembra é tão vazio
Quanto tudo o que se vê
Quando a realidade em preto e branco
Não tem forças para colorir
Esse sorriso deixado de canto
Esperando para existir
Nos meus olhos
Pintei você
E hoje é só
O que consigo ver
Essa estrada escura não me deixa acreditar
Que o meu dia ainda vai chegar
Pra você nunca partir
Como sempre faz
Estou eu aqui
Guardando em mim
Cada palavra sua
Sou assim
Nada perfeito(a)
Mas sempre pronto(a) pra você
SOBRE O RIO PARANAPANEMA
Nasci não-muito-longe das barrancas do Paranapanema. Rio que passa na minha aldeia, que não é o Tejo e nem o Nilo, mas que também é cheio de contos, causos e cantos.
Místico que sou, sempre acreditei que os rios têm alma. Choram, guardam segredos, sangram e sorriem. Também pensava assim Tales de Mileto, segundo o qual a água é o elemento primeiro do universo.
Meu rio, que hoje recebe o status de “rio mais limpo do Estado de São Paulo”, vira e mexe é alvo de interesses escusos. Sempre travestido de um pseudo-progresso-autossustentável:
"Meia dúzia de carrascos movidos pela ambição
Tentaram matar o rio com indústrias na região
O povo da redondeza fez das tripas coração
A empresa criminosa bateu com a cara no chão"
Sempre que ouço novas investidas contra o “Panema” tenho vontade de armar uma esquadra de barcos-cheios-de-carrancas para espantar esses maus-espíritos-que-andam na região.
Mas aí há amigos que me garantem que a poesia e o canto dos violeiros são a melhor cruzada para mobilizar o povo e proteger o rio. De fato, a voz e a viola de Tião Carrero e Pardinho sempre se ouve em suas águas abençoadas:
"O rio Paranapanema é obra do Criador
É espelho das estrelas o mundo do pescador
No livro da natureza vai entrar mais um poema
Vamos cantar a beleza do rio Paranapanema
O rio Paranapanema deságua no Paraná
Mas toda a sua beleza deságua no meu cantar "
SOBRE UM ONZE DE SETEMBRO
Era um onze de setembro
Nem mesmo Dante teria pintado inferno tão horrendo
Primeiro, os aviões do apocalipse
Depois , as explosões da morte
O fogaréu-do-juízo-final que se seguiu
Cessou a voz do cantor
Em seu lugar se ouviu o som e o lamento da profecia:
“Era Raquel chorando por seus filhos;
não querendo ser consolada,
pois eles já não existem mais."
Mataram os poetas e os profeta
Mataram o Salvador
Milhares seriam mortos depois...
Os anjos-da-morte haviam triunfado
Os "yankees" haviam hasteado suas bandeiras
Assim se desabou a arquitetura da liberdade...
Era o dia onze de setembro de 1973,
o Chile-país-irmão, chorava e enterrava seus filhos...
(PARA QUE NÃO NOS ESQUEÇAMOS DE NENHUM DOS HOLOCAUSTOS)
Não quero ser apenas mais um nessa imensidão. Não quero ser apenas um indivíduo qualquer. Lembrado serei pelos que não serão.
JESUS E A VIOLA
Jesus quando andava pela Galileia
sempre carregando São Pedro na boleia
passava certa feita, por uma das pairagens da Palestina
e em uma bela capela, foi convidado
pra ver ali rezando, um povo ensimesmado
Pararam os dois na porta! Só um pouquinho...
Depois seguiram em frente, os dois pelo caminho.
Lá adiante-e-pelas-tantas, espiaram um casebre alegre
onde se ouvia uma viola roceira-bem-brejeira.
Estava nas mãos de um violeiro que tirava versos em fé
em forma de toada, de pagode, e chamamé:
Se um dia eu chegar no céu
Viola entra primeiro
Viola cheia de fitas,
ta dengosa, ta bonita
A festa estava uma alegria que até o mestre seduzia
visto que Ele , pegando a viola, entrou também na cantoria
deslizou nas cordas seus dedos com maestria
e ao som de divinas canções
harpejou a viola em vinte-e-uma-afinações
indo embora só quando já raiava o dia
e quando então abençoava os foliões
Diz a lenda que São Pedro com ar indignado
perguntou ao Bom Mestre: Por que Senhor?
Lá atrás os fiéis estavam a rezar e não quiseste aquele santo-chão pisar?
E mais adiante , numa festa-de-farra-não-modesta,
não só quiseste entrar, mas também dela fizeste “questã” de participar!!!?
O Senhor, em tom sereno, então lhe respondeu:
É verdade compadre!
Lá atrás estavam rezando...
Porém vi muita gente a maldade ruminando.
Aqui não! Todos estão felizes e cantando!
E os males-do-coisa-ruim estão exorcizando!
Aprenda essa verdade se é que tu me prezas:
Uma boa fé cantada, vale mais que cinco rezas!...
SOBRE DEUS E O DIABO NUM REPIQUE DA VIOLA
Foi Guimarães Rosa quem melhor descreveu... Foi Glauber Rocha quem melhor encenou... Mas foi a dupla Edu Lobo e Capinam quem melhor cantou a trama acima.
