Versos Românticos de Amor
Pude observar a [dança]
- do sol e do luar -
No oceano de amar,
Para seguir a luz
De quem me ama...,
E de mim nunca se cansa.
Destarte, posso tanto,
- em segredo -
Sagrado com afeto,
Espalhar este canto.
Pude passar a tarde
- de sol e luar -
A observar o mar,
Imaginando você em cena,
Ditando poesia suave,
E um sussurrar com [arte].
Evidente, nesta poesia
- intimista -
A deslizar nas areias
Palmilhando as conchas,
Para tomares conta,
E para quando abraçares:
- Roubares o meu beijo
Deslizando no canteiro
Escrevendo poesias boêmias
Com as pétalas das gardênias.
O vento fazendo música
com as águas do mar,
O vento trazendo o desejo
com a vontade de beijar,
O vento carregando a onda
sobeja retocando na areia,
A carícia em rebento
percorrendo a alisar,
A música que eu compûs,
e você ainda não ouviu;
A poesia misteriosa nasceu
de uma conversa que surgiu.
Sim, deste contentamento
da onda do mar beijando
as areias e tocando a canção
do vento - divino carrilhão;
São letras de chamamento
convite para tocar as estrelas
Nas noites de plena excitação.
Sim, do apelo poético ondino
da rosa a desabrochar no verão,
Provoquei-te a curiosidade menina
a olhar este rimário de dama despida,
Como se olha através da fechadura
A cada verso de paixão uma loucura:
- Escrevo para você cair em tentação.
Por eu te querer querendo,
No rimar, vou te desejando,
Aos poucos te dando pistas,
És a maior das [conquistas...,
Por eu te querer (amando),
No olhar, vou me despindo,
Aos poucos te revelando,
És o meu coração [batendo...,
Por ser grande e (tremendo).
Porque tu'alma é um [roseiral,
E tens a cadência dos (cometas).
Porque te fiz este [verso lirial,
E das cores de (mil estrelas).
Porque teu jeito é [genial,
E tens as asas das (borboletas).
Por eu te amar amando,
No remar, eu vou 'chegando',
Aos poucos sigo acariciando,
És a poesia verdadeira, e não lenda,
Assim, seduzes-me tu pelas fendas;
Em riste e com todas as pompas:
Tu vais se rendendo - aconchegando!...
Desejo o teu humano apego
- em segredo -
Dar-te-ei o meu aconchego.
Domino a tua sacrossanta
- chama -
Canção que me acalanta.
Danço no orvalho da manhã,
- em secreto -
Tomo o beijo sabor de maçã.
Determino a carícia sublime
- saboreio -
Do teu corpo não faço regime.
Direciono com altivez tremenda
- enleio -
Nas tuas partes a luxúria intensa.
Devoto à você sem reserva,
- em discreto -
Versejar como semente na terra.
Ditoso pensador tremendo,
- em sonho -
Faço-te o meu território ocupado
Porque a tua fragância veio no ar,
Ela me fez voltar a sonhar...,
Porque sempre apreciei tudo
E muito mais do que o olhar
É capaz de alcançar e aspirar...,
Eu hei de te escrever aos poucos
No formato de meus versos loucos,
Tudo, tudo, tudo, o quê aprecio,
Perfumando o ar de romantismo.
Se eu posso ser poesia:
- desabrocho em [flor]
Se eu posso ser tua:
- escrevo versos de amor.
Se eu posso ser fascínio:
- viro o melhor sabor
Se eu posso ser [rio]:
- deságuo no teu mar.
Se eu posso ser aurora:
- posso ser [poente]
Se eu posso ser noite:
- viro luzeiro presente.
Se eu posso ser tua:
- andarei nua no paraíso
Se eu posso ser mistério:
- viro logo um mar feitiço.
Porque me deito em ti
Meu sonho de amor,
És meu solo sagrado.
Aprecio tudo o quê te atrai,
O quê perfuma o ar...,
Aprecio tudo o quê te traga,
Transformando em contentamento:
as manhãs, tardes, noites
Transformando a madrugada
em poesia de versos esplêndidos,
Cintilando em cada um o romantismo
Puro, sublime e necessário;
Que me torne a mulher do teu agrado.
O som deste poema é auto
de confissão de uma paixão,
A viola é a haste de letras
tão irisadas quanto doídas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amávamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por não
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem Pierrô,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
É viola que cairá nas mãos
do violeiro amado,
O exílio que te forçaram
nunca fará de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
O teu olhar tem a cor da noite,
a tua boca tem o sabor do mel.
