Versos Romanticos Amor de Boa Noite
A fábula aconteceu em uma noite nua,
Despida de estrelas, coberta por crendices,
A noite em que um homem tolo amou a lua,
Amantes do impensável derrotaram a tolice.
Esta é a fábula de uma noite nua,
A fábula do Lobo, a fábula da Lua.
Esta é a fábula de uma noite nua,
A Fábula do Lobo que Amou a Lua.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.
Antes da chuva, na orla o dia vira noite.
Nuvens de chumbo leve passam empurradas pelo vento, que também passa pelas árvores.
E provoca um choro de folhas...
Amanhecer
E assim amanheceu:
Depois de uma noite fria;
O manto fino da neblina,
Que descia da colina
E do orvalho que caia,
Formando uma alegoria,
Sobre moreias encantadoras,
Se fez assim aliciadora;
Seu corpo verde capim,
Seu brilho parece não ter fim,
O branco de longe aparecer,
Esperando o sol nascer,
Anunciando a primavera,
Alimentando enfim minha quimera.
Eis que na calada da noite surge-me uma alma inspiradora ;
O vento que leva,
A chama que carrega,
A lua que trafega,
O pássaro que não voa,
Os insiviseis a toa,
O homem que explora,
A nascente que chora;
E essa alma inspiradora,
Ao houvir uma cantiga aliciadora
Me faz esquecer o ego
como um cego
Atravessar a noite ...
Deixei-me sonhar..
Missias / agosto/20
Estrela Flamejante
Estrela flamejante,
De hoje em diante
Serás o minha guia,
De noite e de dia;
De-me sabedoria,
Mesmo com sacrifícios,
Para cavar masmorras
e vencer os meus vícios,
Estrela guia
Símbolo de elevação moral,
Guia-me a pedra filosofal.
Proteja-me sempre do mal,
Leve-me ao caminho do aperfeiçoamento individual;
O Estrela Flamigera com toda sinceridade,
Guia-me a retidão que leva à verdade,
Não deixe que as forças e os perigos possam desvirtuar nem o homem mais sábio de todos os sábios,
Não pare de brilhar!
Noite sem Sono e sem Sonho
A noite estende o seu manto escuro,
E eu, prisioneiro do tempo tardio,
Escuto o silêncio cortando o muro
De um coração errante e vazio.
O sono, caprichoso, não me visita,
Foge nas sombras sem direção,
E a mente, insone, vaga aflita,
Perdida em ecos da solidão.
Não há estrelas que me consolem,
Nem lua branda para inspirar,
Apenas lembranças que me consomem,
Dançando em brisas a me atormentar.
E os sonhos? Ah, os sonhos dormem,
Não querem vir, nem me embalar,
Fecham as portas, partem ao longe,
Deixando rastros no meu olhar.
Quem dera o tempo, em sua clemência,
Trouxesse o alívio da madrugada,
Mas a noite arrasta sua existência,
Longa, vazia, desencontrada.
Resta-me a prece, doce refúgio,
A voz serena que vem do alto,
Pois mesmo a noite sem sonho e sem sono
Carrega em si um céu mais alto.
Quando o dia parece se misturar com a noite,
Levando tudo de bom, que um dia você me trouxe.
Quando o sol escurece entre as trevas e o dia se vai
Quando a alegria se mistura com a dor, vindo o vazio e a solidão, ainda busco sua direção em memorias do meu coração
Quando solitário entre o obscuro mundo da aflição
Quando tudo se perder e eu me lembrar apenas de você
Quando nada mais valer a pena, quando eu estiver fora de todos os sistemas
Quando diante de meus olhos a dor não mais existir, quando a matéria se extinguir
Quando as ultimas palavras forem ditas, mesmo que poucos a publiquem
Quando partir não se tornar um fardo, mas um alivio...*
Na noite chuvosa, a sonata se dissolve na chuva, um murmúrio que envolve o silêncio onde me escondo. Cada acorde é um suspiro que congela o tempo, abraça a dor calada,
faz da angústia um manto suave
que me protege entre gotas e sombras.
Nunca acreditei que fosse assim
Como você se atrairia por mim?
Fiquei a noite inteira pensando
Esse é pra mim, não é pra mais ninguém
Minha vida começou a mudar
Na noite em que eu te conheci
Eu tinha pouco que perder
E a coisa seguiu assim
