Versos Góticos de Amor
O amor verdadeiro não se relaciona necessariamente com o caráter sexual e não faz separação entre variados seres; seja uma pessoa ou um animal sem lar, ele emerge da verdadeira natureza da alma e não da simples intenção ou do egoísmo.
Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.
O amor verdadeiro é aquele que nasce da alma, floresce no coração e se fortalece todos os dias com ternura, quando Deus abençoa essa união.
O amor que deixei ir era a minha liberdade, mas eu estava ocupada demais tentando curar quem não queria ser curado.
Não consigo dormir, pois minha alma está acordada, pensando em Ti, que meu amor transborde em Tua Presença, para sempre, que meu coração Te louve, meu Deus, que minha vida seja o estrado da Tua Glória, que meu ser cante apaixonado por Ti, Jesus...
O meu feitiço virou contra o feiticeiro, quis torná-la escrava do meu amor, mas o seu amor me escravizou primeiro.
O autoamor tem o poder de transformar o amor alheio em complemento da felicidade ao invés de condição para alguém ser feliz.
O amor é a própria alma da existência, a força vital que confere sentido à jornada humana. Ele se revela em miríades de formas, ora no afago mútuo entre almas, ora na entrega fervorosa a um ideal, ora na compaixão que nutre o próximo. Amar transcende a mera emoção; é um verbo, uma ação que se traduz em gestos e palavras, em ecos do coração. É a arte de vislumbrar a beleza nas nuances, de abraçar as imperfeições como parte integrante da história, e de celebrar a preciosidade de cada instante compartilhado.
Ovelhas obedecem por amor, bodes insistem na própria razão. Ambos podem estar no mesmo lugar, mas só um ouve o Pastor.
No olhar e no sorriso de um bebê, estão o amor e a compaixão que habitam em nós, mas que, ao longo da vida, insistimos em desaprender.
