Versos Românticos
"Nas vezes em que me lembro, eu só queria esquecer.
Esquecer de tudo, esquecer de mim, esquecer você.
Esquecer o que foi dito e esquecer o que ficou por dizer.
Esquecer as vezes em que lhe tive em minhas mãos e a vi, do meu eu, correr.
Esquecer a dor, a tristeza e as lembranças, que me traz cada entardecer.
Esquecer as vezes em que fiquei em apuros e corri para te socorrer.
Esquecer que um dia você fora o meu viver.
Esquecer que o tempo passa, e sem você, mais que o normal, estou a morrer.
Esquecer o seu olhar, que fizera de ti, dona do meu eu, rainha do meu algoz, deusa do meu ser.
Esquecer as feridas da alma, que se abrem sempre, ao experimentar o seu eu, blasé.
Eu esqueci muitas coisas, só não me esqueci das juras, dos sonhos, do meu querer.
No fim, só não me esqueci de te esquecer.
E nas vezes em que me lembro, rogo ao Deus: 'Eu só queria esquecer.'... - EDSON, Wikney
"Solitude não é solidão.
Mágoa não é raiva, esquecer não é perdão.
Solitude não é solidão.
Paixão não é amor, amor não é paixão.
Solitude não é solidão.
O ódio é o veneno da alma, a indiferença o veneno do coração.
Solitude não é solidão.
Afoguei-me em seus olhos, vi um pouco de tudo, só não vi minha salvação.
Solitude não é solidão.
Eu aprendi muito contigo, mas em sua ausência, aprendi coisas que não tem explicação.
Solitude não é solidão.
Aprendi, que no seu abraço existe aconchego, sem ele existe amargura, decepção.
Solitude não é solidão.
Sem ti, experimentei a solitude e vivi o pesar da solidão.
Solitude é liberdade, nos faz prisioneiros a solidão.
No âmago do meu ser, descobri que: Solitude não é solidão..." - EDSON, Wikney
"Se não nos merecemos, então quem nos merece?
Você foi o melhor sonho não realizado, aquele que o peito não esquece.
É perigoso falar de amor, quando o amor nos queima a pele.
Sentimento louco, não tenho seu abrigo, a vida é uma intempérie.
Cada palavra escrita, cada palavra não dita, corta a árvore da esperança e a saudade cresce.
Por ti, em silêncio roguei, implorei, fiz aos céus minha prece.
Em desespero, quando não atendido, entreguei-lhe a minha alma, rasguei minhas vestes.
Fria como gelo, bela como neve.
Talvez meu coração não seja digno e nesse jogo, só o meu não percebe.
Talvez, de mim, também não seja, por entristecer, quem lhe faz o coração alegre.
Mas se não nos merecemos, então, quem nos merece?" - EDSON, Wikney
"Eu, que a muito não lembrava, hoje a Lua recordou-me de ti mais uma vez.
E nas lembranças, esqueci-me das certezas e lembrei-me daquele nosso 'talvez'.
Aos poucos, o olfato esquece o doce do cheiro e o tato, olvida o macio da tez.
Antes era tudo por ela, e no futuro, seria tudo por ela outra vez.
Muita coisa mudou e ainda não sei o que você me fez.
O que eu sei; é acerca de ti, minha avidez.
Quando fitava teus olhos, minh'alma desarmada, encontrava-se em total desnudez.
Não vejo razão em minhas palavras, perco minha sensatez.
Sobre ti, até hoje, não perdi minha cupidez.
E agora, eu que há muito não lembrava, hoje a Lua, recordou-me de ti, outra e mais uma vez..." - EDSON, Wikney
"Preso em um devaneio, percebi que até hoje, eu não posso ver o rosto dela.
Cada traço daquela face, cada esboço de sorriso, meu coração acelera.
O mundo gira, o tempo passa, somos escravos deste e eu sou escravo do que sinto por ela.
A carne tem seus prazeres, a vida suas mazelas.
A paixão nos torna livres, aquele amor, ao meu eu, é uma cela.
Penso e repenso, reflito, imploro, rogo por ela.
Tudo por ela, acerca dela.
Se existe tristeza em minha vida, se transforma em alegria, na felicidade dela.
Perto ou longe, aquele nome, pra minha alma é festa.
Culpo o maldito cupido, por não ter errado aquela flecha.
