Versos Românticos
Eu ainda prefiro apreciar o meu silêncio. Nele eu consigo escutar a voz da minha alma, a única que devo obedecer.
Que você se apaixone por alguém que fale a sua língua, assim não passará a vida inteira tentando traduzir a alma dela.
Eu a amei. Apesar de tudo. Apesar das mentiras, da traição, da dor. Apesar do arcebispo e Morgane le Blanc. Apesar dos meus próprios irmãos. Não sei se ela retribuiu esse amor e não me importei. Se ela estava destinada a queimar no Inferno, eu queimaria com ela.
Mesmo com todos os medos, as incertezas, as dúvidas, as mentiras, o meu sentimento foi sincero e verdadeiro. E a cada lágrima que caiu de saudade, tive a certeza de que um dia eu te amei verdadeiramente.
Você se envolve, se apaixona, se entrega. Você discute, termina, perdoa. Você se engana, encara porque ama e dá mais uma chance. Assim você vive uma longa jornada de decepções, términos, reconciliações e sempre com a esperança de que tudo terá um final feliz. Você se dá conta de que esse final FELIZ nunca chega, mas que apenas o final chegou.
Pode ser minha imaginação, mas acho que posso ouvir o coração dele batendo. O dele está batendo, e o meu parece que está se partindo.
Cuidado para não deixar que o seu excesso de coragem e ansiedade se tornem uma arma de "auto-suicídio", também não deixe que a falta de coragem e comodismo te torne um bundão falido. Procure o equilíbrio entre as partes. O segredo é coragem para executar o que foi planejado e a ansiedade apenas em saber o resultado em numeros.
Ninguém se apaixona por escolha, é por acaso. Ninguém se mantem apaixonado e passa a amar por acaso, é por esforço. E ninguém se desapaixona e deixa de amar por acaso, é por escolha que as circunstâncias nos apresentam na vida.
“A pessoa inclinada ao mecanismo da obsessão, ou de estrutura muito simples e rude, converterá em “paixão”, quer dizer, em mania todo o gérmen de sentimento que nela cair.”
Amar? Penso que amar é ter alguém para chamar de meu, mas não no sentido possessivo do pronome. Refiro-me a “meu amor” em toda plenitude que o vocábulo traduz. (Hadassa Alencar)
Eu me perdi nos olhos da tua alma, que, azuis como o oceano, me flagraram na escuridão de seu fundo.
Preciso que tu me roubes. Que venhas roubar esse meu coração. Eu o deixei aberto para que tu entres e o leves para ti, pois, ele te pertence por inteiro e por direito. Logo, isso não é roubo, é restituição. Ele é teu antes mesmo de ser colocado em mim.
Parei perto, quase como se fosse magneticamente puxada. Cabelos castanhos escuros, bagunçados pro lado. Barba quase que rala emoldurando seu rosto rígido. Sobretudo preto aumentando o ar de mistério de sua feição. Branco, quase pálido e com um olhar capaz de fazer você morrer de amor pelo menos trinta e nove vezes em apenas uma hora. Aquele tipinho de vampirinho de ficção romântica que encanta qualquer menina de dezesseis anos, e mesmo que já não tenha mais tal idade, aquele olhar te fará voltar a ter. Mas o que mais me chamou a atenção foi que ele tinha um livro nas mãos.
