Versos Românticos de Amor
INQUIETO SONHO
Quando n’alma do cerrado andei perdido
Desencontros, os encontros e mudanças
A voz do querer sussurrava-me ao ouvido
- O afeto só é bem se existem confianças
Esperanças, e no muito esperar, cansas
E, assim, só o alcanças, sem ser temido
Onde a paixão lhe traz boas lembranças
E o haver o vínculo não lhe é proibido
Todavia, quando o olhar se faz perto
Tornando o incerto em um algo certo
Nessa vaga de encontro me desponho
E, se me proponho a este doce carinho
É porque no peito a afeição eu alinho
E no ter, o amor, é um inquieto sonho
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23/10/2020, 09’50” – Triângulo Mineiro
Que a noite te traga descanso, sossego e tranquilidade.
Que a paz te faça companhia e encha seu coração de amor.
TRANSFIGURAÇÃO
Prende na loa as rimas apaixonadas
De tanto afeto, com tanto mistério
Lotando-a de inspiração e critério
As cantigas na fantasia realizadas
Dar-lhe-á o gosto das madrugadas
Enchendo com matiz o verso vazio
Gentio, num valente terno arrepio
De tantas, tantas doses consumadas
E nestas trovas tão cheias de lampejo
Vejo, o versar aquentar-se em brasas
Do sentimento em emoção e ardor
Então, depois da narrativa dum beijo
O desejo, ó criação, se fada de asas
E a poética em transfiguração de amor
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
24/10/2020, 10’28” – Triângulo Mineiro
Minha
Seus olhos me traem fixando-me com falsa atenção
Seus lábios a contraditam seguindo o seu coração
Percebo que me quer beijar a cada toque de mão
Se ela a sente, por que não compartilha desta emoção
Sempre que a deixo banho-lhe com aflição
E se calhar não à tenha por esta mesma razão.
yelseW
Sou uma escultura de gelo
em um ciclo eterno de mudanças
apática, fria e insensível,
um pedregulho sendo aprimorado por um Rockfeller
que me quebra por completo,
que me destrincha totalmente..
Nós dois estamos congelados,
não enxergando a profunda escuridão no interior do outro,
não falando todas as inacessíveis palavras quentes de amor,
não ouvindo seus incompreensíveis sentimentos.
O inverno me cobre por inteiro,
mas um eterno verão vive em meu coração
que só você pode encontrar.
Confesso que linguagem poética nunca de fato foi meu forte... Eu não era uma culta do sul, ou se quer possuía norte
E sem qualquer faculdade na área
Percebi rapidamente que sentir, se tornaria o meu novo esporte.
Embrulhei meu amor num papel e me recusei a jogar no lixão
E as palavras que dançavam no céu, eu escondi na minha mão
todo aquele que ler mesmo em fel
Que as grave no coração.
Pela primeira vez na história, eu demonstrei ser fraco. Meus sentimentos frágeis, cujo os quais me fazia chorar, sempre estiverem selados dentro de mim, nunca expostos, eram intangíveis aos demais. Eu sempre soube muito bem lidar com a força, com o ódio e o rancor, mas diante dela, eu perdi a força, perdi o ódio, e me encontrei no amor.
Oh, eu queria ter liberdade para dizer o que sinto
Eu não consigo soltar minhas palavras
Meu coração está gritando para dizer tudo o que penso
Meu cérebro está impedindo as palavras pela lógica
Minha boca está impedindo as palavras por demência
Minha autoestima está impedindo as palavras por vergonha
Espero um dia poder contar para todos o que sinto
Isso não é uma vergonha, espero que não seja
Minha vida é um palco de guerra, onde meu cérebro e meu coração lutam
Se meu cérebro vencer, eu perco o amor
Se meu coração vencer, eu perco a lógica
O que devo fazer?
INDIGENTE POESIA
Quando o vazio se ocupa do nosso peito
E a solidão nos consome e nos invade
O pranto não tem um qualquer direito
De em seu nome nos dar uma saudade
Ingratidão, suplício da dor sem respeito
Que dorido dentro d’alma sem caridade
Adentra o sentimento de um tal jeito
Que não acalma e nós deixa na metade
Estes silêncios são dívidas da sofrência
Que na carência não tem uma alegria
E no desamor o sonho é só impotência
Então, quando o não o falto anuncia
E no sim o amor perdeu a cadência
Lágrimas causam indigente poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/10/2020, 06’53” – Triângulo Mineiro
Suspiro-dos-jardins
Tira-me toda a angustia inquietante
Nesse labirinto, não encontro o caminho
E eu ei de vaguear por entre as estações sozinho
Bem vindo ao lar, com a dor causticante.
