Versos Românticos para Namorados
Ninguém está sozinho,
- eu acredito
Nem um cadinho nisso,
Somos feitos de carinho,
E de doçura sem fim...
Descobri em ti a salvação,
A redenção do meu coração,
O teu amor é revelação,
Fonte da minha libertação.
Desde que você chegou,
A estação saudade se alterna,
Entre o verão e a primavera,
Mesmo que você se vá,
Aqui você para sempre ficará.
A noite foi chegando gentil
E transformando o céu anil
Numa imensa mandala
O degradê desabrochando
Os anjos cantarolando
E o céu se desdobrando
Num presente multicolorido
Acolchoado em madrepérola.
No sorriso do sol indo dormir
Vejo o teu lindo sorriso
Uma constelação a luzir
Provocando o meu coração
Convidando a florescer de leve
De amor e contentamento
Com a unção do firmamento
Cor de mandala multicor
Repleto de encantamento.
A poesia independe de rima
Ela surge até sem escrita
E não depende de metrificação
Porque ela brota do coração
Longe da isenção de sentimento
Ela é como uma canção
Transformada em oração
Amante, pungente e tocante
Dependente do teu calor
Que traz a inspiração...
Como num transe que não tem explicação,
Eu caminhei até a praia,
Só para ver se eu ganharia
o teu sorriso,
Como uma divina moção,
Mas você lá não estava,
Lembrei-me do tempo,
que eu era a tua amada.
Graciosamente o mar marulhava,
- todo formoso ele cantava
Uma linda canção que me tocava,
Dos pés ao último fio de cabelo,
Lembrei-me da época que não tínhamos
- nenhum segredo -
E o medo do escuro
era uma doce desculpa,
Para pular no teu colo
- o meu grande enredo.-
No ápice do inexplicável transe,
Que só reforçou a lembrança,
- do nosso lance
Vi um jovem casal de namorados,
Os dois atravessando a duna,
Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.
Sob a guarda dos teus olhos,
Protegidos estão os sonhos,
Sonhos meus que são teus,
Temos fé no amor e na vida,
Não possuímos o desdouro,
O amor é nosso tesouro,
Preservado com doce lida.
Os olhos brilham por versos,
Os beijos são ternos e sinceros,
A poesia é gáudio e refúgio,
Ah! Esse mundo austero...,
Ainda cremos que protegidos
- pelo nosso amor e fortuna
Faremos da carícia, o prelúdio.
Prelúdio que os doidos de amor,
São sãos e libertos para escutar,
É música para vivenciar,
É serenata de todas as horas,
É fé de quem amar,
É esclarecimento em esplendor,
De quem vive todas as horas
- intensamente -
Um grandioso e reluzente amor.
És a minha loucura,
És a minha sanidade,
És a minha ternura,
És a minha saudade,
És tudo o que me livra,
És toda a minha vida.
Você chega com a noite,
E também com a manhã.
És o meu Sol,
És a minha Lua,
És o meu sal,
És o meu mel,
És o meu céu,
És a minha doçura.
Você chega com a brisa,
E nunca vai embora.
És a minha batalha,
És a minha unção,
És a minha glória,
És a minha preferência,
És a minha história,
És a minha paixão.
Você nunca chega,
É porque nunca foste.
És a minha poesia,
És o meu verso,
És a minha prosa,
És o meu poema,
És a minha biografia,
És a minha trova.
Você sempre dentro,
da minha pele e do sentimento.
És o meu tudo,
És o meu nada,
És o meu recato,
És o meu tempo,
És o meu corpo,
És a minha vontade depravada.
Não vou esquecer,
- a delícia de ter
Para sempre festejar,
- a delícia de ser
Doce na imensidão,
No embalo do violão,
Para tocar a tua paixão,
Sou a mais doce canção.
Pronta para te embalar,
Com o meu perfume no ar,
Como um anjo a voar,
Entre as nuvens a se esconder,
Para a tua alma tocar,
E para o teu corpo não sossegar.
Bússola a te orientar,
Destino certo para prosseguir,
Você sabe o que eu quero,
E também sei para aonde ir;
Passo macio, caminho certo,
O teu beijo de amor mais sincero.
É impossível conter a emoção
Diante dessa indomável paixão
Que fez o Sol do amor nascer
Resolvi me entregar
Deixar o amor levar
E o coração entregar
É incrível o arrepio na pele
Diante da tua presença
O teu sorriso é a minha crença
Escolhi te amar
Para sempre me dedicar
E o teu corpo louvar
O amor não oferece escolha
É amar você ou amar você
Quando o coração ama, não tem escolha.