Tudo está codificado em poucas palavras na canção “Viola fora de moda”, um mantra bem aos moldes-mágicos da literatura surrealista. Nela, o “Tinhoso”, debochado, apresenta-se para tentar fazer um pacto com um violeiro infeliz. Esse violeiro é uma metáfora de nós mesmos na dança da vida.
Veja a releitura que, tirando as alparcas dos pés, arrisco a fazer:
“Moda de viola”
Moda de viola é o espaço artístico/religioso onde sempre há pelejas místicas entre Deus e o “Cão”. Disso sabem muito bem os violeiros que , no sertão do Urucuia, entre um benzimento e outro, vivem proclamando nas noites de lua cheia: “Bom violeiro ou vem de Deus ou vem do “Demo”.
“De um cego infeliz podre na raiz, ah, ah”
A canção é um lamento “de profundis” que brota de uma alma que se sente relegada ao Hades-da-condição-humana. O violeiro é cego, infeliz e podre na raiz. Mas, apesar do inferno da inutilidade, ele ainda canta, nem que para isso precise ouvir um eco de sarcasmo-sepulcral: “ah, ah”! Violeiro não vive só de amor e comédia. Ele tira versos da tragédia que o amarga nos dramas históricos. Faz coro com Nietzsche: ”Amo aqueles que não sabem viver a não ser como os que sucumbem..."
“Vivo sem futuro, num lugar escuro, e o diabo diz, ah, ah”
Nos porões da existência, esse assum-preto-sub-homem, escancara a sua falta de perspectiva. Mais..., tem que ver cara-a-cara o responsável direto pela situação: o “Bode-preto”, que, não bastasse ser o causador da infelicidade, deixa a dor ainda mais cruel por continuar a soltar sua ironia-de-penumbra-dantesca ao final da frase melódica: “ah, ah”!...
No livro sagrado de Jó, o “Cujo” aparece como um ministro do primeiro escalão de Deus, responsável pelo “controle de qualidade do criador”. Parece que aqui o caso é semelhante.
“Disso eu me encarrego, moda de viola não dá luz a cego, ah, ah!”
No auge da moda aparece o nó da trama bem à moda roseana: a possibilidade de um pacto com o “Gramulhão”. A frase “disso eu me encarrego” é um eco das palavras apresentadas a Jesus: “Tudo isso te darei se prostrado me adorares”. Aqui o “Coisa-ruim” subestima o instrumento sagrado do moribundo dizendo que ela não dá luz a cego. Era como se dissesse, “jogue fora tua viola e vem comigo” . E ainda continua impingindo-lhe a gargalhada-da-desgraça: “ah, ah”...!
Seguem acordes sem palavras...
Conclusões inconclusas:
Amigo violeiro: Não acredite no “Tristonho”. Ele é o pai da mentira! São Gonçalo o espantou. Para isso não usou a cortante espada de São Jorge, mas o poder exorcizante de seus acordes-rio-acima-e-celestiais. Uma viola bem tocada vale por duas rezas!
Agüenta aí cantador! Está escrito nas veredas do Grande Sertão: “Deus é paciência; o contrário é o diabo”. Lembre de outro musicante que, fazendo caminho , cantarolava: “Faz escuro, mas eu canto porque amanhã vai ser bom”.
Saiba que nos ponteios da vida, o "Todo Poderoso" não tem concorrente. Portanto faça o “Oculto” picar a mula repicando a viola, mesmo que ela seja como a minha, assim, fora de moda!
O RIO PARANAPANEMA
Nasci não-muito-longe das barrancas do Paranapanema.
Esse rio que passa na minha aldeia, não é o Tejo e nem o Nilo, mas também é cheio de contos, causos e cantos.
Místico que sou, sempre acreditei que os rios têm alma. Choram, guardam segredos, sangram e sorriam. Também pensava assim Tales de Mileto, filósofo grego, segundo o qual a água é o elemento primeiro do universo.
Meu rio, que hoje recebe o status de “rio mais limpo do Estado de São Paulo”, vira e mexe é alvo de interesses escusos. Estes, aliás, sempre travestidos de um pseudo-progresso-autossustentável como canta a canção de uma viola engajada:
" Meia dúzia de carrascos movidos pela ambição
Tentaram matar o rio com indústrias na região
O povo da redondeza fez das tripas coração
A empresa criminosa bateu com a cara no chão"
Sempre que sei de novas investidas contra o “Panema” tenho vontade de armar uma esquadra de barcos-cheios-de-carrancas, iguais aquelas do Rio São Francisco, para espantar esses maus-espíritos-que--se-entocaiam na região.
Mas aí, há amigos que me convencem que a poesia e o canto dos violeiros locais, são a melhor cruzada para mobilizar o povo e proteger o rio. De fato, a voz e a viola de Tião Carrero e Pardinho sempre se ouve em suas águas abençoadas:
"O rio Paranapanema é obra do Criador
É espelho das estrelas o mundo do pescador
No livro da natureza vai entrar mais um poema
Vamos cantar a beleza do rio Paranapanema
O rio Paranapanema deságua no Paraná
Mas toda a sua beleza deságua no meu cantar"
( Para meu pai que me levava pescar no Panema)
