Versos Românticos de Amor
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Estou tecendo [seriamente:
- Um plano de entrega
Para entrar no teu coração...,
E não mais sair da tua [mente];
Estou com uma vontade terna,
Que é fome de 'loba- quimera'.
Com inversão ou sem,
Quero você inteiro,
Do jeito que você vem,
Quero você [faceiro].
Estou desenhando [preliminarmente:
- Uma rota de sensualidade
Para romper com a castidade..,
E não mais aderir aos protocolos;
Estou com uma vontade imensa
De fazer parte dos teus [sonhos].
Com santificada carícia,
Quero você bem
Do jeito da malícia,
Que desliza [urgente].
Estou costurando no silêncio das horas:
- Para que tu venhas sem demoras
Rompendo auroras e poentes,
Trazendo estrelas [para mim],
Teus meneios serão presentes,
Um florescimento em meu jardim.
A mulher deve ser o exemplo
do mais puro recato,
Intimamente, ela deve ser o seu
mais refinado desacato.
É um crime imperdoável
obrigar a mulher ficar
preocupada em ser bonita.
A mulher não deve 'abandonar',
e tampouco esquecer:
a obrigação de toda a mulher
é ser leal aos seus princípios;
isto é, leal ao seu amor...
A mulher doce e indelével
sabe como ninguém
que foi desenhada divina.
Para ser escrita na história
e ser digna do seu louvor;
Vista tanto como poesia
e um santuário de oração.
A mulher merecedora de ti
deve ser um balneário de luz
para trazer-te tranquilidade.
A obrigação da mulher em si
não é ser bonita...,
Mas ser eterna o suficiente
para ganhar o seu coração.
Existem primaveras inexplicáveis,
Algumas surgem [lentamente...,
Outras florescem surpreendentes,
Primaveras inevitáveis como a nossa
Jamais passarão [ignoradas...,
Perfeitamente reunidas hão de escrever
Muitas histórias inevitáveis,
Feitas de coragens e de [futuro];
Nós dois queremos um amor seguro.
Sentinelas do mesmo caminho,
Cantando a mesma canção,
Composição de amor infinito,
Celebrando a festa da paixão.
Poemas do mesmo continente,
Declamados no mesmo lugar,
Juras além da terra e do mar.
Delícias de uma paixão caliente,
Surgidas de um cupido levado,
Que nos flechou encantadoramente.
Da minha curvatura
No teu hemisfério,
De toda a loucura
No teu mistério,
És meu império...
Do meu ministério
No teu paraíso,
Do avanço firme
No teu saltério,
És meu desidério!
De todo o beatério:
Na verdade prefiro
De vagar em vagar,
No teu corpo chegar
És nascido para amar...
Do meu alucinante olhar
No teu brilho a desnudar,
Do teu invadir discreto
No meu corpo a revelar,
És meu caminho sem reverso.
Com a agudez de um punhal
Rasgando o quê há de ser...
Ela, [a voz do meu peito grita
Por um grande ideal:
De fazer valer a voz [individual].
Não há nada mais letal
Para a democracia,
Que sob a sua guarda
Feita de hipocrisia:
Muda, surda e cega
Feita de alienação de metal.
Com a mudez dos meus lábios,
Recorrendo aos alfarrábios,
Eles, [os meus olhos buscam
No auge da queda das estrelas
Dos hinos que se desencontram
Nos silêncios dos [profetas].
Dizendo olhos nos olhos:
- Eu estou em busca da revolução
Eu li o poeta da [rebelião;
Nem mil homens de chumbo
A minha voz jamais [calarão].
Com a altivez revolucionária,
Optei comer o pão da poesia.
Para a minha voz não se perder
No meio do barulho do oceano;
Acredite o meu coração nasceu
Tremendamente [republicano].
Escorreu de mim como
Um manancial cósmico,
Encobriu de um jeito
Tão misterioso...,
Abraço de um anjo
De espiritual encanto;
Invadiu com real virtude
De verdade balnear...,
Escreveu nas ondas do mar
Um poemário de intensidade,
Deu um beijo com vontade
Cá estou de joelhos, pronta,
Para ele me invadir, dominar.
Revelei para ele sem vergonha:
- Sou bandeira de dar em doido
Tipo pipa solta voando no ar.
Perfumei com as cores da lagoa,
Findei com todo o castigo,
Corri para versejar...,
E reunir as pontas do laço de fita
Para ninguém mais separar.
Publiquei com fina poesia:
- Eu sei ser mansa brisa -
Pomba obediente na tua mão,
Pronta para o quê der e vier.
Para fazer uma grande história
De amor e de fascinação;
Carregarei com honra a nossa paixão.
