Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues

Cerca de 129560 frases e pensamentos: Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues

⁠Quando os amigos deixam de jantar com os amigos por causa da ideologia, é porque o país está maduro para a carnificina.

Nelson Rodrigues
CASTRO, Ruy. E aquela do Nelson? Folha de S.Paulo, 16 jul. 2022.

⁠Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.

Nelson Rodrigues
O óbvio ululante: primeiras confissões. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

Nota: Trecho da crônica Os idiotas sem modéstia.

...Mais

Para mim, não há coincidência intranscendente, e repito: – qualquer coincidência tem o dedo de Deus ou do diabo.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

Aprendi a ser o máximo possível de mim mesmo.

Nelson Rodrigues

Nota: Frase citada no discurso de possa de Fernanda Montenegro na Associação Brasileira de Letras (ABL), em 2022.

...Mais

Hoje, se o gênio não se fingir de imbecil, não arranja emprego.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista.

Nelson Rodrigues
À Sombra das Chuteiras Imortais

A constante dos seres humanos é a burrice. Para um gênio há dez milhões de imbecis.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

⁠Atrás de todo paladino da moral, vive um canalha.

O ser humano pode ter todos os defeitos, menos o da imparcialidade.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

[comentário sobre Garrincha]
Deus escreve certo por pernas tortas.

A piada é o disfarce de uma mágoa incurável.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

⁠Há sujeitos que nascem, envelhecem e morrem sem ter jamais ousado um raciocínio próprio.

Nelson Rodrigues
O óbvio ululante: primeiras confissões. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

Nota: Trecho da crônica Oitenta milhões de vendidos.

...Mais

Somos mais idiotas do que nunca. Ninguém tem vida própria, ninguém constrói um mínimo de solidão. O sujeito morre e mata por ideias, sentimentos, ódios que lhe foram injetados. Pensam por nós, sentem por nós, gesticulam por nós.

Nelson Rodrigues
O óbvio ululante: primeiras confissões. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

Nota: Trecho da crônica Os idiotas sem modéstia.

...Mais

Na vida, usamos máscaras sucessivas e contraditórias. Só a morte revela a nossa verdadeira face.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

Entre o público e uma obra de arte, quem tem razão é sempre a obra de arte.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

A grande, a perfeita solidão exige a companhia ideal.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

Antes de escrever eu penso muito. Levo mais tempo pensando do que escrevendo.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

⁠Enquanto o homem não amar o outro para sempre, continuaremos pré-históricos.

Nelson Rodrigues
O reacionário. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.

Nota: Trecho da crônica Saiu baratíssima a Apolo 8.

...Mais

A imparcialidade só merece a nossa gargalhada.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

Ai do escritor que não usa, de vez em quando, um mínimo de cafonice.

Nelson Rodrigues
RODRIGUES, Sonia (org.). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.