A flor-de-viúva há de brotar em mim
Formando suas raízes, que nada intera
O exórdio do nosso viridário de jasmim
Ao auge de minha quimera.
E toda a reminiscência, e o estigma por ti deixado
Lembrarei por toda a eternidade, o seu partir sem razão
Sinto que meus sentimentos precipitados, nada foi adiantado
Aos pensamentos sem fim, aos dias que não voltarão
O vestígio de ti, seu eflúvio atrativo, ainda me lança
“O passado se torna o presente na lembrança”.
Fragmento poético
Poesia: Desejo
(...)
Quero iniciar uma jornada!
Sem olhar para trás.
Construir uma nova vida
E sorrir cada vez mais.
Quero me apaixonar!
Nesse meu novo viver.
Quero saber o que é amar!
E dizer: EU AMO VOCÊ.
Fragmento poético
Poesia: Samuel Thorn
(...)
Quero me apaixonar!
Nesse meu novo viver.
Quero saber o que é amar!
E dizer: EU AMO VOCÊ.
CARREAR
O silêncio, origem de um final
Conhece o caminho do suposto
Lágrimas correndo com tal gosto
Em uma sensação de dor visceral
Que lacera a alma tão brutal
Na fúria de qualquer desgosto
Como sombras dum sol posto
E uma avalanche descomunal
Do desejo, ali sentidos e cego
E nesta escuridão submerso
A emoção é arrancada do ego
Que maltrata, e deixa disperso
Na ilusão, e então as carrego
No olhar, no peito e no verso!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25/10/2020, 10’33” – Triângulo Mineiro
Só eu apenas preciso ter certeza;
Só eu mando no meu coração;
Eu sei o que eu sinto;
Eu sei que não é obsessão;
Meu amor por ela é puro;
Eu não ligo para nada;
Além da felicidade dela.
A vida é um jogo longo, um jogo que tem uma estratégia simples: conhecer-se, aceitar-se, tornar-se o Criador de si mesmo! Horas a vida nos joga pra lá e pra cá, nos vira de ponta cabeça, nos torce, retorce, mas com isso ela nos ensina que nada é fixo e permanente. Nos ensina a sermos flexíveis, nos ensina, a usarmos nossas próprias dores, para se transmutar em algo novo.
Morremos todos os dias e renascemos todas às manhãs. O que não for aproveitado em seu resnacimento serão apenas velhas cicatrizes.
PEDIDO
Houvesse Deus e os deuses
A fim de que lhes pedisse:
o coração em que penso, por
mais frases e bocas que beije
todas ache feias e frias, e que,
amanhã, ao despertar, ou à saída
da boate, pense em mim quando
a luz do dia sobre ele se desate.
Do epicentro da loucura
Uma linha tênue de lucidez
A visão de um futuro forjado platonicamente
A balbuciação de um projeto feliz
Sem explicação profunda
Ou o mínimo resquício de sensatez
Apenas alusões difundidas por afeto
Que não se partem simplesmente ao acaso
Mas que se ligam como um esbarrar de braço em interruptores
E que faz a luz de ambos resplandecer mais forte e vividamente
Pela simplista ocasião de estarem juntos.
É preciso perdoar...
Perdoar pode vir antes do esquecimento, pode vir junto e até depois...
Só não pode deixar de aflorar!
Podemos perdoar mesmo tendo ganho a batalha, justa ou injustamente: pode ser uma forma de deixar o outro em paz e viver sem arrastar correntes.
Se perdemos, eis o grande trunfo nas mãos: perdoar torna-se a vitória de quem perde. Só esses conseguem renascer de verdade, trocar as roupas da alma para novos sorrisos.
Quando a gente perde e perdoa, deixamos a cargo do universo clamar por nós a vingança mais linda: mostrar ao outro que aquilo não era o seu único tesouro e ironicamente, você nem queria tanto mesmo aquilo!
Quando o que levam de nós é imaterial, intangível, estaremos certo de que não levou quase nada, já que temos a infinita capacidade de brotar de novo com paz, alegria e temperança.
Perdoe e seja muito mais feliz!
O que você tem que fazer da sua vida, faça hoje para as pessoas que você ama, mais nada importa do que isso.
Faça hoje, amanhã pode ser tarde!
Somos instantes, Reflita!