Minhas palavras são águas turvas, minha mente um misto de cores, aquarela.
Preso em um devaneio, percebi que hoje, eu só queria ver o rosto dela..." - EDSON, Wikney
"Eu preferi me abster ao lhe admirar.
Poupei as palavras, pois ao vislumbrar-lhe, faltou-me o ar.
Ah mulher! Cada batida do meu parvo coração, obriga-me te amar.
Eu olho-te com olhos de tolo e você com os seus óculos, olha-me com os olhos do, 'será'?
Eu sou o que sou, mas para seu agrado, tento em outro eu, me transformar.
Pergunto-me, irá te agradar?
Não sei, mas posso tentar.
És tu minha água, és tu meu ar.
Após tantos anos, estou eu a lhe respirar.
Ah mulher! És teu o meu amar.
Olhei tua foto, vislumbrei teu sorriso e preferi me abster, ao lhe admirar..."
"Muito se fala, pouco se ouve e nada se sabe.
Seu perfume na minha roupa, ainda é algo sufocante.
As marcas na pele, também marcam a alma, o seu eu me invade.
Eu achei que tudo seria mais fácil, ou menos complicado que antes.
Eu sou muitas coisas, aos seus olhos negros, tenho muitas fases.
Aos homens, poeta; a nobre mãe, orgulho; às mulheres, tratante.
Percebi que agora, muito se fala, pouco se ouve e nada se sabe..."
"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa.
Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada.
Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada.
O teu inebriante perfume, deixou minha pele tatuada.
Cada lembrança, enevoa minha mente e o coração dispara.
Eu era o que era, era seu, era nós e hoje sou nada.
A mente pode até esquecer o que fora dito, mas a boca, não esquece a pele aveludada.
Tentar encontrar-nos em outros corpos, é como tentar transformar vinho em água.
Não são as atitudes, mas sim, os detalhes desta, que nos marca.
Quando se foi, abandonara-me, eu fiquei ao relento, desabrigado e minha vivenda, despedaçada.
Minh'alma, do meu ser, fora despejada.
E de uma forma desesperada, para não viver ao léu, sem morada.
Eu fiz de todo lugar, em que os céus é coberto de estrelas, minha casa..."
"O palácio da solidão, com seus enormes salões e suas paredes gélidas.
Gélido também é o coração dela.
O palácio tem sua beleza, mas na verdade, é uma cela.
Sinto falta do casebre, onde nosso amor era calor, era a nossa festa.
Ela não sentira amor, eu sinto por mim, sinto por nós e sinto muito por ela.
Prisioneira da própria indiferença, na solitária das afetivas mazelas.
As lembranças do nosso amor, é um todo preto e branco, mas meu peito é aquarela.
Uma paixão, em cores vivas, pintada em uma gris tela.
Paixão fervorosa, insana, demoníaca, intrépida.
E em nosso conto de fadas, eu fiquei com o palácio da solidão, com seus enormes salões e suas paredes gélidas..."
"Momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças.
Eu lembro de tudo, lembro de ti, lembro de nós, não abro mão da minha perseverança.
Não importa o que aconteça, ou quanto tempo passe, ainda tenho esperança.
Meu corpo fadigado, pede clemência à minha alma, que não cansa.
Até aquela sua palavra de abandono, ao meu ouvido, canta.
A saudade de nós, a saudade da risada, do olhar, rasga meu peito, como uma lança.
Eu sei do que a ausência é capaz, eu sei que ela é capaz de transformar uma mente sã, em insana.
Minh'alma é mundana.
Mas minhas fantasias contigo, são dignas do paraíso, dignas de uma chance de salvação, em meio à tanta coisa freudiana.
Eu me lembro dos momentos, sempre que estou prostrado em minha cama.
Eu os valorizei, valorizei-os mais que minha alma tirana.
Em meio a um devaneio de loucuras eu percebi que, momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças..."
"Antes de tudo; perdão pela carta.
Essas palavras, são minha carta, para eu velejar seguro, por suas águas.
Águas de ilusões, de palavras doces, e lágrimas amargas.
Eu sei o que me espera na sua enseada.
Eu sei que a cada mergulho, a cada braçada, eu hei de afogar-me, em suas palavras.
Mar de ilusão, suas águas, quando em lágrimas, ao meu eu, enxurrada.
