Versos Românticos
Ainda prefiro acreditar no que ouço ao invés do que vejo
Pois foi mais fácil ouvir você mentindo dizendo que me amava
Ao invés de ver você acabando com meu amor
Uma lágrima.
Uma lágrima tão pequenina e, ainda assim,
capaz de representar tanto. Uma lágrima.
Nela pode estar contida a lembrança de um amor passado,
a tristeza de uma paixão rompida,
a felicidade de um momento eterno
, ou a alegria de um novo amor.
Uma simples gotinha de água salgada,
muitas vezes esquecida,
que brota do olhar de uma pessoa amada
e desliza docemente sobre um lindo rosto.
Uma gota que, ao chegar à boca, mistura-se com a doce saliva e,
daí, pode ser compartilhada com alguém muito especial.
Ou uma gota que, ao chegar ao queixo, por tanta tristeza
, salta para o chão, misturando-se ao pó e desaparecendo,
aliviando assim a dor de um coração desiludido.
Quanto mistério há em uma simples gota d'água salgada.
Uma gota que pode representar felicidade.
Uma gota que pode representar tristeza.
Uma gota que pode simplesmente ser... uma lágrima.
Ser
Não sou
Queria ser
Queria ser mas não sou
Não sou, eu sei
Mas não sei se sou
Você quem sabe
Talvez eu seja
Não sou
Tento ser, mas não posso
Quero ser, continuo não sendo
Mas não sou
Seria bom se fosse
Seria bom ser
Seria bom se fosse
Mas não sou
Quero ser, continuo não sendo
Tento ser, mas não posso
Não sou
Talvez eu seja
Você quem sabe
Mas não sei se sou
Não sou, eu sei
Queria ser mas não sou
Queria ser
Não sou
Como uma manteiga posta suavemente em uma frigideira que há tempo já estava quente, esperando-a.
Desliza escorregando da colher bem devagar e quase não se soltando. Até que se desprende da colher se despreguiçando.
E em uma perfeita transição da colher para a frigideira, toca seus pés na superfície dura e quente e se derrama alongando, se deitando, derretendo-se toda a molhar a frigideira por todos os lados.
Consegue ouvir o som da cena? O chiado da manteiga, se assentando a frigideira e escorregando devagar, é uma sinfonia de gemidos.
Um prazer mordiscado.
Há algo que não se altera ao longo do tempo, nas coisas
que realmente nutrem minha alma.
Anseio pela conexão que vai além do físico e do emocional,
pelos momentos raros e desprotegidos em que os corações se conhecem além das palavras.
Saudades curtas.
Amamo-nos, separamo-nos,
qual animais indomáveis,
retornamos, nos vemos, nos perdemos
e, ainda assim, teu olhar não alcança
que este amor é mais fatal
que tuas trincheiras frias,
mais cortante
que o fio da tua espada de aço.
Teu afeto inconstante
é projétil perdido
cravado em meu âmago.
Nesta contenda de carícias,
não há heróis, nem há vitória certa.
Somos náufragos da paixão,
onde ambos se entregam,
mas a paz se mantém distante.
Ó, como és controversa,
tuas juras são espectros,
teus beijos, ardilosos.
O amor que se impunha evitar
tornou-se um campo minado,
e, paradoxalmente, enraizado.
Me pego rindo sozinho
Porque tô lembrando de você
É que o teu jeito me atravessa
E tudo em mim começa a aquecer
Se deixar, eu vou mais fundo
Desvendo os teus segredos,
um por um
Sem pressa,
sem pressão
Só com o compasso do meu coração
Eu te vejo até de olhos fechados
E te sinto sem nem precisar tocar
É que tem coisa que vem do astral
E você é meu ponto vital
CONCHA
Sinto que o teu sorriso para comigo, difere; que o teu olhar se expande no infinito das cores, que você me instiga além do que se faz visível aos nossos olhos.
Não é nada que vemos, é algo que sentimos. Mesmo que tentemos esconder, mesmo que o mundo não saiba disso, mesmo que você ame a outro alguém.
Como poeira na imensidão desse universo, somos grãos da mesma praia. Juntos sofremos; mas quem sabe não seremos, a areia do oceano que se transformou em pérola.
Era um dia comum, todos na repartição estavam a trabalhar
O vi na sala de trabalho com um olhar de menino
Tentei disfarçar, mas acabei sorrindo
O sorriso teve consequências, pois tal ato o fez me olhar
E com a troca de sorrisos, começamos em silêncio, a nos amar.
Havia um problema, e esse era familiar
Esposa e filhos ele tinha para cuidar
Começamos então um romance escondido
E em relação a nós dois, não fazíamos nada fingido.
O amor era puro e verdadeiro, eu nunca havia sentido algo assim
Ele dizia que me amava e eu correspondia com um sim
Fizemos planos de um dia viajar e uma nova família esperar
E a Cuba Iriamos para por lá militar.