O teu olhar não menos meu,
é tão caro quanto [brilhante...
A tua boca é plena e saborosa
possui lábios tão extasiantes:
Conjunto que me fez flamejante.
A tua existência é concreta,
a urgência que tenho secreta:
a primavera que não passa
(...) Primavera, eterna!
O teu gingar inesquecível,
e a tua pele incrível
Em mim [permaneceram];
a poética que nem os guerreiros
e a noção de pecado não derrotarão,
Estarão nos meus versos plenos
Repletos para fazer eternos
- dois corações -
Que a distância superarão.
Suspensa no topo da Galáxia
Escuto o teu saboroso canto,
Embalando o meu corpo
Despertando do bom sonho,
Que estava no teu porto.
Apenas do sono despertada,
Mas não menos apaixonada.
Porque quando se ama:
A alma sonha acordada.
.
Sonetista do farol da ilha
Escrevo com poeira estelar,
Querendo a rota contar
De um particular encanto,
- Que veio para renovar! -
Alegria seminua que se prende
e liberta a macia cintura,
Entusiasmo que se sente
a cada letra indiscreta
De ter um amor na Terra.
Leve, irrepreensível e concreta
a libido que não se divulga,
Entre quatro paredes segreda
a promiscuidade evidente
Entre a Poesia, o Céu e a Terra.
Alegria redentora que se solta
e liberta o que tem na mente,
O canto silente das revoluções
quebrando o silêncio das prisões
Deste amor que chegou de repente...
Não há como esquecer da vez
que eu tirei você para dançar.
Não era impossível prever
que a gente iria se [cruzar.
O amor ainda vive no olhar
como composição essencial.
Nome ainda vivo no peito
como bailarina a [sapatear.
Não há como resistir a você
que chegou de vez para ficar.
Não sei como será adiante,
e o quê fazer para te [agradar.
O amor quando chega de vez
é como o vento a refrescar
que acaricia a face
em plena noite de [luar].
As estações passaram lentamente,
Estou no vazio dos teus abraços,
Na plenitude das tuas mãos,
As horas agem implacavelmente!...
As músicas presenteiam inteiramente,
Virei poesia reverente na canção,
Na altitude solar ardente,
Jurei virar um oásis de sedução.
As aspirações mais sutis subscrevem:
- Estou no ápice de te pertencer
No ponto que a Lua e Vênus convergem
As saborosas doçuras que hão de acontecer!...
As suratas e as femininas obediências,
Bem aprendidas desde cedo,
Tenho alma saharaui;
Carrego lições que não as esqueci,
Porque hei de amar-te e fazer-te ledo,
De um jeito que jamais vi!...
Como o barco que cruzou o [oceano
as asas da pomba bateram voo,
Como o tempo que não volta atrás
as areias se foram pelos dedos,
Como o curso do açude [desviado
as flores do jardim brotaram,
Regadas pela força do destino traçado.
O corpo dele é o meu cais,
Da boca desenhada sairão
Os mais eloquentes ais...
Das poções coralinas carregadas
para à beirinha da Praia de Salinas,
Dos amores que ficaram para trás,
existe apenas um que há tempos
- espero -
De um jeito que só ele sabe que é capaz.
O sorriso dele ao Sol
É o próprio Sol
A enfeitar o arrebol...
A existência dele é celeste
criada para servir à Humanidade,
Desde que eu o conheci
nunca mais fui mulher,
mudei de endereço,
mudei até de nome:
- Hoje respondo apenas por saudade.
Eu sou movida à paixão,
não temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer é a minha religião.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixão impensável
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterável:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorável.
Não havia me dado conta:
que nasci com um belo
- par de asas -
Nunca desejei fugir de nada,
a não ser em busca da paz
e de um destino que me valha;
Ir embora não significa fugir,
é seguir em frente - infrene,
é saber o caminho a seguir;
em busca do que o covarde
não tem coragem, é não desistir!
Não havia me dado conta:
que nasci alma delicada
- e guerreira
Da mesma forma que eu brincava
por horas com a espada,
Sabia apreciar a minha bailarina
dançando na caixinha de música
feita de ferro, com pérolas e prateada.
Não havia me dado conta:
Ainda há quem agrida a minh'alma
feita de fogo e de fé,
Ainda há quem duvide da minh'alma
feita de rosas e jasmins,
Cheia de surpresas para quem planta,
Surpreende durante a colheita
vou decorá-la com os mais belos jardins.
Mantenha a alma atenta:
Premedita, goza e silencia
Diante do mar de violeta.
Desarma a alma inquieta:
Procura o Ano Novo
Brinde-o com bom gosto.
