Versos Longos de Amor

Cerca de 226830 versos Longos de Amor

Um peixinho colorido

em cima das conchas

brincando de faz-de-conta.

....


O pequeno bagre

bem parado

é feito de biscuit.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As flores sobre o asfalto,

- suspiram

As emoções ao alto,

- inspiram

Multicores descrevem:

os amores secretos,

e os desejos indiscretos.



Em versos sinceros,

- imensuráveis

Não menos belos,

Censuráveis por uns,

- admiráveis

Por alguns...,

Curvados as boas letras

Para que não te esqueças.



Porque me descortinas,

Danço no meio da neblina,

Faço propositalmente rimas,

Canto de menina,

Bordado de senhora,

Cuidado de poetisa,

Passo de dançarina,

Sono de musa repousado

Desdobrado sobre as colinas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pela minha letra fatal

Desabrocha mansamente,

Pelo meu verso imortal

Carinhoso simplesmente,

Realiza no meu corpo

O segredo dos teus lábios,

Abrigado na tua mente.



Pelo soneto perfeito

Escreva o teu destino,

Pela harmonia corpórea

Revelada secretamente,

Fruto particular da história

Silenciada pelo nosso beijo,

Inviolável ninho de carinho.



Pela minha poesia inesgotável,

Ora tecida em versos ricos,

Ora bordada em versos pobres,

Poesia santa, profana e condenável.



Pelo sonetista que nos vê - e crê,

Pela fé no amor inabalável,

Ora e desabrocha;

Vê e se enamora daquilo que é,

E o coloca para sempre como intocável.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A noite caiu desapercebida

De um jeito jamais visto

O luzeiro foi descansar

A Lua como a lamparina

Ilumina o altar da noite

De forma a fazer o céu gingar

Em companhia das estrelas.



A manhã surgiu desapercebida

De um jeito surpreendente

O luzeiro pôs-se a levantar

A Lua foi descansar

O luzeiro bem acordado

Surpreende o céu da noite

De forma a fazê-lo a se dissipar

E levar com ele todas as estrelas.



As moças sempre se encontram

Manhã, tarde e noite de mão dadas

Nestes versos mal escritos

As moças que mais parecem fadas

Estações da vida e dos tempos

Emoções que caem como chuva

Entre o céu e a terra - se apaixonam

Como certas brisas que se encontram

À beira do abismo bem em frente ao mar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Recolhe o tempo dentro de ti,

Brinca com o tempo adentro,

Recoste sobre o meu ombro

E deixe o corpo falar de tudo.



Retire entre nós as espumas,

Deixe que nasça todas as luas,

Entregue-se aos sons das ondas

Para tomares ciência e as contas.



'Inverne-se' para o verão chegar,

Recrie-se para a paixão balançar,

Liberte-se de tudo o que te prende

E deixe livre só aquilo que sente.



Desce a aura rosa do céu,

Dando sorriso ao mar,

O Sol doce como mel,

- Assim resolveu se entregar

Durante as baixas temperaturas,

Ele resolveu rimar-se com o mar,

Aberto as boas loucuras de amor

Remando no oceano de tanto amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As cores se envolveram

Na curva do horizonte,

As duas não se esqueceram;

E é bem aqui dentro de mim,

Que você se esconde.



As espumas e as ondas,

Os beijos das sereias,

As carícias entre as espumas,

Iluminando as mil maneiras,

Escrevendo as boas loucuras.



As cores - 'as nossas',

Os perfumes - a prosas,

Os vinhos - e as rosas,

As mãos - amorosas,

Os beijos - sonetos,

Seguem todos em mim,

A vida prosseguindo o curso,

E eu jamais te esqueço - padeço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sobre a cadeira de vime,

Suavemente o xale russo,

Repousa certo e sublime,

Tal como um sono profundo.



Sobre o segredo de vidro,

Secretamente tu partiste,

Carinhosa tu deixaste-me,

Sonhando o teu regresso,

E cada pedaço tu repartiste.



Sobre a cadeira de vime,

Fortemente a saudade,

Bate forte e senta o peito,

Com a força da cavalaria

Reclama a tua falta - nostalgia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A liberdade tem os seus próprios [sinais,

Ela é ousada, e sempre quer muito mais.