A leveza dum suspiro
A saudade em flor
Assim vou vivendo
Escrevendo a saudade
Que tenho do teu amor
Nunca te deixei
Foi o vento que me levou
Porque tenho as asas leves
Como as asas do beija-flor
U’a ternura entregue
A saudade permanece
Assim vou te amando
Crendo que os arcanos
Por nós estão conspirando
Nunca te abandonei
Foi o destino que nos afastou
Desconfio que o meu amor era só
E só ele não te bastou
U’a história que não perece
A saudade não fenece
Assim ela vai vivendo
Certa que ela não fenece
Um sacrifício de amor, ela te pede.
Procurando doidamente
por você,
Olho para o céu,
e lá você não está;
- Porque você em mim habita
E para sempre reinará...
Busco explicações
no voo duplo dado,
Apreciando a cumplicidade
das gaivotas,
É tua essa alma
e esse coração apaixonado,
O amor para muitos é
praticamente inútil,
E para outros é um
planeta que não foi habitado.
Quem dera, quem dera...
Que o homem fosse
como a gaivota,
Não haveria nessa vida
nenhuma quimera,
O mar revolto se tornaria marola...
Vendo o Sol se pondo
entre as areias,
Como uma hóstia no sacrário,
Tenho o teu amor
como um relicário,
Crendo nas larguezas,
grandezas e firmezas.
Crendo, crendo, crendo...
Que o amor vai além do vento...,
E que ele supera todo o tormento,
Capaz de dissipar
a névoa do sofrimento;
Existindo como o mais
santo e sacro sentimento.
Ninguém percebeu,
Que eu tenho raiz,
Sou a flor da duna,
Que cresceu feliz.
Tenho um doce aroma,
Bondade e textura,
Foi Deus quem me quis,
Nem o vento me derruba.
Nasci flor da duna,
Brilho com o Sol,
Existo além do tempo,
Eu descanso com a Lua.
Enxergo na penumbra,
- Deus é poesia
Enfeito o ninho da coruja,
Para o teu olhar trago alegria.
Resisto a forte mudança,
Das dunas não mudo,
Eu não perco a esperança,
De colorir o mundo com amor,
Enfeitando a vida com temperança,
E seguir plantando nesse mundo a esperança.
Não
chame
o
mar
de
ressacado,
Que
ele
fica
muito
mau humorado,
Hoje
posso
dizer
que
vi o
mar
emocionado,
E lembrei-me
do
teu
amor
enciumado.
O mistério dos teus olhos,
Castanhos e nordestinos,
Lembra os dias coloridos,
Marcante como passos,
Na areia e no coração,
O étereo beijo não dado,
Pela poesia sublimado,
Mas não esquecido,
Ainda me balança,
Tal como a palmeira
Ao vento de maracaípe,
Confundo Pernambuco,
Com Sergipe, e até parece
Que bebi um alambique.
Eu te vejo em boas letras,
Invernais e de verão febris,
Porque és meu chão,
És meu Norte e meu Sul,
Nem desconfia que és meu,
Tu és meu tudo e meu nada,
Tens todas as misturas,
Do que chamam de raças,
És verdejante por tuas matas,
Auri e profundo pelo teu ouro,
Azul pelo teu céu e teus mares,
Pleno, celeste e Sudeste,
Lindo até no seu Centro-Oeste,
Em berço coroado de estrelas,
És a minha constelação - e meu país.
Festa e luz interior,
Iluminando o exterior,
Assim é o Rio de Janeiro,
Soberano como um poema de amor,
Belo e sempre em pleno esplendor.
Em busca do teu olhar penetrante,
Olho para o céu só para te encontrar,
- grande é o amor que tenho para dar
Da ternura boa para plantar,
- todas as veras faces reveladas pelo amor
Ipês floridos a coreografar,
Balançando e soltando flores pelo ar,
Para o nosso caminho de amor enfeitar.
Festa do Sol, verão estrelar,
Assim é o Rio de Janeiro,
Brilhando sem parar,
Sambando no salto da cabrocha,
Explosão sensual que te fez apaixonar.
Em busca de desvendar ousadamente,
Olho para a tua constelação solar,
Para melhor nos entrosar,
Escrevo para fazer a fazer engrenar,
Para você não esquecer, e sempre lembrar,
Que não existe limite para o amor amar,
E nada que seja impossível que o amor
in natura não possa contagiar...
A poesia não se entrega assim,
Traze para mim o teu coração,
Entrega-o todo para mim,
Sem cerimônia, e com emoção;
Não desistirei da nossa paixão,
Entregue-se todo e sem fim.
O amor plantado em versos,
Às vezes comete excessos,
Estou uma lira doce enfim,
Pronta para ser bem tocada;
Especialmente para ser amada,
Coisa de alma apaixonada.
