Versos sobre Mim

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Senhor
Se olhares para dentro de mim, verás muito mais imperfeições do que virtudes.
Mas também encontrarás um coração que deseja desesperadamente ser transformado.
Não te peço uma vida mais fácil;
Peço um coração novo.
Molda-me, restaura-me e faz de mim alguém segundo a Tua vontade

RELAÇÕES

Sou feito de mim mesmo e das circunstâncias. Entre o que somos e o que as circunstâncias nos fazem ser, nasce o que podemos vir a ser.

Não somos nem pura essência nem mera circunstância, somos a dança criativa entre ambas.

Oxalá se pudesse provocar em mim mesmo, uma suave alegria que me levasse a apossar de uma parresia contundente, para poder imitar o grande apóstolo em seu texto idiomático dirigido aos Coríntios em sua primeira carta, no remate do capítulo e versículo 9,16.


Ai de mim, digo eu, em pobre ortodoxia que se transforma em triste desejo de meu quietismo estimulado neste epílogo, por sentimentos de difícil compreensão humana...

Eu sou mar.

Trago em mim vastos oceanos
de profundidade incalculável.

Há dias em que sou tempestade,
e navego entre ondas avassaladoras
que ameaçam lançar meu barco
ao fundo.

Há dias em que sou luz,
sol aberto,
água mansa,
calmaria.

Mas atravessar, em tão pouco tempo,
a violência das águas
e o silêncio da superfície
desgasta o casco,
as velas,
o leme,
a esperança.

E esse desgaste nos faz perguntar
se ainda é justo
continuar navegando.

Ainda assim, seguimos.

Como um veleiro solitário
em meio ao mar.

Às vezes cercado por outros barcos,
mas, por dentro,
profundamente só.

⁠fale mal do meu marido,
Mas por favor,não fale pra mim.
Pois aí o coração não aquenta.
A paciência esquenta,e nois arebenta.

Pois fale de mim,e não dos meus
# família sempre ❤

Aprendi que o problema não estava em ninguém, mas em mim, por acreditar em falsas promessas e absorver energias negativas.
Então decidi mudar. Não por alguém, mas por mim mesmo. A fama, as festas e a popularidade podem trazer abundância, mas também atraem inveja, traição e falsidade. Percebi que esse mundo nunca foi o meu lugar.
Foi nesse processo que aprendi uma das lições mais importantes da minha vida: o caráter das pessoas se revela quando elas falam de alguém que não está presente. Entendi que o verdadeiro inimigo nem sempre é quem se declara contra você, mas quem sorri na sua frente e espalha negatividade pelas suas costas.
No fim das contas, não perdi nada. Continuei sendo quem sempre fui. O que ganhei foi algo muito mais valioso: uma lição que poucas pessoas têm coragem de aprender. Algumas decepções não chegam para nos destruir, chegam para nos ensinar a enxergar a verdade.

ÓDIO?


Ela disse ódio como quem diz vento,tão natural que o mundo, dentro de mim,se partiu ao meio. Meu semblante foi de umchoque imediato...


E o coração, pulsando na palma da mão,se fez carne contra o desabamentodas palavras sem roteiro, sem perdão.Eu a amo. Como caberia o ódionesse rastro que ainda respira?


Às vezes penso: se esse veneno me achasse,
que lagarto eu seria?Mas não.O ódio não tem porta em mim.Nunca teve.Não terá.Sou apenas um estranho de convicções remotas
e quebra-cabeças sem imagem...


Um retrato perdido tentando nadarem mares que ainda não aprendi a navegar.Sou breve, confesso. Vícios desmedidos, gestos aparentes.Sou gente.Tateando razão no escuro...


--- Risomar Sírley da Silva ---

Deus...
Eu só quero te agradecer por Tudo o que tens feito por mim. Agradeço pelos incontáveis livramentos, livramentos que outrora eu pensava ser castigo, hoje porém, entendo que sempre foram Teus cuidados, pois Tua Fidelidade é incomparável.


WanessaGuimarães Z96

Pra mim, não faz sentido alguém
Que tem asas não ter o céu
Inteiro para poder voar
Se tenho asas, eu sei que o céu é o meu lugar

"Ofereci confiança, oportunidade e parte de mim em forma de negócio.
Era amor, era fé, era acreditar no outro.
E quem não correspondeu, quem não valorizou, mostrou apenas sua própria medida.
Não perdi nada: Só reconheci onde minha energia vale e onde não deve ser desperdiçada.
O valor não está no que dei, mas em quem sou.. Inteira, lúcida e inteira de novo."

Fragmentos de mim

me olho e não me reconheço,
mas ainda sinto, ainda escrevo.
a dor insiste,
mas eu aprendi a dançar no meio dela,
mesmo com tudo do avesso.

Sou feita de restos que insistiram em ficar,
pedaços que o tempo não quis levar.
Metade de mim é calma aprendida,
a outra metade ainda é incêndio que não se apaga.

Quando eu paro de esperar grandeza de mim,
eu viro humana.
Eu viro falha.
Eu viro carne.

Apesar da preocupação,
algo em mim desacelerou.
Não é paz completa..
ainda não.
Mas já não pesa igual.
É como tirar um peso antigo
e estranhar o próprio corpo sem ele.
Eu ainda penso,
ainda sinto,
ainda cuido dos passos…
mas respiro diferente.
Mais leve.
Como quem, pela primeira vez,
não carrega o que não é seu.

Quatro Rotas


Não foi falta de caminho.
Foi excesso de mim em lugares que não sabiam ficar.
Eu fui mar aberto
pra quem só sabia ser raso.
Fui estrada longa
pra quem cansava na primeira curva.
Fui casa
pra quem nunca soube morar.
E ainda assim… Eu fui.


Quatro rotas.


Quatro versões de partida.


Nenhuma delas me levou de volta.
Porque dessa vez
eu não me perdi...
Eu me encontrei no exato ponto
onde decidi não voltar.
Levei comigo o que doía,
deixei pra trás o que pesava.
E segui.


Sem mapa,
sem promessa,
sem você.

Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.

Não é só no peito, é em mim inteira,
um peso que chega e nunca beira.

Feito de tudo que eu não soltei,
de tudo que senti e nunca falei.

Dias parados, querendo voltar,
coisas em mim sem saber onde ficar.

Eu sigo firme, mesmo cansada,
carrego o mundo sem dizer nada.

E no silêncio onde ninguém vê,
eu luto comigo pra não me perder.

Você viu distância.

Eu via ruínas
tentando ficar de pé
dentro de mim.

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

Tantas tacadas eu já peguei,
que o acesso à mim mudou de lugar.
Hoje, quem quiser entrar,
precisa saber ficar.


Não abro mais portas
pra quem chega fazendo barulho,
nem entrego meu caos
pra quem nunca soube cuidar do meu silêncio.


Intimidade não é presença,
é permanência.