A liberdade precisa das nossas [marcas,

Ela é audaciosa, é rainha de muitas espadas.



A liberdade tem tudo dos doces haicais,

Ela é o quê é em mil toques [sensuais.



A liberdade precisa de todos os [jeitos,

Ela precisa de todos, e que venham inteiros.



A liberdade tem a sua poesia própria,

Ela é escrita por poetas que fazem [história.



Olhe para alguma parte

Do meu corpo

Sinais que mostram

Um convite

Para ser aventurado

E que fique entre nós

Bem acordado:

Ele não é para ser

- revelado

É o nosso canteiro

- embriagado

Repleto de pimenteiras

Por nossas mãos arteiras.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ninguém pode

deter-me

Desejo é

pertencer-te

Ninguém pode

julgar-me

Anseio é
reencontrar-te

Ninguém pode

condenar-me

Eu hei de viver

só para amar-te.



Desejo que

só me pertence

Ninguém

pode deter

Anseio que só

me estremece

Ninguém

pode 'fazer'

Eu hei de vivê-lo

para sempre.



Recolha-me

e absorva-me

Toma-me, coma-me

e beba-me

Devora-me

com ganância

Repleta-me

sem moderação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Confesso que estou

na tua [mão

Entretida

com o nosso tempo,

Alguém deu

forma a [paixão;

Surgiu lindo

como um dia de sol,

Iluminando carinhoso

o [coração.



Cada passo

nas areias, uma marca,

De um grande amor

que não passa,

E uma grande distância

que maltrata,

Nem o tempo o dissipa,

e o sossega;

Fazendo de todos dias

a minha entrega.



O mar baila

em [celebração,

O tempo se ergue

em oração,

Talvez seja

um grande sinal:

Que voltarás

para a minha vida

Para habitar

pleno de [paixão.



Cada momento

não foi em [vão,

Nem mil almas

te encantarão,

Sei que sou a mulher

da sua vida,

E para sempre serei...,

- a dona do seu

delicado [coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Talvez eu seja a chave

Do seu maior segredo;

Talvez eu seja breve,

Na palma da sua mão.

Talvez me carregue

No jardim do coração.

Apenas um hibisco

De intenso vermelho,

A ser regado pela paixão.



Talvez eu seja sempre:

Repleta e não me cale.

Talvez eu seja a veia:

Da saudade de tudo,

Que sobra e sobrevive.



Talvez eu seja tua,

O tempo há de me dizer,

Ele irá me responder:

- Que valeu a espera

Desse amor sem limite.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Existe um canal que nos liga,

Reafirme: que nada nos separa.

E muito menos não existe,

Alma audaciosa que nos defina.



Existe uma corrente tranquila,

Afirmativa e serena - nos leva

Para onde que ninguém imagina;

O coração vai e sempre solicita.



O encontro de embarcações

Doces e repletas de emoções,

Em busca de grande sensações.



O encontro de tripulações,

Desencontro de sensações,

- Distanciam emoções

Há o encontro de águas,

- um turbilhão de sonhos

Inteiros e macios...,

Livres, e cativos... não te conto!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ali, logo ali está,

A vida a vibrar,

Bem no mangue,

Não tão distante,

E bem perto do mar;

Na Ilha dos Remédios,

Vou a cura procurar

Pela cura do mal de amor,

Devo ir, e se lá eu não for,

Comigo para sempre ficará

A repleta dor desse mal de amor,

- Que talvez nunca passará... -



Ali, bem dentro de ti,

Com o barulho do mar,

Sublime cantante,

Menestrel brilhante,

Indo sempre ao mangue,

Para a vida cultivar,

Nas carregadas redes de pesca,

Para enriquecer a festa e alimentar,

O povo que luta e ama,

Nessa terra que o mar balança,

Floresce no sorriso a alma açoriana.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrevo porque sinto,

Ouço você vivendo,

Bem aqui (dentro).



Assim ainda te vejo,

Indo rumo (adentro),

Com todo o sentimento.



Escrevo porque sei,

Que não estou só,

Tenho você que me (tem),

Eu sou o teu maior bem.



Porque tudo requer:

carinho e (manha)

Um dia tudo se ajeita,

E virás com amável sanha...



Escrevo pétala por (pétala),

Em sílabas com bons tons,

Melodias próprias das cítaras,

Harmonias das mil canções,

Do solstício do inverno,

Revelando para as emoções.