A minha veia poética forte,
Não precisa levar versos,
Eles são incensos frescos,
Que seguem em nuances
E atingem a doces toques;
A poesia consegue criar raízes.
A procura pelo amor às vezes
deixa marcas (cicatrizes),
Mas sempre há uma coragem
que faz com que não (desistas);
A poesia que tem os seus apelos
e amorosamente dá (pistas).
Por que o amor não dá certo?
O amor que não dá certo é
porque não é amor.
Às vezes um voo de amor
é solitário, mas decola.
Há tipos de amor como
mendigo na porta de Igreja
pedindo esmola.
Para o amor não existe
fórmula, ele tem a sua própria
forma, trajetória e utopia...
O amor é uma escola a ser
aprendida, compreendida
- e ensinada...
Portanto, faça a pessoa
se sentir amada e valorizada.
Não faça pouco da pessoa
que você procurou para ser
amada...
Supra com carinho e com
urgência quando você for
carinhosamente solicitada.
Não é por acaso que você apareceu,
O quê importa é que o amor aconteceu,
Somente isso é o que importa,
O amor é teimoso como uma marola,
Carinhoso como a brisa de Carapinas,
Vou contando histórias e tecendo rendas,
E ensinando para essas meninas que o
amor também tem as suas lendas...
Na vida o que importa é ser poeta,
Aparentar ser duro como uma pedra,
E ter o coração macio como a terra,
Pronto para ser semeado para o amor,
E viver com ele para onde for,
Amar sem medo, amar com desapego,
Amar buscando sempre dar sossego,
Fazer da vida a doce vivenda...
O amor pede consagração e mística,
Peço à essas meninas que elas tenham
paciência até no sofrimento,
O caminho do amor deixa pegadas - marca,
Ele dá tom, cor, sabor - é sentimento,
Pede tenacidade e envolvimento,
Amor só é amor quando existe envolvimento,
Portanto, não tirem o amor do coração e do pensamento.
Eu procuro por você
como que busca uma sombra,
Como a água do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por você
porque você é o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque você me interessa,
Recolho cada vestígio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carícias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a Paraíba noite e dia
- você virou poesia!
Quem sabe um dia em João Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro só ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco é uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que você me sente;
É o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
Meu bem, alonga a tua [visão:
Estou em tuas mãos.
Sou primavera em qualquer
[estação,
Vamos dançar a valsa nos
Passos marcados pelo [coração.
Porque eu também ser
Samba e ser canção,
Depende como conduz a sua [mão...
Um pedaço de papel para
Escrever um samba [emoção,
Sou um jardim no teu [coração.
Agora vivo toda contente,
Buscaste um jeito de estar presente,
Perfumaste-me com o aroma da [paixão,
Os meus dias já não são mais os mesmos,
Eles têm sido de auroras e poentes intensos,
Você virou o meu sorriso sem motivo,
Um motivo para eu ser ainda mais calma,
E cultivar a minha [devoção].
Guarani de [Goiás é um convite
para deixar tudo para [trás,
Vou tocando a minha viola
cantando esse bem que só
você me [faz...
Vejo nessas águas cristalinas
a oportunidade de voltar a ser
menina e me inventar como
Cora Coralina que não é de lá,
Mas que é de Goiás, faz doces,
escreve poesias e me dá coragem.
O aroma do Cerrado faz
o meu coração [apaixonado,
Estou indo à galope ligeiro para
encontrar esse povo lindo
e encantador...
Foi em Guarani de Goiás,
que eu encontrei o meu [amor.
Não tiro Goiás da cabeça,
Espero que tudo de bom aconteça,
Goiás que inunda de paz,
Que tomou conta do meu coração,
É nessa paisagem de extrema beleza
que vou colocando a minha paixão,
Eternizando no meu dedilhar da viola
vou cantando o meu amor nessa canção.
Nestes raios de poente,
Estou ausente,
Faço-me presente,
Todavia sempre
No teu coração,
Escrevendo
Para que lembre,
Que em linhas douradas
Bordo castamente
a intenção.
Assim nestes raios
De poente,
Apaixonadamente,
Pessoense,
Lendo na palma
Da tua
Mão o que está escrito
Nas estrelas;
Fitando-te
Sensualmente,
Para tirar os teus
pés do chão.
Fatalmente cativante,
Amarrou contigo
O meu coração. Ah, sim!...
Coração [errante,
Porque [erra...
Ele vai vagando para
Ver se um dia acerta,
E como vagão um dia
Entrará no [trilho.
Esse meu coração que
Fartamente não pensa
Em outra coisa
a não ser no teu [brilho.
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