A Natureza nos reúne
Com a divindade
- dos amantes -
Na tranquilidade
- do encanto -
E com a liberdade
- e toda arte
Do amor imune
Ao mundo sem amor;
À ti devoto mil poemas,
E mansos versos de louvor.
A destreza do tempo
Com a sapiência
- das raposas -
Na rapidez do vento
- do absoluto -
E tranquilo Balneário
- cumprimento
Com sorriso lépido,
O teu fatal intento
De saber de onde sou,
Sou a letra do gole de vinho,
- a mão que te faz carinho
A poesia da tua alma,
O verso que te (acalentou)...
A beleza natural que verseja
Com a liberdade
- de quem no amor crê
Seguirá intrépida
- mesmo cambaleante -
Seguirá persistente,
E sem temer aos temporais,
- seguirá incrivelmente -
Em busca de você...,
E dos teus amorosos ais
Que há de ser meus motivos:
- Para não desistir!
E te querer a cada dia mais!...
Enxerga-me crua
No teu telescópio,
Fazes-me tua
No teu íntimo,
Embala-me nua,
Àquilo que procura:
Em mim constela.
Excita-me a tocar
Nos astros à bailar,
Fazes-me ao sabor
Nos teus conformes,
Fazes-me o teu amor.
Escreva-me em ti
Nos poemas da alma,
Fazes-me a tua calma
Nas noites escuras,
Derreta-me nas brumas.
Não existe poesia desacompanhada
Nenhum pouco de si mesma,
Não existe quem não resista o beijo
Por um intenso e pio desejo;
Não existe dália apaixonada,
Que não seja também ninfeta,
Tampouco desejada...
Não compreende o sentimental
- poemário
Arrancado do pomar
Amansado pelo vento;
Não menos belo que o Balneário.
Não existe malícia incendiária
Nenhum pouco por ti recusada,
Não resiste carícia reprimida
- Por um só amanhecer,
Não existe ninfeta sonetista
Que não saiba fazer-se dália.
Não compreende o gutural
- soneto
Plantado no lugar
Espalhado pela onda;
Não menos corajoso do que o mar.
Não existe métrica discreta,
Que não seja capaz de revelar:
- A poesia de beber e de amar
Outrossim, que seja ousaz
No ponto urgente e necessário
De fazer-te provar o hálito
- sabor de orvalho -
E da rima da mulher amada.
Emaranhados no mesmo verso,
Retornamos à mocidade,
Enamorados da mesma causa,
Filiais da liberdade,
Enlaçados no mesmo amor,
Cremos na imortalidade.
Anoitecidos no pleno Universo,
Íntimos e maliciosos,
Madrugadeiros e boêmios,
Amantes gloriosos,
Encantados a milênios,
Dois intensos devotos.
Desobrigados de rigores,
- experimentando -
Os melhores sabores
Escrevendo no silêncio
- dos corpos;
Orações à dois senhores...
Recorro as fórmulas
- mais secretas -
Abraço a condição
- mais obediente -
De dobrar-me à todos
- os mais sublimes -
E humanos poetas.
Dobrada ao menos
- tento -
Embalar amenos
- versos -
De enluarar-me toda
- ao sabor das noites -
E dos ciganos etéreos.
Feitiços aos pedaços
- saborosos -
Ritmados pelos sentidos
- temperados -
De estrelas dos céus
- reverenciados -
E convertidos em caminhos.
Esculturo o soneto
- sem tropeço -
Confesso o segredo
- inconfesso -
De estrelar-me em pêlo
- perdendo-me nas horas -
E revelar-me a mais sutil
De todas as finas senhoras.
Fantasio na surdina,
Revivo na alvorada,
Comemoro na aurora,
Estive ao teu lado,
Embalada pelo beijo,
[Selo] de outrora,
Universo de poesia,
Outrossim, sinfonia.
Prevejo na calada,
Rememoro a neblina,
Esparramada alfazema,
Sensualidade albatroz,
Provocação extrema,
Janela aberta audaz,
Terra de Geraes provada,
Por ti entreguei-me inteira,
Ainda te pertenço sem dilema.
Vento que assobia,
Que desassossega as folhas,
Vento que brinca,
Que desinibe a flores,
Vento que sacode,
Que do livro vira as páginas,
Vento que transporta,
Que leva o meu perfume,
Que faz com que ele penetre
Nas tuas frestas e bata na tua porta.
Sou o vento que balança
A tua janela, espera!
Quem espera sempre
- alcança -
Nunca se perca de nós;
Entenda a nossa cumplicidade
Que vive de esperança
E de pé na Terra.