Antes de tudo; perdão pela carta.
Eu sou o que sou, amo ela, amo-a muito mais que o fim de tarde, ou o primeiro raio da alvorada.
Eu sou uma única gota, meu amor por ela, uma cascata.
O que escrevo para você mulher, é apenas uma nota, o que sinto por ti, é serenata.
Declaro apenas o brilho da Lua, meu amor tem a luz de galáxias.
Escrevo palavras bobas em um pedaço de papel, que em papel não descrevem nada.
Perdão pela simplicidade e pela alma parva.
Antes de tudo, perdão pelos erros, perdão pelo amor e perdão pela carta..."
"Elas sabem que nunca seriam você.
Você é a única que jamais teria meu olhar blasé.
Eu tento ser algo bom, mas só o sou, quando estou com você.
Ah mulher, amo a vida, mas amo mais, amar você.
Existem jeitos de amar que foram feitos pra você.
Existem paixões, que só imaginei com você.
É você mulher, você, você e depois de ti, é só você.
Eu amo só você.
É você, e o que posso eu fazer?
Se minh'alma, grita por ti e meu coração, bate por você.
Repetitivo né? Mas tudo isso é pra deixar claro que ti, é dona do meu eu, rainha do meu ser.
E se tiver que repetir, eu hei de repetir, cem, mais de mil, todas as vezes será por você.
E às mulheres, que por meus lábios já passaram sabem; elas nunca seriam você..."
Eu deveria ter tentado.
Insistido mais, nominar o inominável.
Eu deveria ter tentado.
Quem sabe, domá-la, aquela mulher, indomável.
Eu deveria ter tentado.
Quando não tivesse mais seu amor, só ali ter ficado.
O amor é doença, letal, incurável.
Eu deveria ter tentado.
Minha boca clama pelas águas da sua pele, minha sede é insaciável.
Eu deveria ter tentado.
Fazê-la minha, controlar uma tormenta, incontrolável.
Eu deveria ter tentado.
Eu duvido de muitas coisas, duvidei mil vezes de mim, mas essa paixão é incontestável.
Eu deveria ter tentado.
Eu tento me encontrar em obtusas palavras, pois me perdi naquele seu olhar, inefável.
Eu deveria ter tentado.
Controlar o incontrolável, amar o odiável, narrar o inenarrável.
Quem saberá? Só sei que eu deveria ter tentado..."
"Eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor.
A dor continua, percebi que não funcionou.
Whisky e gelo, ainda sinto na boca o amargor.
A ferida no peito não cicatrizou.
E minh'alma ainda está com dor.
É dor de amar, é dor de amor.
Minha dor é mar, meu amor ofurô.
Meu corpo estremece quando lembro do seu olhar, aquele frugor.
Talvez não seja crível o que narro ao meu leitor.
Mas crivado de mágoas, eu sou um todo de ódio e rancor.
Meu corpo roga pela sua tez, implora aquele fervor.
No vento sinto seu cheiro, e na boca, daquele último beijo, o sabor.
Minha paixão é destrutiva, meu amor construtor.
Conquista-la já perdeu o prazer, agora só existe o labor.
Lembro-me que das minhas cicatrizes, eu sou o causador.
E tentando cura-las, eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor..."
"Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verão, me açoitar a face.
Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde.
Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde.
Brisa leve me traz você aos pensamentos, mas a ventania, não me leva a sua saudade.
Se és tu, uma parte do meu eu, então sou só metade.
Eu tentei fazer-nos um só ser, não deu, faz parte.
Disse mil vezes ao meu eu, que é amor; ao mundo, que é só uma paixão; mas eu sei, é insanidade.
Fantasia, faz de conta, nada de realidade.
Queria seus cabelos sobre meu peito, o seu beijo em minha face.
Mas o desalento é cruel, e meu âmago é só saudade.
O culpado sou eu e minha leviandade.
Ou talvez, a culpada seja aquela brisa quente de verão, por te lembrar, ao me açoitar a face..."
"Ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele verdejar.
Aqueles olhos verdes, que me remetiam ao mais belo e profundo mar.
O macio da tez, me causa tortura, ao lembrar.
Deveria tê-lo feito, te pedido pra ficar.
A distância que nos separa, me faz ter o doce do seus lábios, somente no sonhar.
Aqui estou eu e ela está lá.