Suspenda a ânsia intensa:
Entrega, sorria e repouse
Somos feitos de poesia.
Liberta o prisioneiro:
Procura a liberdade
Celebre a vida em verdade.
Proponha a vontade tua:
Desafia, ritualize e vivencia
Diante da minha letra nua.
Enfeite com o quê mais fulgura,
Eterniza com a tua doçura,
Inscreva-me no teu peito ternura.
Ventos bons hão de te trazer!
Virão com o teu cheiro de liberdade,
Eu vou te dar, e te receber
De um jeito que irá te enlouquecer.
Todos os bons momentos hão de ser!
Virão com o nosso gozo abusado,
Eu vou transcrever em sonetos
De devassidão para não esquecer.
Hostes angélicas nos uniram,
Viram que temos química:
- envolvimento
Não conseguimos ficar sequer longe
Um do outro, não temos jeito;
Formamos um casal perfeito.
Na minha memória parece loucura:
a tua presença inunda,
A tua imagem fulgura vibrante
De uma forma alucinante,
É madrugada, estamos presentes:
De corpos, corações e mentes
Nunca me deparei com ninguém
De natureza tão envolvente e profunda,
Que me fez reler o Kama Sutra
Para te seduzir com toda a doçura...
Vibram como cordas,
Saltam no trapézio,
Desconhecem o perigo,
Dançam no abismo.
Enfeitam como conchas,
Cantam ao pé do ouvido,
Balançam como ondas,
Descansam no teu colo,
Procuram por você,
Abrandam as inquietudes
- plantadas na terra -
Fazem você flutuar
Navegando além da esfera.
Soneto que configura canto,
Sublime escândalo de ser,
Sua ave mansa de bendizer:
- Versos de esperança
Como num lindo amanhecer.
Cantam as cordas do galo,
Surgem os incensos,
Cantam as cordas das aves,
Saúdam as esperanças,
Cantam todos os mares:
Glorificando os versos
Doidivanos deste estalo.
Trazes o signo da vida,
- o balanço do mar
Trazes o melhor de ti,
sabendo que estou aqui
Sempre a te esperar...
Onde você está? Não sei.
Talvez é preciso esperar?
Melhor se distanciar,
como quem procura conchas
Na beirinha do mar...
Trazes o soneto amante,
- a tatuagem indiscreta
Trazes a vontade secreta,
- envolvente e furtiva -
Determinada além do instante.
Não vou insistir,
Vou deixar fluir - seguir,
Escrever, dançar e pintar
- a nossa história -
Deixando ela livre para seguir.
Porque de mim tens o canto
E a pertença extrema,
De me amar em liberdade
- intensa -
Com toda a potência.
Além disso, tens a consciência:
De que toda a volúpia
E a sincera luxúria
São capazes de me mover
Além do anoitecer...
Os teus olhos não podem me ver,
Eu te busco nos versos faceiros,
Só para você não me esquecer.
O teu coração vive a denunciar:
Eu, dona de um corpo - altar
A tua devoção vive a estampar
- o desejo atrevido -
De um caso pensado a florescer.
Os teus lábios não vão revelar,
Eu te anseio nos versos cúmplices,
Só para nos bem resguardar:
De todo o despeito e de todo o Mal
A minha imagem de ti não vai apagar,
Eu sou a melhor a parte de você:
Redescobriste o amor
Por várias vezes tentei duvidar...
Eu conto a história que eu quiser,
A cor dos teus olhos não vou revelar.
Eles podem ter a cor das flores roxas
- iluminadas -
Pelo Sol da tarde,
Ou a cor do nosso segredo,
Ou do nosso grande enredo
Que vive como uma harpa a tocar....
Ser amada sem rodeios
E sem cerimônias,
Bastar-te com meneios
Bem sem vergonhas;
Amar-te sem anseios
E sem pressas,
Ser amada em segredo,
E com rituais:
Para a gente se querer
- sempre -
E a cada dia mais e mais...
Ser amada por você
E sem preocupação,
Bastar-te com doçuras
Bem sensualizadas;
Amar-te sem censuras
E sem apegos,
Ser amada em plenitude,
E com louvor:
Para a gente não se esquecer
- sempre -
Como é bom fazer amor.
Cai a noite serpentina,
Enfeitada de estrelas,
Sai vestida de brumas,
Bacante sideral,
Vestiu-me com rendas,
- invisíveis
Protegeu-me com plumas,
- incríveis
Mas não aos seus olhos
- exigentes -
Capazes de identificar
Que somos indivisíveis - salientes.