Tarde ensolarada à beira mar
E ritmada ao modo do vento,
No ir e vir do balanço do mar
Como o teu jeito manso,
A tua voz de suave encanto,
O teu riso aberto, sincero;
Trazendo a tua voz presente
Anunciando contente:
- a nossa reaproximação!
Os pássaros são anjos inteiros
De plumas adornados,
Cantores da anunciação,
Saudando o tempo e a distância;
Pela incapacidade de desfazerem
Uma verdadeira paixão.
Os divinos cantores
De asas abertas,
São ainda mais lindos
Anunciando a liberdade,
Que só o amor pode trazer
A verdadeira salvação.
Os sentimentos não se dissociam,
Amor e paixão tem uma fórmula
- secreta -
A nós foi nos dada à missão:
De sermos boticários da anunciação
De uma mística que Deus secreta.
Conhece a chama ardente
Do meu corpo sob o teu,
Arranco o teu chão e o teu sono;
Com o meu bem servir ao Dono,
O teu caminho também é meu.
Amanhece comigo no [riso,
Entardece comigo no teu colo,
Anoitece com o meu [cio;
Eu te arrepio, sem frio,
Eis o nosso verão: eu anuncio!
Esquece este mundo vazio,
Presenteie-se com o luxo de abandonar
- tudo -
Em nome do melhor do prazer;
Não temos nada a perder!
Vamos nos deliciar,
E celebrar sobejamente:
- Só eu e você! -
A minha imagem é viva
Ela jamais descansa,
A minha imagem é de carne
Ela jamais te cansa,
A minha imagem ferve
Ela não te dá descanso;
A minha imagem verte
Em cada um dos teus poros.
A minha imagem é presença,
Que traz consigo a sentença,
De prestar-lhe obediência,
É mais do que isso:
É emprestar a minha indecência
Fugidia de qualquer coerência,
Entortando-lhe até os ossos.
A minha imagem é malemolência
Feita de vidro quando estou longe,
E feita de papel quando estou perto;
Na tua mão sou página de livro,
Que se dobra, mas não se vira,
Sou o teu caso sério, admito.
Como páginas que não se viram,
Escrevendo inequivocamente
Juntos uma nova história no Universo.
A cada gota perfumada
Fundem-se os aromas
Cálidos em plena erupção,
A cada toque de paixão
Tocam-se as melodias
Refugiadas no Balneário,
A cada tom de emoção,
Assim trazes-me pela mão:
Ofereceste-me o teu corpo,
Fisguei o teu [coração]...
A cada balanço das ondas
Chegam os beijos das sereias,
Tilintando viram conchas
Porque nós somos divinos;
Filhos do imprevisível,
Somos dia sol e tempestade,
No Universo estamos escritos,
Sabemos o que queremos:
- Estamos famintos.
A cada asa aberta na Terra,
Somos a tal liberdade,
Nascemos para o amor,
Sublime, intenso e eterno;
Este é o nosso segredo,
Do jeito que me trazes
- pelos cabelos -
A cada arco-íris dos instantes
Reinventamos os desejos...
Onde o meu coração
te plantou?
Entremeado entre
as minhas preces.
Levando a minha fé
- contigo
Tu sempre me mereces.
Tudo de ti em mim
Brota e floresces,
Nada de ti em mim
...Envelheces.
Onde o meu coração
irá me levar?
Ventando sempre
para o teu lado.
Escolhi você
para ser o meu amado,
De estrelas irisado.
Tudo de ti em mim
É celebração,
A distância sempre
É expiação!...
Não me poupe de ti,
Do teu olhar,
Do seu siso,
Do teu afagar,
Do seu sorriso...
Longe de você tenho perdido
- tudo -
E até muito mais: o meu juízo.
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
Navegando nas tuas águas
(ilimitadas)
Escrevendo o meu destino
(infinito)
Circundando a tua ilha
(exuberante)
Rodeando as 158 estrofes
(gloriosas)
Escutando o teu Hino...
Ramo de oliveira
No bico da pomba
Também é poesia
Sem se dar conta.
Encontrando nas areias
(paradisíacas)
Os beijos das sereias
- encantadoras -
Escutando as tuas lendas
(gregas)
Nas tuas vozes
(cipriotas)
Eu acredito, e confio
No desejo de paz duradoura.
Asa de poeta
No bico do verso
Rama poética
Você é parte do Universo.
Na tua gente escrita está
A poesia e o (mistério)
De cada Deus e sua musa
O cordão (etéreo)
Que faz o encanto cipriota
Viver para ser eterno.
Nas tuas ondas bravias
Nas espumas brancas
Desfeitas no (azul)
Recebam as linhas
Tecidas dos meus ventos
Vindos do meu (Sul).