Ainda nos desejo,

Assim nos (creio),

Nada em mim é passageiro:

tudo é repleto, concreto e inteiro.



Assim procuro escrever

Curvo-me ao teu mistério,

Jamais desistirei de nós

Eu te encontrarei no alto hemisfério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrita sobre linhas de ouro,

Tranquila em curvas e retas,

Revista na valsa das horas,

Exata como ilhas e terras.



Intensas veias cor de rubi,

Mexendo com as intenções,

Serenas intenções por ti,

Extasiando as intenções.



Consignada rubra estrela,

Brilhante no firmamento,

Flórea e bem vermelha,

Fiel eleita pela beleza.



Comungada com os astros,

Seguindo os teus passos,

Vou vivendo a sua espera,

Só para viver nos teus braços.



Para uns sou o veneno,

Eu te inebrio,

Para outros o remédio,

Eu te acordo,

Sou o mais fino vinho,

Jardim acetinado e vero,

Carrego a grande espera

Do tamanho de tudo e do mundo,

A minha alma não cede, é sincera;

Posso vir até sofrer, mas não em vão;

Nasci para te entregar o meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A cor verdejante do mar,

O arrastar do olhar,

A rede prosseguindo...,

O pescador joga a rede,

A tainha ele foi pescar,

O mar espalha o canto,

A vegetação serena...

O Balneário se ilumina,

A vontade não é pequena.



A duna tão linda,

É fonte de vida,

Ela traz proteção,

É poema que segura

Toda a correnteza.



A festa tão bela,

Da Natureza,

Cada grão dessa areia

É pura beleza!

Expressão e vivaz certeza.



A hora está chegando,

O povo está esperando,

- a Festa da Tainha

É a festa barrasulense,

Do norte catarinense.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nas minhas pétalas

tu te roças,

No meu beijo

que tanto procuras:

está o meu corpo

cheio de loucuras.



Não desvias,

porque tanto adoras

As minhas mão de fada,

sem farsa,

e minhas carícias

todas mimosas.



Nas minhas galas

tão pomposas,

No meu bailado

tão repleto de ginga:

assim seguem

as minhas malícias.



Não desvias,

porque tanto fazes

E por onde fazes

ser tua - toda;

e segue

em gestos audazes...



Não desvias -

porque escreves

O poema das mil fases;

Tu, só tu me trazes...



Não desvias

porque estão entregues

As devoções e as tuas

alucinações

Uma a uma, assim tu

me pertences...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Em busca do teu apoio

O azul celeste se acolchoa

Só para fugir do joio,

E de tudo o que atordoa.



A pomba ali na praça

O Sol carinhosamente

Só acenando para você

De uma vez passar com graça.



Ao te ver, vejo o céu

Ao te sentir, provo o mel

Ao te escrever, saboreio o trigo

És meu presente mais divino,

E o meu carinhoso abrigo.



Eu te acaricio, e te desalinho

És ouro fino, e raro tecido

Tão caro e macio linho,

E assim de ti me aproximo

Da tua alma eu me acarinho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As folhas que caíram da árvore,

Viraram anjos dançando ao vento,

Inspirando a consagração do soneto,

Que eu hei de ouvir através de você.



O vento canta doce no meu ouvido,

Sinal de que você não está comigo,

Mas resguardado de todo o perigo

Recordando do nosso precioso carinho.



Ninguém irá vilipendiar a imaculada poesia,

Porque sou filha da Terra e dos astros,

- sinestesia angelical

- Que chegou para dar tom outonal! -



As folhas que caíram da árvore,

Viraram sonetos desenhados,

Enfeitando o céu, e dando cores,

Aos meus olhos poéticos e apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O delírio me carrega,

É certeiro e atrevido,

É quase um asilo,

Que me refugio.



A férvida tentação,

Não desmantela,

É flutuante paixão,

A domar a pantera.



Gostaria de saber

- escrever

Do jeito que sei

- atentar

Para você me amar.



Além das linhas,

Sou um tesão,

Além do corpo,

Sou o teu coração.



É o delírio que me leva,

Seduz e cativa,

E sempre te abriga

Em cada linha escrita.

Inserida por anna_flavia_schmitt