Longe do seu aconchego, sou sofrimento, longe do seu abraço, não tenho um lar.
Sinto falta do negror dos cabelos, que cobriam-me a alma, naquelas noites de luar.
Eu já não sei o que pensar.
A ausência do vermelho dos teus lábios, me afoga como o mais profundo rio, não posso nadar.
Encontro um suspiro nas lembranças, de outrora, ao lhe beijar.
Recordo-me do olhos verdes, que ao fitarem-me, vieram a calma me roubar.
E eu ainda me lembro dos seus olhos de mata, com aquele doce, sereno e profundo, verdejar..."
"Lembro-me daquela vez em que errei.
Fitei seus olhos, te amei.
Foi a única e a mais dolorosa vez, em que errei.
Tu tratastes meu coração como escravo, eu tratei seu coração feito rei.
Nessa vez, eu errei.
Um sorriso de deusa, não deveria me apaixonar, eu sei.
Mas o que posso fazer, se errei?
O coração é parvo, a mente insana e nós fomos da certeza, a um doloroso talvez.
Eu errei.
Errei nas vezes em que não só despi minha roupa, mas também despi minh'alma, naquela cama de insensatez.
Você ama o erro, então por ti, errei.
Meu peito, implora mais um lampejo dos nossos momentos à minha mente fraca, não hesitei.
Lembrei-me de todas as vezes, em que com a nudez do seu corpo em meus braços, errei..."
"Ela sonha em ser a minha musa, no escuro do meu quarto.
Pra ela é motivo de orgulho, ver-se em minhas palavras e perceber que inspirou mais uma do Famigerado.
Mas o preço é caro.
O gosto fica na boca e a pele ferve num tom acalorado.
O coração palpita ao ler as leviandades, de um homem apaixonado.
Ela me vê em todos os rostos, ela suspira forte, ao lembrar dos nossos corpos, entrelaçados.
Ela lê o que eu escrevo, me faz de divindade e deseja, uma vez mais, me adorar no escuro do quarto.
Aquela boca, seca e ofegante, antagoniza, aquele delírio de corpo suado.
Ela me vê como prazer, sonho, amante, quiçá namorado.
Eu sou um poço de gratidão, por ter me inspirado.
Mas ela sabe, que no fim, ela e o nosso amor, será só mais uma, do Famigerado..."
"Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia.
O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia.
Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria.
Cada relâmpago que eu vejo, me traz um lampejo do meu eu, embebido no seu beijo, ébrio de suas carícias.
Chovia, e aquela chuva me causava arrepios, e como a sua, deixava-me a pele fria.
Nem um raio de luz, o Sol, inspirado em ti, do meu eu se escondia.
A mim, não sorria.
As lágrimas do céu, por minha face, escorriam.
Ou eram as águas minhas?
De fato, eu não sabia.
Mas chovia.
E aquela enxurrada, que tudo arrastava, não levou você da minha vida.
Enquanto o céu, as nuvens, quiçá o próprio Deus, choravam a sua ida.
Eu, em um todo de prantos, de ti se despedia.
Um clarão no céu se abrira.
O Sol, ao meu eu, sorria.
Mas quem me lera, quem me ouvira, sabia.
Que em meu âmago, chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia..."
"Eu marco as batidas.
A cada beijo, a cada toque, eu sinalizo a minha despedida.
É minha ida.
Meu coração erra as batidas.
Será loucura, desejo, hipocrisia?
Era fantasia.
E eu marco as batidas.
Pra ter um momento ao seu lado mulher, eu daria mil vidas.
O que sou eu sem você? Tento fujir desse amor, mas estou em um labirinto, sem saída.
És tu meu ar, es tu meu Sol, amada minha.
Eu não fui, e se fosse voçê, eu não iria.
Lembro daquele nosso abraço; Ah mulher! Como minh'alma sorrira.
Sua ausência agride minha sanidade, e eu marco as batidas.
Do que me adianta o calor de outros corpos, se em sua ausência, eu sou só uma tarde fria?
Eu tentei, esperei, nosso amor não deu frutos, não teve saída.
Tampouco, despedida.
Esperanças de nós dois? Leviandade minha.
No calendário do meu coração, noto sua ausência, e venho marcando os anos, meses e dias.
E a cada palpitar do meu algoz, longe do teu ser, eu marco as batidas..."