O dia triste chegou, como o dia comum que iniciou
Esposa e filhos ele decidiu priorizar
O entendi, pois ele tinha a verdadeira essência de amar e cuidar
Meu coração se despedaçou e quase não curou
Mas eu resolvi levantar e sorridente voltei a ficar.
*5:45 am*
Jamais
Se um dia ficar com dúvidas entre eu e outra pessoa.
Escolha a outra pessoa, eu jamais quero ser uma escolha
Se me amasse de verdade não teria outra opção.
E digo com com muita dor no peito
O amor nos deixa doentes querido, e eu já estou doente a muitas luas.
"saudade é um bagulho doido"
parece que uma parte de mim não esta mais aqui,
e se pensar bem não esta...
sinto como se meu coração tivesse sido exilado,
querer sentir algo, já não consigo mais...
sinto saudades de nós,
aquela saudade dos "nós" que dávamos abraçados
enquanto a sua voz soava no meu ouvido...
saudades do teu cheiro,
daquele aroma que exala
diante os meus nervos....
aaaa os nossos beijos, só de pensar começo a soar (suspiro fundo)...
saudades é um bagulho louco,
e estou
enlouquecendo
a cada dia que
passa
mais e mais ..
essa carta é pra você, com todo Amor John
“Suplício da saudade”
— Revisando meus guardados,
em um baú juncado,
encontro junto a uns papais envelhecidos pelo tempo, bilhetinhos, que escrevi com carinho, enviados como recado
— Aquele feixe de papeizinhos, envolto com cetim e um delicado lacinho,
que devolvestes do que restou de nós dois
— Que no clima quente da paixão rabisquei, coloquei no papel,
o amor que amei
— Quando os olhos teus
iluminou os olhos meus,
e feliz fiquei
— Escrevi doces palavras,
que em sussurros escutava enquanto loucamente te amava
— Errei, ao dar atenção em demasia ao coração,
enxergando somente o momento, sem esmiuçar o sentimento, o depois, e falhei
— Vivendo na utopia do amor, restando só a dor que saboreei,
posso garantir,
não agradei
— Restituiu totalmente as mensagens, só não devolveu o amor que devotei
Rosely Meirelles
Tenho o romance encapsulado no coração. Costumo tomar uma dose diária para equilibrar a química do amor.
Neuropsico SolCougo
Você é mais
Me fascina
Me encanta
Me envolve
Me ama
Me traduz
E seduz
Meus desejos conduz
Seria teu servo
Teu vassalo
Me entrego
Tudo
E um tanto mais
Essa sensação....
Me enebria
Me faz pulsar
Vibrar
Me estremece
Queria mergulhar
Na piscina dos teus olhos tb
E me refrescar
Sentir cada gota desse mar sem fim
Escorrer
Me esgotar
Cada braçada uma história
Cada história, um escritor
Cada gesto, uma resposta
No final, o amor
Te atraca
Me beija
E me abraça
Cada gesto, uma resposta
No final, o amor
À luz da hora quase perfeita
Sem medo
Devaneia
As batidas do meu coração
Encontram eco nas tuas
São irmãos
Esses corações
Ah
Encontro
Lua e sol
Ápice do eclipse
Cada gesto, uma resposta
No final, o amor
Toda a alegria do mundo vestida de amarelo
Saudade veste azul para ser sentida olhando o céu
A paixão usa vermelho
O amor as cores que quiser não precisa provar nada
Ansiedade se veste de arco íris misturando todas as cores
Indiferença prefere o cinza não é branco e nem preto
Depressão não escolhe sua roupa, usa o que está em cima da cama
A idade se veste de nude com um laço rosa na cabeça provando que o tempo é discreto e feliz
Esperança esta de verde, quem nunca olhou as árvores balançarem com o vento
O desejo a o desejo este está nú de meia até joelho enrolado em uma toalha colorida
Tristeza de vestido preto não mostra nada
A paz está de pijama
O cansaço com um moletom e calça larga
Toda vida embrulha em cores e roupas
Sinceridade
Sabe? É estranho esse sentir
Sabe? É estranho te querer
Mas sabe? Acho que não devo ter
esse querer em meu ser
Olha, queria estar ao teu lado
Olha, queria ser seu único
Olha, não mereço o que me é dado
Ah, me sinto usado
Pare. Não aguento te ver
Pare. Por que logo você?
Pare. Não aguento os ciúmes
Mate em mim o viver
Porque sabe? Não sei o que quero
Porque sabe? Sou sincero
Porque sabe? Sou o mero
que não sabe se deve amar
As vezes deixamos a pessoa certa ir, não porque queremos mas porque é preciso!
Os tempos de Deus são diferentes!
