Versos para a Pessoa Amada

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Nem tudo é dias de sol

A realidade é cada minuto que vivemos, planeje o futuro mais viva o presente como se o amanhã não existisse.

Gosto das loucuras da vida, é que elas me fazem pensar que não sou louco.

O meu desafio diário é pensar no existir das coisas, e posso dizer: Nem tudo que existe parece ser verdadeiro.

Tudo vale a pena

O amor verdadeiro é como um ser imortal, que mesmo nas dificuldades da vida, dor, desgastes e no tempo, ele sempre sobreviverá, trazendo na imortalidade, mais experiencia e mais dedicação ao próximo!

As ideias são prodigiosas — elas e a maneira como se associam. Num momento, descobrimos que atravessámos o mundo, e que transpusemos o infinito entre dois pensamentos.

Quem escreve para obter o supérfluo como se escrevesse para obter o necessário, escreve ainda pior do que se para obter apenas o necessário escrevesse.

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Toda beleza é um sonho, ainda que exista. Porque a beleza é sempre mais do que é.

“Como não te sonhar?”

Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. Compreendo bem as bordadoras por mágoa e as que fazem meia porque há vida.

Ah, sua boba. Eu sei que você está cansada de tudo, perdida nesse turbilhão de sentimentos que te paralisam. Ah, ninguém te entende, eu sei! Não queira tudo agora, queira apenas voar por cima dos seus próprios destroços e ver que, apesar de tudo, ninguém pode calar teus pensamentos, teus diálogos internos, tua recomposição!

⁠Se ela tá triste mais mesmo assim ela está feliz porque o melhor remédio da vida é sorrir

⁠Tudo me interessa e nada me prende.

⁠vamos sempre esconder nossos demônios por dentro ou vamos solta-los?

⁠Recordemo-nos sempre de que sonhar é procurarmo-nos.

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego. Coimbra: Presença, 1990.

Vive a tua vida. Não sejas vivido por ela.

Fernando Pessoa
Livro do Desassossego. Lisboa: Ática, 1982.

Pensar incomoda como andar à chuva.

Fernando Pessoa
Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática, 1946.

Nota: Trecho do poema O guardador de rebanhos, de Fernando Pessoa.

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Quem não engana a si mesmo, não se conhece verdadeiramente⁠

Apenas as pessoas sem princípios se dispõem a negociar princípios. Elas não tem nada a perder.