Versos que Tocam o Coração

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São os acordes do teu sorriso
que fazem o refrão
do meu coração.

O teu coração estranha-me,
mas a tua pele quer conhecer-me.
Entre o teu coração
que me estranha
e a tua pele que me chama,
eu existo suspenso.

A primavera pousa
devagar no coração
de quem ainda sabe
ouvir a melodia das flores.


A foto dela eu guardo no coração,
não no papel.
Porque o amor que ela deixou
é maior do que qualquer imagem.
E a rosa que nasceu depois que ela se foi
é a prova de que o amor não parte —
ele floresce.
Uma flor no meio do Obstáculos

Às vezes o dia pesa,
mas o coração encontra um jeito bonito
de continuar batendo.
É no silêncio que a gente descobre
que ainda há beleza em seguir,
mesmo quando tudo parece nublado.
Respira…
Amanhã sempre nasce mais claro.

Que hoje você descanse o coração,
sem tentar entender tudo,
sem carregar mais do que cabe.
O que é seu, encontra o caminho.
O que não é, se dissolve.
Siga no seu ritmo.
Com fé serena,
com os pés no chão
e o coração guardado.

A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.

Mulher é abraço que acolhe,
voz que ensina
e coração que nunca desiste. 💐

Meu coração é tempestade
Meus sentimentos são oceanos
Como eu não iria transbordar sendo o que sou ?

Voz Invisível
Invisível aos seus olhos,
mas visível no coração de muitos,
existo porque Deus quis que eu estivesse aqui.


Diferente de vocês, não tenho compreensão,
mas tenho emoção, amor, carinho sem preço,
a liberdade de estar e viver sem preço.


Mas minha vida vocês cessaram.
O vento já não tocava meu rosto,
o mar já não se abria diante de mim,
na escuridão me encontrei.


Minha alma ouviu vozes
clamando por justiça,
onde fizeram da minha vida um preço
para abafar e acobertar culpados.


Ficam impunes,
causando mais maldades
àqueles que só querem viver.


Sou um cachorro,
meu nome é Orelha,
e falo em nome de todos
que pedem socorro.


ass. Roseli Ribeiro ( em memoria do meu cachorro rust, morreu com uma pancada na coluna, foi sim andando até sua casinha para morrer, assim como orelha tentou).

Nem mocinho,
nem vilão,
mas sabendo escolher bem,
o que quero dentro e fora do meu coração.⁠

Altamente suspeito,
A boca cheia de amor,
E o coração vazio.

Quando o coração é gigante,
Gente pequena se perde com facilidade.

Chama-se responsabilidade afetiva,
Não tentar curar o coração ferido com paixões paliativas.

A vida é um paradoxo
enquanto eu grito seu nome,
Você negocia atenção de um coração de pedra.

Vê se aprende malandro,
Lugar de joguinhos é no campinho,
não no coração dos outros.

Conexão é,
De coração pra coração.
Não,
Tripas pra coração.

A sabedoria
não ocupa espaço,
na cabeça e no coração.
É ilimitado.
Dá para conseguir, bastante informação.


Já, em uma Biblioteca.
Existem, muitos livros.
Colocar, bastante livros.
É limitado.
Precisa limpar.
Já vi um homem, limpando livros.
Um de cada vez.
Na Biblioteca.
Boa atitude.
Boa ação.

Amigo Secreto

Um presente dedicado de coração,
Mais que uma simples lembrança,
Abraço, grande sorriso, dedicação,
A família, amigos, confraternização.

Palavras que ferem !!

Como um punhal que finca na mente,
Com o poder de magoar o coração,
Sem medir consequências, destroi,
Não tem amor, necessidade em ferir,

Não consegue mensurar o poder,
Em dizer o que poderia ser evitado,
A necessidade da razão sem ética,
Dizer o que pensa, sem desapego,

Palavras têm lâminas invisíveis,
Não rasgam a pele, mas o silêncio,
A digninidade guardada no peito,
De quem escuta, no tom de um toque,

Não ecoam somente no ouvido,
Ficam andando pela memória,
Sem gritos, sem ofensas claras,
Mas que ferem no fundo d'alma,

Chegam em frases quase comuns,
Carregam os espinhos na intenção,
Como pedras atiradas na consciência,
Lacerando a mente, em consideração,

Entre justificativas e conselhos,
Há sempre um peso escondido,
Um julgamento que vem vestido,
De uma pseudo preocupação,

E quem a recebe,
Fica perplexo,
Entre duas dores:
A de responder,
Ou a de guardar.

Salvador Faria